domingo, 2 de fevereiro de 2014

'Monstro aquático' mexicano pode ter desaparecido de seu habitat natural

 
O axolote (Ambystoma mexicanum), um tipo de salamandra mexicana, pode ter desaparecido de seu único habitat natural conhecido: os poucos lagos restantes da Cidade do México. Trata-se de uma notícia perturbadora para a criatura inegavelmente feia, que tem um rabo pegajoso, brânquias semelhantes a plumagem e uma boca que se curva em um sorriso estranho. Conhecido como o "monstro aquático" e como o "peixe mexicano que anda", seu único habitat natural é a rede de lagos e canais Xochimilco, que está sofrendo com a poluição trazida pelo crescimento urbano. O biólogo Armando Tovar Garza, da Universidade Nacional Autônoma do México, disse nesta quinta-feira (30) que a criatura "corre risco sério de desaparecer" da natureza. No ano passado, pesquisadores tentaram encontrar exemplares da espécie nas águas escuras e lamacentas de Xochimilco, mas, depois de quatro meses de tentativas, o resultado foi nulo: nenhum axolote foi encontrado. Há exemplares que vivem em aquários e laboratórios de pesquisa, mas especialistas dizem que essas não são as melhores condições. Os axolotes crescem até 30 centímetros e usam as quatro patas atarracadas para se arrastar no fundo dos lagos ou as caudas grossas para nadar. Eles se alimentam de insetos aquáticos, peixes pequenos e crustáceos. Nos últimos anos, os arredores dos lagos onde o bicho vive passaram a abrigar favelas que lançam esgoto nas águas, o que prejudicou o desenvolvimento da espécie. A Academia Mexicana de Ciências disse em uma declaração que uma pesquisa de 1998 encontrou uma média de 6 mil axolotes por quilômetro quadrado, número que caiu para 1 mil em 2003 e para 100 em 2008.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Lula-gigante de 3,4 m e 100 kg é a 3ª capturada no Japão em janeiro

 
Pescadores da província de Tottori, no Japão, capturaram por acaso uma lula-gigante de 3,4 m e cerca de 100 kg durante uma pescaria por caranguejos e linguados na região. Veja o vídeo, em japonês. De acordo com a emissora “FNN”, o animal foi pego ainda vivo na rede de pesca, mas não resistiu até ser levado até a costa. Especialistas afirmam que o molusco poderia ser bem maior, caso seus tentáculos maiores ainda estivessem presos ao corpo quando o animal foi retirado da água. Especialistas ficaram intrigados ao constatarem que a lula-gigante foi capturada a cerca de 240 m de profundidade, visto que esse tipo de animal geralmente habita águas muito mais profundas, podendo ultrapassar 1.400 m de distância da superfície. A província de Tottori informou que irá preservar a lula-gigante para que ela possa ser estudada, e que ela não poderia ser consumida devido à alta concentração de amônia no corpo do molusco. Outros casos Este seria o terceiro caso de captura de lula-gigante no Japão apenas em janeiro de 2014, de acordo com o jornal britânico “The Guardian”.
Este mês, pescadores da ilha de Sadogashima ficaram impressionados ao fisgarem por acidente uma lula-gigante de mais de 4 m de comprimento, que foi avistada perto do barco onde estavam (assista ao vídeo).

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

No Japão, leão-marinho desenha ideograma para celebrar 2014


 
O leão-marinho "Jay" desenha o ideograma chinês correspondente à palavra “cavalo”, treinando sua caligrafia para a atração de Ano Novo do aquário Hakkeijima em Yokohama, no Japão. Segundo o calendário chinês, 2014 será o “ano do cavalo”. (Fotos: Kazuhiro Nogi/AFP)

Foto de animal marinho transparente faz sucesso na internet

 
A foto de um estranho animal marinho quase totalmente transparente tem chamado a atenção dos internautas desde a semana passada. A imagem foi tirada pelo escocês Stewart Fraser, que relata ter encontrado o bicho na superfície do oceano, na costa da Nova Zelândia. Postada na plataforma Reddit, a foto já teve mais de 1 milhão de acessos. De acordo com o pesquisador Alvaro Esteves Migotto, do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (USP), trata-se de um animal conhecido informalmente como "salpa", da classe Thaliacea. "Esses bichos não têm nomes populares por aqui. Os biólogos se referem a eles de forma genérica como 'salpas'", diz. O especialista explica que "salpa" é o nome que identifica um gênero de animais dentro desse grupo, mas a nomenclatura acaba sendo utilizada para se referir ao grupo todo. Segundo ele, com base apenas na foto, é difícil identificar a espécie exata do animal, mas não há dúvida de que se trata de um taliáceo. "O grupo contém algumas dezenas de espécies; a maioria é pequena (alguns milímetros ou centímetros), mas existem algumas bem grandes, como a da foto", completa. "Foi a criatura mais estranha que eu já encontrei", descreveu Fraser, em um comentário no Facebook.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Espécie de lagosta recebe nome em homenagem a Nelson Mandela

 
Uma nova espécie de lagosta que vive nas águas profundas do mar que banha a África do Sul foi batizada de Munidopsis mandelai em homenagem ao ex-presidente do país, Nelson Mandela, que morreu em dezembro passado aos 95 anos. O crustáceo foi descoberto pela pesquisadora Diva Amon, que faz doutorado no Museu de História Natural de Londres. Segundo ela, o animal tem apenas sete milímetros de comprimento e foi encontrado a 750 metros de profundidade. Segundo a cientista, a descoberta é um exemplo de como é necessário explorar o alto mar e revelar os mistérios de ecossistemas marinhos. Ela e seu supervisor, Adrian Glover, investigavam a biodiversidade em montes submersos existentes no Oceano Índico quando acharam a nova espécie.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Baía no RJ com recorde de golfinhos nas Américas terá visita guiada




Uma das dez espécies animais mais ameaçadas de extinção do Estado do Rio de Janeirosupera o despejo de dejetos no oceano e a pesca acidental para sobreviver na Baía de Sepetiba, nos mares de Itacuruçá, distrito de Mangaratiba, Costa Verde fluminense. Ali, os botos cinzas, uma espécie de golfinho, formam a maior concentração deste tipo de mamífero das Américas Latina e Central, segundo a ONG Instituto Boto Cinza (IBC), embora a mortandade não natural chegue ao dobro do número aceitável — com cerca de 30 animais por ano. A estimativa é de que, naquelas águas, haja 2 mil golfinhos e de que cheguem a passear, juntos, em grupos de até 200. O IBC, que, como sugere o nome, protege o animal — mas também outros cestáceos e até aves — é a responsável pelos cálculos e também pelos estudos do simpático mamífero, que empresta o nome a pousadas, restaurantes e mercados do distrito, que vive à base do turismo e da pesca. 

A partir de fevereiro, os pescadores vão realizar também passeios educacionais com turistas em locais onde os golfinhos nadam em grande número. É justamente a rede do pescador, porém, um dos principais inimigos dos botos cinzas. É comum que, acidentalmente, fiquem presos e furem as redes. Quase sempre morrem, e reduzem o trabalho do pescador a zero. A solução encontrada pela ONG foi aproveitar esta mão de obra descontente e capacitá-la. Já que a pesca industrial esmaga o lucro dos autônomos, que os pescadores façam do mar a fonte de renda de casa promovendo passeios educativos. "O projeto tem base comunitária, para render vantagens econômicas ao pescador. Haverá stands onde os turistas vão comprar tíquetes para passear com barqueiros locais nos lugares onde os golfinhos andam em agregação [grupo com mais de 100 animais]", explica Leonardo Flach, coordenador científico do IBC e do projeto, intitulado Abrace o Boto Cinza. Questões como dia de inauguração e preço dos bilhetes será definida nos próximos dias em reunião com autoridades, pescadores e biólogos. O cuidado especial com o golfinho, que é simbolizado no brasão do Estado do Rio de Janeiro, encontra a justificativa no passado. Cartão-postal da cidade, a Baía de Guanabara teve milhões dos cestáceos em seus melhores tempos. Atualmente, não tem mais de 40, segundo o Instituto. "Se não fizemos nada, se não buscarmos alternativas, será uma questão de tempo: eles sumirão, como aconteceu na Baía de Guanabara", resumiu a bióloga marinha do Instituto, Kátia Silva.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Programa registra nascimento de mais de 450 mil tartarugas em Goiás




Entre os meses de setembro e início de dezembro, a desova das tartarugas foi monitorada nos rios Crixás-Açu e Araguaia, em Goiás. O projeto, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Goiás (Semarh) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), registrou o nascimento de mais de 450 mil filhotes na temporada. De acordo com a Semarh, o Programa Quelônios da Amazônia (PQA/GO) acompanhou a desova dos animais da espécie podocnemis expansa, a tartaruga-da-amazônia. O objetivo foi levantar informações sobre as populações e identificar as principais ameaças no habitat natural. No Rio Crixás-Açu foram identificados o nascimento dos animais em 28 praias. Já no Araguaia, em 13. Os biólogos monitoraram uma área no Rio Crixás-Açu, que fica entre os municípios de Mundo Novo e Nova Crixás, totalizando 160 quilômetros. Já no Rio Araguaia foram percorridos 280 quilômetros, entre as cidades de Britânia e São Miguel do Araguaia. Ao todo, foram marcadas 90 tartarugas adultas e 20 mil filhotes, permitindo o monitoramento da população natural, sendo que foram identificados aproximadamente 2.800 ninhos no Rio Crixás e 2.500 no Araguaia. Para quantificar o número total de filhotes nascidos no período, foram amostrados 400 ninhos, onde se verificou uma média de 98,40 ovos por unidade e, destes, em média, 86,14 filhotes eclodiram. Com isso, segundo a Semarh, ocorreram mais de 241 mil nascimentos no Rio Crixás e 215 mil no Araguaia. A secretaria ainda informou que os trabalhos de monitoramento continuam, principalmente para coibir atos predatórios ilegais contra as tartarugas.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Fotógrafo brasileiro clica de perto as presas do tubarão-tigre






Motivado pela causa da preservação dos tubarões, o fotógrafo brasileiro Daniel Botelho já perdeu a conta de quantos lugares visitou e de quantas espécies viu para registrar suas imagens. Ele acaba de voltar de uma expedição nas ilhas Bahamas, onde, em apenas um dia, mergulhou em meio a cinco tubarões-tigre, 30 tubarões-limão e 40 tubarões-de-recife. A intenção de Daniel era ver de perto os Galeocerdo cuvier (tubarões-tigre) e realizar uma série de fotografias que intitulou de “Anatomia da mordida de um tubarão tigre”. A bordo de um barco de operadores de mergulho e na companhia de outros fotógrafos, Daniel viajava cerca de duas horas da costa da cidade Freeport até Tiger Beach, região onde estão os tubarões. “Apesar do nome, de praia esse lugar não tem nada. É uma região de alto mar onde você não vê terra nenhuma em volta”, conta. Para atrair os animais, a equipe de mergulhadores joga uma mistura chamada “engodo” que, segundo Daniel, é uma mistura de sangue e óleo de peixe. “O cenário mais corriqueiro é que os tubarões apareçam depois de 10 minutos de jogado o engodo. Os primeiros a aparecer são os tubarões-limões e os de-recife. Depois vêm os tubarões-tigre, que são animais bem maiores que a média da população daquela região”, explica. O mergulho para se aproximar destas espécies requer alguns cuidados. Daniel explica que primeiro desciam do barco ele e um mergulhador de segurança. Depois dos primeiros contatos com os tubarões, mergulha o restante da equipe. “A primeira coisa que você deve ter é respeito e consciência de que se um animal desses quiser fazer alguma coisa contigo ele faria. Mas eu tento ser uma prova de que esse animal não é tão mau assim. É um predador que merece respeito, mas dentre os predadores está muito atrás do leão, do crocodilo e do hipopótamo”, afirma. O fotógrafo brasileiro Daniel Botelho registrou tubarões-tigres de perto nas Bahamas (Foto: Daniel Botelho)

A tubarão-tigre fêmea "Ema" é conhecida entre os frequentadores de Tiger Beach, nas Bahamas (Foto: Daniel Botelho) Dentre os anfitriões de Tiger Beach, um exemplar é muito conhecido pelos frequentadores do local. É a tubarão-tigre fêmea “Ema”, de 4 metros e mais de uma década de existência (segundo Daniel, esta espécie costuma viver por 50 anos). “A Ema é enorme e muito gulosa”, diz o fotógrafo. “No primeiro dia ela demorou 30 minutos para aparecer. Em outro dia, demorou quatro minutos. Quando a gente pulou, ela ficou tão excitada que demos uns cinco ou seis peixes para ela se acalmar”, afirma. Daniel diz que a prática de alimentar tubarões com peixes é criticada por algumas pessoas. “Mas não existe no mundo operação de mergulho com tubarão que não utilize esse tipo de prática”, diz. “90% da população de tubarões-tigre já foi morta. Então eu acredito que em lugares como nas Bahamas eles estão protegidos por causa desse turismo”. 

Causa: “Minha paixão é trabalhar com grandes tubarões, como o tubarão-branco e o tigre. Além de gostar desses animais, quando descobri anos atrás a condição atual da população de tubarões fiquei impressionado”, afirma Daniel. O comércio asiático de barbatanas de tubarões para a produção de sopa, segundo ele, “gera um desiquilebrio muito grande [na biodiversidade dos oceanos]”. “As barbatanas de um tubarão são 5% de toda a carcaça e têm um valor agregado para o mercado asiático. Eles pensam ‘por que vou colocar 95% do tubarão no barco se só 5% me interessam?’. Então cortam a barbatana e jogam o tubarão de novo no mar”, diz. “Eu mergulhava com 50 tubarões em alguns lugares que hoje não tem mais”. A proposta inicial da viagem do fotógrafo às Bahamas foi a realização de um workshop sobre fotografia de tubarão. Daniel ministrou aulas para fotógrafos e cinegrafistas internacionais. O dinheiro arrecadado com o curso será destinado a organizações que trabalham pela preservação de tubarões, como Sea Shepherd, Shark Angels e Shark Savers.