No mar profundo, nas profundezas dos oceanos, rios e lagos, peixes, crustáceos, corais, moluscos, mamíferos, peixes abissais, em um mundo ainda bastante desconhecido.
sábado, 29 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
Sapo audacioso
O fotógrafo Fahmi Bhs, de 39 anos, flagrou no mês passado um sapo descansando no nariz de um crocodilo em Jacarta, na Indonésia. Fahmi viu o anfíbio saltar na cabeça do réptil, ficando a poucos centímetros de sua poderosa mandíbula.
Tartaruga que vive em ilha pode ser animal mais antigo do planeta
Nosso mundo é cheio de criaturas estranhas e fascinantes, muitas delas que espantam os cientistas até hoje. Seria verdade que uma tartaruga em uma ilha do Oceano Atlântico nasceu na primeira metade do século 19?
Plantation House, na ilha de Santa Helena, é a residência oficial do governador dos territórios britânicos ultramarinos no Sul do Atlântico. Lá vivem Jonathan, Myrtle e Fredrika - três tartarugas das cinco de uma espécie rara que habitam a ilha.
A mais velha delas é Jonathan, cuja idade registrada é de 182 anos. Ele é possivelmente o animal mais velho do mundo.
'Ele é praticamente cego, por causa da catarata, e não tem mais olfato - mas sua audição é boa', diz Joe Hollis, um dos guias turísticos da ilha.
O animal é um espécime raro de tartaruga-das-seychelles, oriunda da ilha do mesmo nome, que fica no Oceano Índico. As companheiras de Jonathan são de uma espécie levemente diferente - o jabuti-gigante-de-aldabra, do atol que leva o mesmo nome.
Hoje há poucos jabutis-gigantes-de-aldabra no mundo - apenas 100 mil, mas só algumas dúzias conseguirão se reproduzir.
Napoleão
A ilha de Santa Helena é famosa por ser isolada no meio do Atlântico Sul (no mapa, é um pequeno ponto entre a Bahia e Angola). Muitas vítimas do tráfico de escravos que adoeciam e não conseguiam completar a viagem da África às Américas ficavam na ilha, onde morriam após poucos dias. Além disso, Santa Helena abrigou Napoleão.
Nenhum dos moradores sabe explicar como Jonathan veio parar aqui. No século 17, os navios costumavam transportar centenas de tartarugas, muitas delas que serviam de refeição aos marinheiros.
Nas ilhas Galápagos, 200 mil tartarugas teriam sido abatidas para servir como refeição.
A pergunta que intriga todos é: como Jonathan escapou deste destino?
Uma hipótese é que o governador da ilha na época, Hudson Janisch, tenha adotado a tartaruga como animal de estimação.
Desde Janisch, 33 governadores já passaram por aqui, e ninguém quer ter a má-sorte de ver Jonathan morrer durante o seu mandato.
O atual mandatário, Mark Capes, diz que é importante que Jonathan seja 'tratado com respeito, atenção e carinho, que ele merece'.
Uma foto de 1882 já mostra Jonathan em tamanho adulto. Esta espécie leva 50 anos para crescer ao seu tamanho pleno.
Caso ele realmente tenha 182 anos, Jonathan teria perdido por uma década a chance de 'conhecer' Napoleão, que morreu em 1821 - pouco mais de dez anos antes do nascimento de Jonathan, que, segundo a estimativa, teria sido em 1832.
Os anos de 'assédio' dificultaram ainda mais a vida de Jonathan. Turistas costumam fazer o possível e o impossível para conseguir registrar uma imagem do animal. Hoje em dia, foi organizada uma fila para que os turistas possam - de longe - fotografar Jonathan.
A tartaruga tem seus privilégios. Ela ganha carinho no pescoço e recebe bananas, repolho e cenouras para comer. Ele costuma comer com tanta ferocidade que uma vez quase perdeu parte de um dos dedos. Por isso, foram colocadas luvas em suas patas.
Tartarugas desta espécie podem viver até 250 anos. Os moradores da cidade já têm um plano especial de 'funeral' para o caso de sua morte. O casco de Jonathan será exposto permanentemente em Santa Helena. Alguns estão até arrecadando dinheiro para criar uma estátua de bronze de Jonathan.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Espécie de tubarão que 'anda' no fundo do mar é descoberta; veja vídeo
A descoberta de uma nova espécie de tubarão que "anda" no fundo do mar foi anunciada nesta semana por cientistas ligados à ONG Conservação Internacional e ao Museu Ocidental Australiano. O animal, batizado de Hemiscyllium halmahera, ocorre próximo à costa da Indonésia, afirma o site do jornal britânico "The Telegraph" (veja o vídeo).
O peixe mede cerca de 70 centímetros e tem coloração próxima ao marrom, com manchas na pele. Ele se contorce para poder arrastar o corpo no fundo do mar e usa as barbatanas para "caminhar", diz o jornal britânico.
O tubarão é mais ativo à noite, e caça invertebrados marinhos e peixes para se alimentar.
A espécie foi descrita no periódico científico "Jornal Internacional de Ictiologia" pelo pesquisador Gerald Allen, afirma o "The Telegraph". Ela foi descoberta com a ajuda de outro cientista, Mark Erdmann.
O animal é muito pequeno para ameaçar humanos. Ele possui semelhanças com outro, da espécie Hemiscyullium galei, ressalta ainda o jornal.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Baleia de 28 milhões de anos usava sistema de ecolocalização, diz estudo
Um parente distante das baleias dentadas, botos e golfinhos que viveu há cerca de 28 milhões de anos já possuia a ecolocalização, um sistema biosonar baseado emissões de sons de alta frequência e seus ecos, segundo estudo publicado esta semana na revista "Nature" feito por cientistas do Instituto de Tecnlogia de Nova York, nos Estados Unidos. Fósseis da criatura chamada Cotylocara macei foram descobertos na região de Charleston, litoral da Carolina do Sul.
Segundo o professor Jonathan Geisler, que liderou os estudos desta nova espécie, as baleias dentadas, golfinhos e botos produzem sons de alta frequência através de uma área contraída nas passagens nasais abaixo do espiráculo (orifício respiratório por onde a baleia expele a água), enquanto todos os outros mamíferos, incluindo os seres humanos, produzem sons na laringe. O mecanismo de reprodução de som nas baleias dentadas é complexo, com grandes músculos, bolsas de ar e gordura.
Geisler disse que o estudo do crânio de Cotylocara macei levou os pesquisadores à conclusão de que ela também era dotada do sistema de ecolocalização que ajudou o animal a encontrar comida durante a noite ou em águas turvas águas do oceano. Segundo o pesquisador, a Colytocara tinha uma cavidade profunda no topo da cabeça. "A anatomia do crânio é realmente incomum. Eu não vi nada parecido em qualquer outra baleia, viva ou extinta", disse Geisler.
Tartaruga da Amazônia corre risco de desaparecer em rio do Amapá
Um levantamento do Instituto de Meio Ambiente (Ibama) no Amapá constatou que a espécie tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa) pode desaparecer do Rio Cassiporé, em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. O estudo, realizado em 2013, catalogou apenas cinco pares (macho e fêmea) de tartarugas. O número está muito abaixo do ideal para a sobrevivência estável do ciclo da cadeia reprodutiva, que seria de 200 pares do animal.
O levantamento faz parte do programa "Quelônios da Amazônia", que visa promover em nove estados brasileiros a preservação de 18 espécies de quelônios. No Amapá, o projeto protege dez espécies desses animais.
Um levantamento do Instituto de Meio Ambiente (Ibama) no Amapá constatou que a espécie tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa) pode desaparecer do Rio Cassiporé, em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. O estudo, realizado em 2013, catalogou apenas cinco pares (macho e fêmea) de tartarugas. O número está muito abaixo do ideal para a sobrevivência estável do ciclo da cadeia reprodutiva, que seria de 200 pares do animal.
Para fomentar a reprodução da espécie em rios do Amapá, o Ibama estendeu o 'Quelônios da Amazônia' até a região do município de Oiapoque. A metodologia de preservação das espécies é baseada no uso de mecanismos considerados sustentáveis, como é o caso da transferência dos ovos depositados nas covas às margens dos rios para lugares mais altos, método chamado de 'translocação'.
A transferência dos ovos tem o objetivo de proteger os ninhos de fatores ambientais e predatórios, como a incidência de inimigos naturais, principalmente de raposas e gaviões. Na Amazônia, a desova das tartarugas acontece entre os meses de agosto a dezembro.
No entanto para obter resultados no Rio Cassiporé, de acordo com o analista ambiental, seria necessário um longo período. Em Afuá, por exemplo, uma das áreas abrangidas pelo Ibama no Amapá, demorou 20 anos para conseguir estabilizar a cadeia da tartaruga da Amazônia. Nesse período, houve um aumento de 40 para mais de 1 mil pares da espécie.
No caso do Amapá, o tempo seria maior. A demora é decorrência do índice de sobrevivência dos animais. Somente cerca de 10% da espécie consegue chegar à fase adulta, quando elas podem alcançar mais de 80 centímetros de comprimento e 60 quilos de peso.
"Partindo de cinco pares vamos precisar de algo em torno de 30 anos para chegarmos a 200 pares. Para isso, precisamos envolver o município, que também é responsável pela conservação do meio ambiente", mensurou Rubens Portal.
Nas demais áreas protegidas pelo programa 'Quelônios da Amazônia' no Amapá, segundo o Ibama, foram soltos mais de 1 milhão de quelônios entre 1979 e 2012. O número é o menor entre os estados abrangidos pela iniciativa. O maior saldo é do Pará, com 23 milhões de filhotes soltos em água doce durante o mesmo período.
A maior incidência de soltura realizada pelo Ibama do Amapá aconteceu na região do estado do Pará, no município de Afuá, com 600 mil tartarugas. Pracuúba a segunda maior soltura no período: 400 mil.
"Em 2013, soltamos mais 105 mil filhotes, sendo 104 de tartarugas da Amazônia e mais 1 mil de tracajás", frisou o analista do Ibama Rubens Portal.
A soltura acontece com conjunto com as populações que vivem às margens dos rios, chamadas de ribeirinhas. Essas comunidades são diretamente afetadas pelo fato de os animais incubados serem incorporados aos estoques naturais pré-existentes.
"No fim do ciclo de incubação, 90% soltamos com a equipe de especialistas, e 10% com a população como se fosse uma espécie de prestação de contas com a comunidade ribeirinha da região onde o projeto é desenvolvido", concluiu o analista.
domingo, 9 de março de 2014
Ambientalistas arrecadam minissuéteres para salvar pinguins
Grupos de ambientalistas na Austrália, Tasmânia e Nova Zelândia pedem a voluntários do mundo todo que tricotem e enviem minissuéteres para salvar pinguins que foram vítimas de vazamentos de petróleo.
O Penguin Jumper Program (Programa de Suéteres para Pinguins, em tradução livre) é mantido pela organização australiana Penguin Foundation e teve início em 2001 quando um grande vazamento de petróleo afetou 438 pinguins azuis.
Naquela ocasião foram necessárias várias peças de roupas de lã sob medida pois, quando as penas de um pinguim ficam impregnadas com petróleo, elas perdem a capacidade de isolamento.
A resposta dos voluntários foi ótima: os ambientalistas receberam cerca de mil suéteres de todo o mundo.
E estes pequenos agasalhos eram muito necessários. Quando as penas de um pinguim perdem a capacidade de isolamento devido ao petróleo, a água gelada chega à pele, as aves sentem frio e, com as penas tão pesadas, fica muito difícil nadar, caçar e se alimentar.
Uma das melhores formas de evitar que estes pinguins morram é dar um banho nas aves.
Mas, os ambientalistas observaram que muitos deles, principalmente os mais fracos e os filhotes, acabavam morrendo de frio ou intoxicados antes de ser atendidos.
Mas, com os minissuéteres, as aves ficam protegidas do frio e também da intoxicação. Quando os pinguins são atingidos por petróleo, eles tentam se limpar usando o bico e, com isso, acabam intoxicados.
Uma das porta-vozes da organização ambientalista Tamania Conservation Trust, que participou da convocação para arrecadação dos agasalhos em 2001, afirmou à BBC que os minissuéteres fizeram a diferença entre a vida e a morte para os pinguins.
A porta-voz disse que os minissuéteres eram "necessários para proteção" e que eles "evitam que as aves comecem a limpar umas as outras e engulam o petróleo tóxico antes de lavarmos as penas delas".
Depois da ótima resposta do público em 2001, desde então as organizações da região, como a Fundação Para os Pinguins da Phillip Island, fazem até concursos para escolher o melhor minissuéter para pinguins.
E, para facilitar o trabalho dos voluntários, o Penguin Jumper Program, fornece um modelo para tricotar os minissuéteres, com as medidas e formas certas para as aves.
Os ambientalistas afirmam que grande parte dos agasalhos que recebem são distribuídos para outras associações ecológicas e as peças que sobram ou aquelas que não servem são vendidas para arrecadar fundos.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Pescadores acham tartaruga com mais de cem quilos no litoral do PR
Pescadores encontraram na manhã desta terça-feira (26) uma tartaruga com mais de cem quilos no mar do balneário de Ipanema, em Pontal do Paraná, no litoral do estado. O animal foi levado para o Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), também em Pontal do Paraná, e morreu por volta das 13h.
O animal era uma tartaruga cabeçuda do sexo masculino de grande porte e com mais de 25 anos de idade, de acordo com a coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação, Camila Domit. “Um metro só de carapaça. Ela deve medir cerca de 1,35 metro e pesar bem mais de cem quilos. O peso não foi estimado porque estamos sem balança industrial”, explicou. A idade exata será confirmada após uma análise óssea.
A coordenadora afirmou que o ferimento causado em uma das nadadeiras não foi a causa da morte do bicho, já que a lesão feriu apenas o tecido. “Não sabemos se ela se afogou na rede ou se já estava doente e, por isso, se enroscou. Serão coletadas amostras de tecidos para exames patológicos e de níveis de contaminação química”. Ela explicou que, por protocolo, é preciso esperar 24 horas após a morte do animal para iniciar a necropsia.
Segundo Camila, a tartaruga cabeçuda é “raríssima” na região. “É raro ver machos adultos por aqui”, relatou.
Também serão feitas análises com amostras de fluidos e de sangue que foram coletados duas vezes, com o animal vivo e depois de morto, para exames microbiológicos e hematológicos que irão estabelecer a causa da morte da tartaruga, ainda conforme a coordenadora.
Foca com mais de dois metros de comprimento aparece em praia do PR
Uma foca-caranguejeira foi encontrada na praia brava de Caiobá, no município de Matinhos, no litoral do Paraná, na noite de quarta-feira (3). O animal mede 2,10 metros e passa bem, de acordo com o analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rogério José Florenzano Júnior. “Ela se perdeu e veio com a corrente marítima. Vem para a praia para descansar e, depois, poder voltar”, explicou.
O animal já havia aparecido em Joinville, no norte Santa Catarina, na segunda-feira (1º), segundo o analista ambiental. “Estamos monitorando para que a população não se aproxime. Fizemos um isolamento em volta para não ter risco de acidente. As pessoas querem tirar foto de perto, encostar no bicho”.
“Agora tem que esperar ela voltar para o mar. Nesse exato momento [por volta das 17h30], ela está subindo em direção à praia, cada vez mais para o seco. Provavelmente vai passar a noite na praia”, afirmou.
O Centro de Estudos do Mar (Cem) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) relatou que esta espécie de foca é comum na região da Antártica e que visita a costa brasileira nesta época do ano, quando se dispersam das colônias reprodutivas em busca de alimentos.
Conforme o Centro de Estudos do Mar, as focas vão até as praias para descansarem das migrações e, por isso, não devem ser "incomodadas" pelas pessoas.
Um adulto da foca-caranguejeira pode chegar a 2,6 metros de comprimento e pesar até 300 quilos, segundo o centro. Nem o Centro de Estudos do Mar nem o analista ambiental souberam informar o peso e a idade do animal encontrado no litoral paranaense.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Estudo diz que linhagem de tubarões teria sobrevivido à Grande Extinção
Uma linhagem de pequenos tubarões pré-históricos, que acreditava-se que tivesse desaparecido na Grande Extinção, ocorrida há 250 milhões de anos, pode ter sobrevivido outros 120 milhões de anos, sugere estudo publicado no periódico "Nature Communications".
Cientistas encontraram amostras fósseis de seus minúsculos dentes nas proximidades de Montpellier, na França e, com isso, conseguiram verificar que os tubarões teriam vivido após a calamidade escondendo-se em mares profundos.
A estranha criatura não tinha mais que 30 centímetros de comprimento e provavelmente ostentava uma protusão similar a um gancho no lugar da barbatana dorsal.
A pior extinção em massa que o planeta viveu acabou com 95% das espécies marinhas e 70% das terrestres no final do período Permiano, quando se acredita que a Terra tivesse um único continente cercado por um único oceano.
Entre as explicações para a catástrofe estão o impacto de um asteroide que sufocou o planeta em uma nuvem de poeira que ocultou o sol e fez a vegetação secar ou um período de intensa atividade vulcânica que causou uma mistura letal de chuva ácida e aquecimento global.
Entre as criaturas que se acredita terem desaparecido nesse evento estavam os tubarões com dentição cladodonte, parentes distantes dos tubarões modernos, que tinham mandíbulas com várias fileiras de dentes minúsculos e afiados.
Mas agora, uma equipe de cientistas do Museu Natural de Genebra e da Universidade de Montpellier, na França, encontrou seis dentes desse tipo, que datam do período Cretáceo inferior em sedimentos, perto da cidade dessa cidade do sul francês. Essa área pode ter ficado submersa durante esse período da história do planeta.
Os dentes, com menos de dois milímetros, eram de diferentes espécies do tipo cladodontes, agora extintos, que viveram há 135 milhões de anos atrás. "Nossas descobertas mostram que esta linhagem sobreviveu a extinções em massa, mais provavelmente, por buscar refúgio no fundo do mar durante eventos catastróficos", destacou o estudo.
'Monstro aquático' mexicano é visto em lago e dá esperança a cientistas
Após anunciarem que o axolote (Ambystoma mexicanum), um tipo de salamandra que só vive em lagos do México, podia ter desaparecido da natureza, cientistas anunciaram ter encontrado exemplares desta espécie durante uma segunda varredura realizada este mês.
No ano passado, biólogos tentaram capturar axolotes com a ajuda de redes no lago Xochimilco, na Cidade do México, mas não encontraram nenhum espécime – o que aumentou a preocupação sobre o risco de que esses animais só sobreviveriam se fossem criados em cativeiro.
Contudo, o biólogo Armando Tovar Garza, da Universidade Nacional Autônoma do México, disse que na última semana ele e sua equipe encontraram duas salamandras durante sua investigação, que deve seguir até meados de abril.
“Não pudemos capturá-los, mas dois avistamentos representam que ainda temos chance”, disse Garza, referindo-se à conservação desses animais.
Conhecido como "monstro aquático" e como o "peixe mexicano que anda", seu único habitat natural é a rede de lagos e canais Xochimilco, que sofre com a poluição trazida pelo crescimento urbano. Nos últimos anos, os arredores dos lagos onde o bicho vive passaram a abrigar favelas que lançam esgoto nas águas.
A Academia Mexicana de Ciências informou que 1998 havia em média 6 mil axolotes por quilômetro quadrado, número que caiu para 1 mil em 2003 e para 100 em 2008.
A criatura é importante para o mundo científico devido à sua capacidade de regenerar membros amputados. Alguns exemplares vivem em aquários instalados em laboratórios, mas os especialistas advertem que essas não são as melhores condições, pois correm risco de acasalamento entre parentes e, com isso, perder a diversidade genética da espécie.
Os axolotes crescem até 30 centímetros e usam as quatro patas atarracadas para se arrastar no fundo dos lagos ou as caudas grossas para nadar. Esses animais se alimentam de insetos aquáticos, peixes pequenos e crustáceos.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Baleia-franca-pigmeia
A Baleia-franca-pigméia (Caperea marginata) é um mamífero cetáceo, o único pertencente à família Neobalaenidae e foi descrita e assinalada a um novo género em 1846 por John Edward Gray, que trabalhou na secção de Zoología do Museu Britânico.
Esta espécie compartilha características taxonómicas das famílias Balaenidae e Balaenopteridae: falta de pliegues gulares e apresenta um rosto arqueado como as baleias francas, mas também tem barbatana dorsal e um corpo alargado como os rorquais (designação comum dada aos cetáceos da família Balaenopteridae), resultando num intermédio. Por isso, também se pode classificar na família monoespecífica Neobalaenidae.
Equipe consegue cortar corda de pescaria presa a baleia-franca ameaçada
Especialistas em vida selvagem cortaram mais de 85 metros de linha de pescaria comercial que vinham sendo arrastados por uma baleia-franca na costa do estado da Geórgia, leste dos Estados Unidos. Parte da corda permaneceu emaranhada na boca da baleia, segundo funcionários relataram, nesta quinta-feira (20).
Emaranhamentos em equipamentos de pesca comercial e colisões com navios na costa leste são considerados as maiores ameaças para a sobrevivência das baleias-francas. Especialistas estimam que restam apenas 450 dessas grandes baleias. A cada inverno, elas migram para as águas mais mornas da Geórgia e da Flórida para dar à luz seus filhotes.
Foi a primeira vez desde 2011 que uma baleia como essa, enroscada a equipamentos de pesca, foi avistada na costa sudeste dos Estados Unidos, disse Clay George, um biólogo especializado em mamíferos marinhos do Departamento de Recursos Naturais da Geórgia. Ele fazia parte do grupo que chegou perto o suficiente da baleia de 9 metros de comprimento para cortar a linha de pesca de quase 2 centímetros de espessura usando um gancho equipado com lâminas cortantes.
"Sentimos que o que fizemos deu à baleia uma chance de lutar e se desvencilhar do restante da linha por conta própria", disse George, que estima que a baleia ainda esteja arrastando cerca de 6 metros da corda tecida com pesos de chumbo. "A verdadeira mensagem para levarmos para casa é que não podemos simplesmente salvar e consertar cada baleia que apareça enroscada. Em alguns casos, é completamente impossível desvencilhar a baleia."
A baleia que apareceu enroscada esta semana era um macho de 4 anos. Ela foi localizada no domingo por uma equipe fazendo pesquisas aéreas para a Marinha, que observou o mamífero arrastando uma linha de pesca.
Uma primeira embarcação acionada conseguiu cortar parte da corda e anexar uma bóia de rastreamento ao animal. Só na segunda-feira funcionários conseguiram chegar mais perto do animal com um barco menor e cortar a maior parte da linha.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
EUA estudam soluções para conter invasão de carpas asiáticas
A cidade de Chicago, nos Estados Unidos, está analisando medidas drásticas para impedir que uma espécie de peixe da Ásia invada a região dos Grandes Lagos.
As autoridades estão pensando em bloquear o sistema de canais da cidade para impedir que as carpas asiáticas entrem no lago Michigan.
O projeto pode custar até US$ 18 bilhões, mas pode valer a pena, em virtude dos grandes problemas financeiros que a carpa pode acarretar à cidade americana.
Outros afirmam que uma das soluções seria pescar o peixe e um comerciante da região até começou a vender um hambúrguer com a carne da carpa.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Peixe elétrico da Amazônia inspira criação de robôs subaquáticos
Cientistas de uma universidade americana criaram um robô subaquático a partir da análise de características de um peixe elétrico da Bacia Amazônica.
O ituí-cavalo (Apteronotus albifrons) é um peixe de hábitos noturnos que vive na região amazônica. Ele é cego, mas consegue emitir uma leve corrente elétrica na água para determinar como é o ambiente onde está.
Estes peixes possuem receptores distribuídos pelo corpo, que permitem 'sentir' o ambiente a partir da corrente elétrica emitida.
Os pesquisadores da Universidade Northwestern acreditam que essas características podem ajudar no desenvolvimento de uma nova geração de robôs autônomos que operam debaixo d'água.
A partir do ituí-cavalo, os pesquisadores criaram robôs que conseguiram se mover em meio a destroços e na escuridão total. Eles seriam úteis em casos de navios naufragados ou em vazamentos de petróleo, por exemplo."Hoje não temos robôs subaquáticos que funcionem bem em meio a obstruções ou em condições onde a visão não é muito útil", disse Malcolm MacIver, um dos líderes da pesquisa.
"Pense em um navio de cruzeiro afundado. É muito perigoso mandar mergulhadores para estas situações, onde a água pode ser muito turva."
MacIver mostrou o resultado de sua pesquisa na reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Chicago.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Aquário de Paris recebe jacarés albinos raros
Dois jacarés albinos chegaram em sua nova casa, em Paris, nesta quarta-feira (12), depois de viajarem milhares de quilômetros de uma fazenda de peixes na Flórida, nos Estados Unidos.
Os novos inquilinos do aquário parisiense são dois dos apenas 20 a 30 da espécie no mundo, de acordo com o diretor do aquário tropical Michel Hignette.
Mergulhador enfrenta polvo que queria roubar sua câmera
Um polvo tentou agarrar a câmera de um mergulhador na Califórnia. (clique aqui para ver o vídeo)
David Malvestuto fazia fotos da vida marinha na cidade de Carmel, quando o polvo partiu para cima do equipamento. O companheiro de Malvestuto, Warren Murray, filmou toda a cena, enquanto o companheiro tentava se livrar da criatura. O polvo só soltou o equipamento quando Malvestuto disparou o flash da máquina.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Arraia parece fazer careta ao ser alimentada em aquário japonês
Uma arraia parecia fazer careta ao ser alimentada por um mergulhador no aquário Sunshrine, em Tóquio, no Japão, nesta segunda-feira (10) (Foto: Toru Yamanaka/AFP).
Medusa gigante é encontrada em praia da Austrália
Uma medusa gigante apareceu esta semana em uma praia na Austrália, disseram cientistas nesta quinta-feira (6).
O animal, uma grossa massa viscosa de 1,5 metro de diâmetro, foi descoberto por uma família na praia de Hobart, na ilha da Tasmânia (Sul).
Segundo a bióloga Lisa Gershwin, da Comunidade Científica e Organização de Pesquisa Industrial do país, o animal assemelha-se à medusa Melena de León, uma espécie que pode alcançar dois metros de diâmetro.
"Conhecemos essa espécie, mas ainda não está classificada", explicou Lisa à Agência France Presse. "No entanto, nunca havíamos visto uma tão grande, muito menos encalhada", falou.
Segundo Lisa, os cientistas observam há semanas uma proliferação de grandes medusas nas águas da Tasmânia. No entanto, não foram divulgadas informações sobre razões que possam levar a este fenômeno.
Medusa é a fase adulta de uma água-viva. O animal marinho faz parte do filo cnidário e varia de tamanho. Um exemplar pode medir entre 2,5 centímetros e 2 metros.
Homem é multado por matar tubarão branco na Austrália
Um australiano foi multado em US$ 16 mil (cerca de R$ 35 mil) por ter matado um tubarão branco jovem ao atingi-lo com seu barco e depois com uma barra de metal - informou a polícia nesta quinta-feira.
Tubarões brancos são protegidos da Austrália e sua apreensão é ilegal, assim como é proibido vender, comprar, possuir e ferir a espécie.
O departamento de Nova Gales do Sul autuou o homem, identificado pela imprensa australiana como Justin Clark, de 40 anos.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Tubarão perde dente ao morder presa e fica 'banguela' na África do Sul
Enquanto navegava em busca de boas imagens de vida selvagem na Cidade do Cabo, na África do Sul, o fotógrafo David Jenkins, de 41 anos, registrou o momento em que um tubarão-branco ficou "banguela" ao abocanhar uma presa em alto-mar. Assim que o animal apanhou uma foca, perdeu um dente com a mordida feroz, segundo mostra a imagem feita por Jenkins. O fotógrafo contou que não havia notado o ocorrido até analisar melhor o flagra. Ele aproximou a foto e percebeu que havia um objeto pontiagudo em pleno ar. "Foi muito rápido, não sabia que o tubarão tinha perdido um dente até aproximar a imagem na câmera para ver se ela estava focada", contou o fotógrafo ao site do jornal britânico "Daily Mail". "Nunca vi isso acontecer, definitivamente é uma imagem única."
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Biólogo registra tubarão-baleia de boca aberta próximo a mergulhador
O biólogo marinho neozelandês Simon Pierce registrou fotos da aproximação de um tubarão-baleia a um grupo de mergulhadores na Isla Mujeres, perto de Cancún, no México.
Na imagem acima, o tubarão-baleia parece querer engolir um dos mergulhadores. Mas o efeito é apenas visual, porque aparentemente o homem estaria atrás do animal, uma vez que o mergulhador aparece mais "embaçado" (com mais água entre ele e o fotógrafo) que o peixe cartilaginoso, que estaria mais próximo e é visto com maior nitidez.
Segundo Pierce, naquele dia, havia cerca de 100 tubarões-baleia nadando na área. Ele explica que tirou a foto com uma lente grande angular porque queria registrar a boca escancarada do animal.
Em seu blog, o biólogo dá uma dica importante para quem quer captar uma cena como essa: "Quanto mais perto você ficar do tubarão-baleia, melhor, porque a imagem vai ficar mais nítida com menos água separando vocês. Dá para ficar a 50 centímetros do tubarão-baleia e ainda conseguir pegar ele inteiro".
A espécie pode medir entre 2 e 17 metros e se alimenta principalmente de zooplâncton (organismos que vivem dispersos na coluna d'água), mas também fazem parte de sua dieta ovos e larvas de peixes, invertebrados e lulas.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Cinco peixes-boi serão devolvidos à natureza em Maraã, no Amazonas
No dia 11 de agosto, cinco peixes-boi amazônicos serão devolvidos à natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, na região do município de Maraã, noroeste do Amazonas. Os animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária. Outros dois animais ainda permanecerão sob os cuidados do Centro.
Os peixes-boi chegaram ao Centro de Reabilitação com apenas alguns dias de vida. Dentre os que serão soltos, o mais velho tem quatro anos e o mais novo, dois. Dos cinco peixes-boi que serão soltos, três ficaram presos acidentalmente em redes de pesca e foram entregues à equipe do Centro de Reabilitação pelos próprios pescadores; os outros dois foram apreendidos por agentes ambientais e entregues aos cuidados do Centro.
Segundo Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos Amazônicos, peixes-boi criados em cativeiro deixam de aprender informações necessárias à vida selvagem. Por isso, os peixes-boi liberados serão monitorados em vida livre, por meio de sinais de rádio emitidos por um aparelho que será adaptado às caudas dos animais.
"Temos que acompanhá-los após a soltura para saber se o nosso trabalho de reabilitação foi bem sucedido. Esses animais certamente são mais vulneráveis à caça do que os que nasceram e foram criados pela mãe, na natureza, pois ela repassa ao filhote informações como rotas de migração, lugares onde se alimentar e como fugir de um pescador. Existe um risco, mas esses animais terão que enfrentá-lo", disse a pesquisadora.
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. As fêmeas adultas, maiores que os machos, são o principal alvo dos caçadores. Sem os cuidados maternos, os filhotes de peixe-boi dificilmente sobrevivem na natureza.
Um dos fatores de ameaça aos filhotes órfãos de peixes-boi são as redes de pesca. Ao ficar preso a uma rede, o filhote pode morrer afogado – como são mamíferos, os peixes-boi precisam vir à superfície para respirar, em intervalos de aproximadamente dois minutos.
De acordo com Miriam Marmontel, o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) requer atenção especial da comunidade científica, o que se explica pelo histórico de exploração da espécie. Há registros de caça comercial de peixe-boi desde o século XVII. O auge da procura comercial da espécie ocorreu entre o século XIX e meados do XX, período em que milhares de animais foram mortos por causa da utilização de seu couro para a fabricação de correias e de sua banha para iluminação pública.
Hoje a espécie é considerada vulnerável à extinção. Mais de 100 peixes-boi amazônicos são mantidos em cativeiro, em centros de reabilitação nas regiões metropolitanas de Manaus e Belém, na Reserva Amanã.
O trabalho nos centros de reabilitação de peixe-boi amazônico pode evitar o que já aconteceu a outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 2007, o baiji (Lipotes vexillifer), golfinho que habitava o rio Yang-tsé, na China, foi declarado extinto. Devido à caça predatória, em 1768 a vaca marinha (Hydrodamalis gigas) foi declarada extinta, 27 anos após ter sido descoberta.
Filhotes de peixe-boi são resgatados em Tefé, no interior do Amazonas
Dois peixes-bois foram resgastados por pesquisadores do Centro de Reabilitação do Peixe-Boi Amazônico, do Instituto Mamirauá, em Tefé, município situado a 575km de Manaus. De acordo com o instituto, um dos animais estava em poder de um pescador no município de Tonantins, a 863km da capital, que estava tentando vender o filhote.
"O pessoal tentou vendê-lo na cidade, o que é ilegal. As pessoas foram alertadas sobre isso e optaram então por entregá-lo para os órgãos ambientais, que nos comunicaram sobre a presença do filhote", contou a veterinária Carolina Oliveira, que é a responsável técnica pelos animais do Centro de Reabilitação.
A fêmea mede 1,08 metro e pesa 19,5kg e foi transportada de avião para Tefé, em viagem que durou uma hora e meia. Um colchão e toalhas molhadas foram usados para manter a temperatura do animal durante a viagem. Já no município de Tefé, o peixe-boi foi encaminhado a um flutuante base da Reserva Mamirauá.
O outro peixe-boi, também fêmea, com 1,23m e 27Kg, teria sido separado da mãe por pescadores. O bicho era criado por moradores de uma comunidade ribeirinha, no município de Maraã, em um pequeno lago. Os próprios moradores da Comunidade Monte Sinai avisaram a equipe do Centro de Reabilitação Mamirauá sobre o animal.
"Agora os dois vão passar por um período de quarentena, no qual eles ficam separados dos demais animais que a gente tem, passando por cuidados médicos, para quando eles estiverem em condições, seguirem para a Reserva Amanã, onde a gente tem o Centro de Reabilitação do Peixe-boi Amazônico", explicou Carolina Oliveira.
Espécies de peixes típicas do Peru são encontradas no interior do AM
Duas espécies de peixes, nunca antes documentadas no Brasil, foram encontradas por pesquisadores do Instituto Mamirauá, no município de Maraã, a 634km de Manaus. Comuns na Amazônia peruana, a Pyrrhulina zigzag e a Apistogrammoides pucallpaensis, são caracterizadas pela beleza ornamental e o porte pequeno. Segundo o técnico de pesquisa em ecologia e biologia de peixes, Jonas Oliveira, os peixes teriam migrado até o estado pelo Rio Amazonas, durante o período de cheia.
As espécies foram localizadas em uma área limite entre a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e a Reserva Extrativista Auati-Paraná, região ainda não estudada por pesquisadores. As amostras foram coletadas em quatro expedições realizadas nos períodos de seca, enchente, cheia e vazante, de 2013. As duas espécies foram encontradas em todas as ocasiões.
Os pesquisadores tiveram cinco pontos dentro desta área para coletar os dados. Neste período, o Apistogrammoides pucallpaensis foi encontrado apenas no Lago da Onça. Já a espécie Pyrrhulina zigzag foi encontrada em vários pontos ao longo do Solimões, sempre nas áreas de várzea.
As possibilidades para a mudança de ambiente desses peixes são inúmeras. De acordo com Oliveira, os peixes podem ter saído da área de lama atrás dos chamados 'capins flutuantes', plantas aquáticas comuns em brejos, que servem de alimento para as espécies. Segundo ele, as macrofitas se soltam do solo e descem o rio nos períodos de cheia, em direção ao Amazonas.
De acordo com a líder do Grupo de Pesquisa Ecologia e Biologia de Peixes do Instituto Mamirauá, Danielle Pedrociane, o próximo passo é analisar a incidência desses animais na região, bem como descobrir o motivo do encontro das espécies no rio Auati-Paraná, que faz confluência com os rios Japurá e Solimões.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
'Monstro aquático' mexicano pode ter desaparecido de seu habitat natural
O axolote (Ambystoma mexicanum), um tipo de salamandra mexicana, pode ter desaparecido de seu único habitat natural conhecido: os poucos lagos restantes da Cidade do México. Trata-se de uma notícia perturbadora para a criatura inegavelmente feia, que tem um rabo pegajoso, brânquias semelhantes a plumagem e uma boca que se curva em um sorriso estranho.
Conhecido como o "monstro aquático" e como o "peixe mexicano que anda", seu único habitat natural é a rede de lagos e canais Xochimilco, que está sofrendo com a poluição trazida pelo crescimento urbano.
O biólogo Armando Tovar Garza, da Universidade Nacional Autônoma do México, disse nesta quinta-feira (30) que a criatura "corre risco sério de desaparecer" da natureza.
No ano passado, pesquisadores tentaram encontrar exemplares da espécie nas águas escuras e lamacentas de Xochimilco, mas, depois de quatro meses de tentativas, o resultado foi nulo: nenhum axolote foi encontrado.
Há exemplares que vivem em aquários e laboratórios de pesquisa, mas especialistas dizem que essas não são as melhores condições.
Os axolotes crescem até 30 centímetros e usam as quatro patas atarracadas para se arrastar no fundo dos lagos ou as caudas grossas para nadar. Eles se alimentam de insetos aquáticos, peixes pequenos e crustáceos. Nos últimos anos, os arredores dos lagos onde o bicho vive passaram a abrigar favelas que lançam esgoto nas águas, o que prejudicou o desenvolvimento da espécie.
A Academia Mexicana de Ciências disse em uma declaração que uma pesquisa de 1998 encontrou uma média de 6 mil axolotes por quilômetro quadrado, número que caiu para 1 mil em 2003 e para 100 em 2008.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Lula-gigante de 3,4 m e 100 kg é a 3ª capturada no Japão em janeiro
Pescadores da província de Tottori, no Japão, capturaram por acaso uma lula-gigante de 3,4 m e cerca de 100 kg durante uma pescaria por caranguejos e linguados na região. Veja o vídeo, em japonês.
De acordo com a emissora “FNN”, o animal foi pego ainda vivo na rede de pesca, mas não resistiu até ser levado até a costa. Especialistas afirmam que o molusco poderia ser bem maior, caso seus tentáculos maiores ainda estivessem presos ao corpo quando o animal foi retirado da água.
Especialistas ficaram intrigados ao constatarem que a lula-gigante foi capturada a cerca de 240 m de profundidade, visto que esse tipo de animal geralmente habita águas muito mais profundas, podendo ultrapassar 1.400 m de distância da superfície.
A província de Tottori informou que irá preservar a lula-gigante para que ela possa ser estudada, e que ela não poderia ser consumida devido à alta concentração de amônia no corpo do molusco.
Outros casos
Este seria o terceiro caso de captura de lula-gigante no Japão apenas em janeiro de 2014, de acordo com o jornal britânico “The Guardian”.
Este mês, pescadores da ilha de Sadogashima ficaram impressionados ao fisgarem por acidente uma lula-gigante de mais de 4 m de comprimento, que foi avistada perto do barco onde estavam (assista ao vídeo).
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
No Japão, leão-marinho desenha ideograma para celebrar 2014
O leão-marinho "Jay" desenha o ideograma chinês correspondente à palavra “cavalo”, treinando sua caligrafia para a atração de Ano Novo do aquário Hakkeijima em Yokohama, no Japão. Segundo o calendário chinês, 2014 será o “ano do cavalo”. (Fotos: Kazuhiro Nogi/AFP)
Foto de animal marinho transparente faz sucesso na internet
A foto de um estranho animal marinho quase totalmente transparente tem chamado a atenção dos internautas desde a semana passada.
A imagem foi tirada pelo escocês Stewart Fraser, que relata ter encontrado o bicho na superfície do oceano, na costa da Nova Zelândia. Postada na plataforma Reddit, a foto já teve mais de 1 milhão de acessos.
De acordo com o pesquisador Alvaro Esteves Migotto, do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (USP), trata-se de um animal conhecido informalmente como "salpa", da classe Thaliacea.
"Esses bichos não têm nomes populares por aqui. Os biólogos se referem a eles de forma genérica como 'salpas'", diz. O especialista explica que "salpa" é o nome que identifica um gênero de animais dentro desse grupo, mas a nomenclatura acaba sendo utilizada para se referir ao grupo todo.
Segundo ele, com base apenas na foto, é difícil identificar a espécie exata do animal, mas não há dúvida de que se trata de um taliáceo. "O grupo contém algumas dezenas de espécies; a maioria é pequena (alguns milímetros ou centímetros), mas existem algumas bem grandes, como a da foto", completa.
"Foi a criatura mais estranha que eu já encontrei", descreveu Fraser, em um comentário no Facebook.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Espécie de lagosta recebe nome em homenagem a Nelson Mandela
Uma nova espécie de lagosta que vive nas águas profundas do mar que banha a África do Sul foi batizada de Munidopsis mandelai em homenagem ao ex-presidente do país, Nelson Mandela, que morreu em dezembro passado aos 95 anos.
O crustáceo foi descoberto pela pesquisadora Diva Amon, que faz doutorado no Museu de História Natural de Londres. Segundo ela, o animal tem apenas sete milímetros de comprimento e foi encontrado a 750 metros de profundidade.
Segundo a cientista, a descoberta é um exemplo de como é necessário explorar o alto mar e revelar os mistérios de ecossistemas marinhos. Ela e seu supervisor, Adrian Glover, investigavam a biodiversidade em montes submersos existentes no Oceano Índico quando acharam a nova espécie.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Baía no RJ com recorde de golfinhos nas Américas terá visita guiada
Uma das dez espécies animais mais ameaçadas de extinção do Estado do Rio de Janeirosupera o despejo de dejetos no oceano e a pesca acidental para sobreviver na Baía de Sepetiba, nos mares de Itacuruçá, distrito de Mangaratiba, Costa Verde fluminense. Ali, os botos cinzas, uma espécie de golfinho, formam a maior concentração deste tipo de mamífero das Américas Latina e Central, segundo a ONG Instituto Boto Cinza (IBC), embora a mortandade não natural chegue ao dobro do número aceitável — com cerca de 30 animais por ano. A estimativa é de que, naquelas águas, haja 2 mil golfinhos e de que cheguem a passear, juntos, em grupos de até 200.
O IBC, que, como sugere o nome, protege o animal — mas também outros cestáceos e até aves — é a responsável pelos cálculos e também pelos estudos do simpático mamífero, que empresta o nome a pousadas, restaurantes e mercados do distrito, que vive à base do turismo e da pesca.
A partir de fevereiro, os pescadores vão realizar também passeios educacionais com turistas em locais onde os golfinhos nadam em grande número.
É justamente a rede do pescador, porém, um dos principais inimigos dos botos cinzas. É comum que, acidentalmente, fiquem presos e furem as redes. Quase sempre morrem, e reduzem o trabalho do pescador a zero. A solução encontrada pela ONG foi aproveitar esta mão de obra descontente e capacitá-la. Já que a pesca industrial esmaga o lucro dos autônomos, que os pescadores façam do mar a fonte de renda de casa promovendo passeios educativos.
"O projeto tem base comunitária, para render vantagens econômicas ao pescador. Haverá stands onde os turistas vão comprar tíquetes para passear com barqueiros locais nos lugares onde os golfinhos andam em agregação [grupo com mais de 100 animais]", explica Leonardo Flach, coordenador científico do IBC e do projeto, intitulado Abrace o Boto Cinza. Questões como dia de inauguração e preço dos bilhetes será definida nos próximos dias em reunião com autoridades, pescadores e biólogos.
O cuidado especial com o golfinho, que é simbolizado no brasão do Estado do Rio de Janeiro, encontra a justificativa no passado. Cartão-postal da cidade, a Baía de Guanabara teve milhões dos cestáceos em seus melhores tempos. Atualmente, não tem mais de 40, segundo o Instituto.
"Se não fizemos nada, se não buscarmos alternativas, será uma questão de tempo: eles sumirão, como aconteceu na Baía de Guanabara", resumiu a bióloga marinha do Instituto, Kátia Silva.
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