PESQUISE NA WEB

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Com 90 milhões de anos, raro fóssil de réptil marinho é encontrado na França


O fóssil de um grande réptil marinho de 90 milhões de anos, encontrado em uma caverna no centro da França, foi apresentado como uma "rara descoberta" nesta quinta-feira (4) no Museu de Ciências Naturais de Angers. Os ossos fossilizados desse predador pertencem à família dos plesiossauros, grandes répteis que viveram na época dos dinossauros nos mares e oceanos, e foram descobertos em 2013, conta Benoît Mellier, responsável pelo acervo do museu de Angers. Os fósseis foram extraídos e levados para o museu em fevereiro, e serão submetidos a um estudo paleontológico aprofundado antes de serem expostos ao público. Foram encontrados um fêmur de 51 cm de extensão, "peças de um punho ou de um pé", uma série de "pequenos ossos da mão", e uma mandíbula completa de um metro de comprimento. A descoberta desse exemplar, que provavelmente media de cinco a seis metros de comprimento, representa algo "excepcional, e será interessante para todos os pesquisadores que trabalham com répteis marinhos no mundo", disse Peggy Vincent, paleontóloga do Museu de História Natural de Paris. "Esse animal foi achado em níveis que datam de quase 90 milhões de anos atrás. Não sabíamos nada sobre o grupo dos plesiossauros dessa idade em território europeu, a não ser pequenos elementos isolados, mas nada tão significativo e completo", complementou. Fósseis de répteis marinhos dessa idade já tinham sido encontrados no norte da África e nos Estados Unidos. "Saber que existiam na Europa muda muitas coisas. (...) Não é certo, mas é provável que seja uma nova espécie. Se for uma espécie que já existe, significa que houve imigrações", concluiu Vincent.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Câmera flagra tubarão comendo carcaça de baleia-jubarte na Califórnia


Uma ma câmera flagrou um tubarão comendo uma carcaça de uma baleia durante 12 horas. A carcaça estava sendo rebocada para evitar que chegasse à costa. A baleia-jubarte morreu por causa de ferimentos desconhecidos perto de uma praia na Califórnia. Apelidada de Scarlet por causa da cor avermelhada, ela era conhecida na região.

Baía dos Porcos é invadida por milhões de caranguejos


A Baía dos Porcos, em Cuba, foi invadida novamente, mas dessa vez por milhões de caranguejos. Eles deixaram as florestas onde vivem em direção às praias. Todos os anos, depois das chuvas de primavera, os caranguejos saem debaixo da terra para reproduzir. O destino é a praia, onde depositam os ovos, sob as ondas. Os bebês nascem no mar e depois retornam ao convívio dos pais. Mas a jornada dos caranguejos pode causar problemas, muitos deles invadem casas e estradas. Infelizmente, nem todos os caranguejos sobrevivem. Muitos são atropelados ao cruzar estradas - e muitos carros acabam tendo pneus furados. Mas eles fazem a alegria dos turistas. A Baía dos Porcos é mais conhecida por dar nome a um dos mais famosos episódios da Guerra Fria. A Invasão da Baía dos Porcos foi uma tentativa frustrada de invadir o sul de Cuba em abril de 1961 por um grupo paramilitar de exilados cubanos anticastristas, que haviam sido treinados pela CIA, a agência secreta dos Estados Unidos. O objetivo da operação era derrubar o governo socialista de Fidel Castro.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Aceleração de degelo do Ártico pode custar trilhões de dólares, diz estudo


A aceleração do degelo do Ártico está derretendo o subsolo congelado sob edifícios e estradas da Sibéria ao Alasca, elevando os níveis dos mares globais e alterando os padrões de temperatura mais ao sul, revelou um estudo internacional nesta terça-feira (25). O fato de a região gelada estar se tornando mais quente e úmida, o que resulta no derretimento do gelo ao seu redor, pode custar trilhões de dólares à economia mundial neste século, estimou o relatório. O estudo de 90 cientistas, incluindo especialistas dos Estados Unidos, exortou governos com interesse no Ártico a cortar as emissões de gases de efeito estufa. "O Ártico está esquentando mais rápido do que qualquer outra região da Terra, e se tornando um meio ambiente mais quente, úmido e variável rapidamente", de acordo com o relatório, que atualiza descobertas científicas de 2011. "As emissões crescentes de gases de efeito estufa (resultantes) de atividades humanas são a principal causa subjacente", escreveram no estudo encomendado pelo Conselho do Ártico, composto por EUA, Rússia, Canadá, Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia. O degelo do Ártico pode ter custos líquidos cumulativos entre 7 trilhões e 90 trilhões dólares entre 2010 e 2100, e os danos irão exceder os benefícios, como um acesso mais fácil à exploração de petróleo e gás e ao comércio marítimo, diz o documento. O período 2011-2015 foi o mais quente desde que os registros começaram a ser feitos em 1900. O gelo marítimo no Oceano Ártico, que encolheu a seu menor índice em 2012, pode desaparecer durante os verões até a década de 2030, mais cedo do que muitas projeções anteriores indicavam, segundo o estudo. "O Ártico está continuando a derreter, e está indo mais rápido do que se esperava em 2011", disse Lars-Otto Reiersen, diretor do Programa de Monitoramento e Avaliação do Ártico (Amap, na sigla em inglês), que preparou o relatório, à Reuters. Entre os sinais de perigo, o derretimento do subsolo permanentemente congelado provocou mais deslizamentos de terra no campo de gás russo de Bovanenkovo, na Sibéria. Um calor raro e enchentes de primavera interditaram a rodovia que leva aos campos de petróleo de North Slope, no Alasca, durante três semanas em 2015. A elevação das temperaturas está ameaçando a subsistência de caçadores indígenas e afinando o gelo marítimo, vital para espécies selvagens como ursos polares e focas.

Ministério do Meio Ambiente do Brasil adia proibição da captura e venda de guaiamum para 2018


O Ministério do Meio Ambiente adiou para 2018 a proibição da captura e comercialização de uma série de animais marinhos em risco de extinção no Brasil. A lista de animais ameaçados inclui os guaiamuns (espécie de nome científico Cardisoma Guanhumi), prato típico do litoral nordestino, que está classificado em situação crítica. A portaria que torna o manuseio desses animais crime de caça a animal silvestre foi publicada no Diário Oficial da União e vem sendo adiada desde 2014. Segundo a portaria, a captura dos guaiamuns, assim como os outros animais, vai ser permitida até o dia 30 de abril de 2018. O comércio, no entanto, é legal até 30 de junho, contanto que os estabelecimentos tenham estoques declarados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), até 5 de maio do mesmo ano. Quem desobedecer a medida vai se enquadrar no crime de caça a animal silvestre, com multa no valor de R$ 5 mil por pessoa e se a venda ficar comprovada o valor passa para R$ 10 mil. Entre os animais que terão a captura e comércio proibidos em 2018 estão, por exemplo, seis espécies dos peixes conhecidos como 'acaris'. No Nordeste, os guaiamuns fazem muito sucesso na culinária, mas estão ameaçados de extinção. Com a destruição dos manguezais e a captura sem controle, eles quase desapareceram da natureza. Para complicar, a reprodução é muito lenta. Só acontece a partir dos quatro anos de vida e nunca em cativeiro. Quando a medida passar a vigorar, apenas o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem a permissão para captura, transportar e armazenar os guaiamuns para fins de pesquisa e conservação do crustáceo. Os guaiamuns são parentes dos caranguejos e chamam a atenção pela cor azulada. Em 2014 já havia sido proibido o comércio por meio da portaria 445/2014, mas o limite da data para a venda tinha sido prorrogada. Segundo o Ibama, conforme outra portaria, a 395 de 2016, o estoque declarado até o dia 6 de março de 2017 podia ser comercializado até o dia 30 de abril. Agora, os prazos seguem, respectivamente, até 30 de abril e 30 de junho de 2018. A primeira lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente dividia os animais em categorias, de acordo com o risco de extinção. O novo prazo para a proibição vale apenas para as espécies ameaçadas classificadas na categoria Criticamente em Perigo (CR) e Em Perigo (EN) de interesse econômico. As medidas para outros animais, classificados como Vulnerável (VU), por exemplo, compreende fiscalização e uso sustentável, desde que regulamentado e autorizado pelos órgãos federais competentes. Nessa categoria está classificado o sirigado, peixe também bastante presente na culinária nordestina. 

Confira abaixo a lista de animais marinhos que terão a captura e comercialização proibidas em 2018: Cardisoma guanhumi (guaiamum). Lutjanus purpureus (pargo). Sciades parkeri (gurijuba). Genidens barbus (bagre-branco). Scarus zelindae (peixe-papagaio-banana). Sparisoma axillare (peixe-papagaio-cinza). Sparisoma frondosum (peixe-papagaio-cinza). Scarus trispinosus (budião-azul). Leporacanthicus joselimai (acari, cascudo, onça). Parancistrus nudiventris (acari, cascudo, bola azul). Scobinancistrus aureatus (acari-da-pedra). Scobinancistrus pariolispos (acari-da-pedra). Peckoltia compta (acari, cascudo, picota ouro). Peckoltia snethlageae (acari, cascudo, aba branca). Teleocichla prionogenys (joaninha-da-pedra).

sábado, 22 de abril de 2017

Espécie de anfíbio ameaçada em SC é registrada pela 1ª vez em reserva


A perereca-de-vidro, espécie ameaçada em Santa Catarina, foi registrada pela primeira vez na Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual do Complexo Serra da Farofa, localizada na Serra, afirmou a empresa Klabin, que administra o local. O anfíbio mede entre 19 mm e 25 mm e é típico da Mata Atlântica. O animal, Vitreorana uranoscopa, alimenta-se principalmente de insetos e se reproduz em riachos com boa qualidade ambiental, explicou o professor do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Selvino Neckel de Oliveira. "A espécie não está em extinção porque sua distribuição geográfica vai desde o estado de Minas Gerais até a Argentina. Porém, as populações que ocorrem em Santa Catarina estão ameaçadas devido principalmente ao desmatamento e à poluição dos riachos", afirmou. Para que a população do anfíbio não diminua, o professor defende a preservação do habitat do animal. "Essa medida só será efetiva com estudos que envolvam principalmente o sucesso reprodutivo e tamanho populacional. O registro de um individuo em uma área não significa que o local tem qualidade ambiental. Da mesma forma, essa espécie, como outras, precisam de estudos mais detalhados e com maior rigor cientifico". De acordo com a empresa que administra a reserva, o som emitido pelo anfíbio se assemelha a uma colher que bate em um copo de cristal. Seguindo essa vocalização do animal foi possível encontrá-lo. O local da reserva abrange os municípios de Painel, Urupema, Rio Rufino, Urubici e Bocaina do Sul, segundo a Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural de Santa Catarina.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Peixe Robalo Flecha - 02






Alguns belos exemplares de Robalo Flecha, e seus pescadores. (Fonte: Google)

Rã indiana expele muco que pode combater vírus da gripe, segundo estudo


Uma rã no sul da Índia expele um muco da sua pele que pode um dia ajudar as pessoas a combater certos tipos de vírus da gripe, disseram pesquisadores na terça-feira (18). O nome científico dessa rã, colorida e do tamanho de uma bola de tênis, é Hydrophylax bahuvistara, segundo o artigo publicado na revista científica "Immunity". "Rãs diferentes produzem peptídeos (cadeias de aminoácidos) diferentes, dependendo de onde é seu hábitat", disse o especialista em gripe e coautor do estudo Joshy Jacob, da Universidade Emory, ressaltando que os humanos também produzem proteínas que agem como defensoras do organismo. "É um mediador imune natural inato presente em todos os organismos vivos. Acabamos de encontrar um produzido pelo sapo que por acaso é eficaz contra o tipo de gripe H1", acrescentou. Os pesquisadores deram pequenos choques elétricos nas rãs para estimular a secreção dos seus peptídeos de defesa, que parecem combater a cepa H1 do vírus da gripe, e coletaram a substância. O peptídeo antiviral foi batizado de "urumin", em referência a uma espada parecida com um chicote usada no sul da Índia há séculos, disse o estudo. O urumin não é tóxico para mamíferos, mas "parece perturbar a integridade do vírus da gripe, como visto através de microscopia eletrônica", apontou. Quando os pesquisadores espremeram um pouco de urumin nos narizes de ratos de laboratório, o peptídeo os protegeu contra o que teria sido uma dose letal do vírus da gripe H1, o tipo responsável pela pandemia de gripe suína de 2009. Mais pesquisas são necessárias para determinar se o urumin pode se tornar um tratamento preventivo contra a gripe em humanos, e para analisar se outros peptídeos derivados de rãs podem proteger contra vírus como o da dengue e o da zika.