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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Fotógrafo subaquático resgata filhote de tartaruga preso a plástico em AL


O fotógrafo subaquático Enermércio Lima que trabalha nas piscinas naturais de Maragogi registrando fotos de turistas foi surpreendido, na manhã desta sexta-feira (20), por um filhote de tartaruga que nadava presa a pedaços de nylon. Ele registrou os momentos de aflição do animal para alertar sobre o descarte inadequado de plástico no mar e resgatou o filhote, que recebeu atendimento de uma bióloga. “Eu estava seguindo para a embarcação para descarregar as fotos da máquina quando vi a agitação do filhote enroscado no nylon. Ele estava bastante agitado e nadando com dificuldades. Retirei o animal da água com um amigo que levou até a uma bióloga que examinou a tartaruga antes de solta-la novamente no mar”, conta Lima. Segundo o fotógrafo, que também é mergulhador, é comum encontrar na região da Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais plásticos abandonados no mar e animais marinhos mortos por conta de lixo.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Peixe-boi é encontrado morto em praia de São Miguel dos Milagres


Um peixe-boi macho foi encontrado morto, nesta terça-feira (26), na praia de São Miguel dos Milagres, no Litoral Norte de Alagoas. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o animal encalhado, identificado como Atol, pertencia ao santuário de peixes-boi de Porto de Pedras. Um funcionário do ICMBio, que preferiu não se identificar, afirmou que o mamífero tinha uma perfuração no corpo, mas que, apesar disso, não foi confirmada que a ferida tenha causado a morte do animal. O mamífero pesava cerca de 350 quilos, tinha 2,72 metros e nove anos de idade, segundo o ICMBio ele foi encaminhado ao Centro de Mamíferos Marinhos de Itamaracá, em Pernambuco, para saber qual foi a causa da sua morte. O animal foi transportado na carroceria de um carro particular do instituto.

domingo, 11 de outubro de 2015

Especialistas ambientais fazem alerta sobre presença do peixe-leão em AL


Preocupados com o registro do peixe-leão em águas brasileiras, biólogos estão promovendo em Alagoas e Pernambuco uma campanha para saber se exemplares da espécie considerada invasora e peçonhenta já estão presentes no mar do Nordeste. Até o momento, só há relatos desta espécie no mar do estado do Rio de Janeiro. O alerta realizado pelo Projeto Conservação Recifal, através de campanhas em comunidades pesqueiras, clubes de pesca e operadoras de mergulho e turismo, pretende monitorar a presença do peixe-leão e atuar para evitar que a espécie provoque um desequilíbrio ambiental na região, já que o animal, que é resistente às condições de temperatura e salinidade, não possui muitos predadores no oceano atlântico. “O peixe-leão é uma espécie nativa dos oceanos Pacífico e Índico, comum em aquários devido ao formato exótico. Ele possui raros predadores no oceano Atlântico e uma maturidade sexual precoce, o que permite desovar muitas vezes ao ano. Desta forma, ele consegue se espalhar com extrema velocidade”, explica o biólogo e profesor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cláudio Sampaio. Segundo o biólogo, o peixe-leão foi introduzido de forma acidental no oceano Atlântico e passou a predar muitas espécies de peixes, crustáceos e moluscos de valor econômico para a pesca e o turismo provocando desequilíbrio ecológico. “Um dos grandes problemas é que devido à rusticidade, o peixe-leão pode habitar desde rasos manguezais, com águas turvas e de baixa salinidade, a recifes de corais profundos. E além de ser um predador por excelência e resistente a variações de salinidade e temperatura, ele é um peixe peçonhento que possui espinhos que podem injetar um veneno doloroso em quem se aproxima”, relata Sampaio. Assim, caso algum mergulhador ou pesquisador encontre algum peixe da espécie em Alagoas, os especialistas recomendam que técnicos do Projeto Conservação Recifal sejam comunicados através dos emails: conservaçãorecifal@gmail.com ou buiabahia@gmail.com. “Apesar de um peixe-leão ter sido encontrado apenas no Rio de Janeiro, acreditamos que é só uma questão de tempo para a espécie ser localizada aqui no Nordeste. Assim, caso ele seja capturado, o peixe deve ser manuseado com cuidado para evitar ferimentos dolorosos. Sugerimos que o peixe seja fotografado, registranda a localização da captura, a profundidade e a data da pescaria. Depois, ele deve ser congelado e os pesquisadores do Conservação Recifal avisados", orienta Sampaio. O trabalho do Projeto Conservação Recifal é a primeira iniciativa brasileira para alertar as comunidades pesqueiras e operadoras de mergulho sobre o risco eminente da bioinvasão do peixe-leão. Assim, o trabalho conta com a parceria das universidades federais de Alagoas e de Pernambuco, com financiamento da The Ocean Foundation e Waitt Foundation, além do apoio da Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, do ICMBio.