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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Com 90 milhões de anos, raro fóssil de réptil marinho é encontrado na França


O fóssil de um grande réptil marinho de 90 milhões de anos, encontrado em uma caverna no centro da França, foi apresentado como uma "rara descoberta" nesta quinta-feira (4) no Museu de Ciências Naturais de Angers. Os ossos fossilizados desse predador pertencem à família dos plesiossauros, grandes répteis que viveram na época dos dinossauros nos mares e oceanos, e foram descobertos em 2013, conta Benoît Mellier, responsável pelo acervo do museu de Angers. Os fósseis foram extraídos e levados para o museu em fevereiro, e serão submetidos a um estudo paleontológico aprofundado antes de serem expostos ao público. Foram encontrados um fêmur de 51 cm de extensão, "peças de um punho ou de um pé", uma série de "pequenos ossos da mão", e uma mandíbula completa de um metro de comprimento. A descoberta desse exemplar, que provavelmente media de cinco a seis metros de comprimento, representa algo "excepcional, e será interessante para todos os pesquisadores que trabalham com répteis marinhos no mundo", disse Peggy Vincent, paleontóloga do Museu de História Natural de Paris. "Esse animal foi achado em níveis que datam de quase 90 milhões de anos atrás. Não sabíamos nada sobre o grupo dos plesiossauros dessa idade em território europeu, a não ser pequenos elementos isolados, mas nada tão significativo e completo", complementou. Fósseis de répteis marinhos dessa idade já tinham sido encontrados no norte da África e nos Estados Unidos. "Saber que existiam na Europa muda muitas coisas. (...) Não é certo, mas é provável que seja uma nova espécie. Se for uma espécie que já existe, significa que houve imigrações", concluiu Vincent.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Réptil marinho que viveu há 170 milhões de anos é descrito na Escócia


Cientistas anunciaram nesta segunda-feira (12) a descoberta de uma nova espécie de réptil marinho que viveu há 170 milhões de anos e foi identificado a partir de fósseis encontrados na Ilha de Skye, na Escócia. O animal media cerca de 4,2 metros de comprimento, caçava peixes, lulas e outros répteis em mares quentes pouco profundos ao redor da Escócia, durante o período Jurássico. A descrição foi possível a partir da análise de vários fragmentos fósseis desenterrados há 50 anos. Eram materiais que integravam o crânio, dentes, vértebras e um osso do braço. Batizado de Dearcmhara shawcrossi, o animal integra o grupo dos ictiossauros, classificação dada aos répteis marinhos que desapareceram pouco antes da extinção dos dinossauros. A essa ordem pertenciam animais de proporções imensas, muito maiores que as baleias, e que viveram na Terra por cerca de 150 milhões de anos, até sumirem, há 95 milhões de anos. O trabalho foi realizado por um consórcio que envolve a Universidade de Edimburgo e museus nacionais da Escócia, como o Hunteria, em Glasgow, Staffin, em Skye, e o da Herança Nacional escocesa.

domingo, 2 de junho de 2013

Fóssil pode ajudar a explicar como surgiu o casco de tartaruga


Um fóssil encontrado na África do Sul apresenta um animal que deve servir como um elo para explicar o surgimento do casco de tartaruga. O animal, que recebeu o nome de Eunotosaurus africanus, viveu há cerca de 250 milhões de anos. O casco de tartaruga mais antigo já encontrado data de 210 milhões de anos atrás e tem todas as características dos cascos modernos. Isso, na verdade, deixava os cientistas um pouco frustrados, porque não revelava os passos evolutivos que levaram à formação desse tipo de estrutura nos animais. O Eunotosaurus ainda não tinha um casco propriamente dito, mas seu tronco tem muitas características típicas da ordem dos quelônios, à qual pertencem as tartarugas modernas. Essas características dizem respeito principalmente à formação das costelas, que são bem largas e não possuem músculos entre os ossos. “Há vários traços anatômicos e evolutivos que indicam que o Eunotosaurus é um representante antigo da linhagem da tartaruga. No entanto, sua morfologia é intermediária entre o casco especializado encontrado nas tartarugas modernas e traços primitivos encontrados em outros vertebrados. Assim, o Eunotosaurus ajuda a ligar a lacuna entre as tartarugas e os demais répteis”, afirmou o autor do estudo, Tyler Lyson, em material divulgado pelo Museu Smithsoniano de História Natural, nos EUA, onde ele conduziu a pesquisa, publicada pela revista "Current Biology". O próximo passo dos cientistas é entender como a respiração das tartarugas se adaptou à estrutura óssea. Em geral, as costelas têm certa mobilidade para ajudar os pulmões no processo, mas isso não acontece nesses animais.