Mostrando postagens com marcador Panamá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Panamá. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Nova espécie de camarão que mata com ‘ataque sônico’ é batizada em homenagem ao Pink Floyd


Uma nova espécie de camarão marinho foi batizada em homenagem à banda Pink Floyd graças a um pacto entre cientistas que o descobriram, que são fãs de rock. O Synalpheus pinkfloydi usa sua grande garra para gerar um barulho tão alto que é capaz de matar peixes pequenos. Os membros da equipe por trás da descoberta estavam em busca de uma oportunidade para celebrar os roqueiros ingleses se identificassem uma nova espécie de camarão rosa - "pink" é a palavra em inglês usada para designar essa cor. A espécie, com uma garra rosa, foi descrita no periódico Zootaxa por cientistas da Universidade Oxford, no Reino Unido, da Universidade Federal de Goiás, no Brasil, e da Universidade Seattle, nos Estados Unidos. Sammy De Grave, chefe de pesquisa do Museu de História Natural de Oxford, disse gostar de Pink Floyd desde a adolescência. "Ouço desde que (o álbum) The Wall foi lançado em 1979, quando eu tinha 14 anos", afirmou. "Fazer a descrição dessa nova espécie de camarão-pistola foi a chance perfeita para finalmente homenagear minha banda favorita." De Grave já batizou outros crustáceos com referências a lendas do rock. O nome de uma outra espécie de camarão, a Elephantis jaggerai, foi inspirada no vocalista da banda Rolling Stones, Mick Jagger. O camarão-pistola, ou camarão-de-estalo, é capaz de gerar energia sônica ao fechar sua garra rapidamente. A nova espécie desse tipo de camarão é encontrada na costa do Pacífico do Panamá. Ele produz um som de 210 decibéis, um dos mais altos de todo o oceano. Isso supera o barulho de um tiro, que varia entre 140 e 190 decibéis de acordo com a arma usada.

domingo, 16 de agosto de 2015

Cientistas estudam polvo que gosta de sexo selvagem e beijo na boca



Os cientistas estão aprendendo novos detalhes sobre o comportamento de um curioso polvo que assusta sua presa antes de atraí-la para seus mortíferos braços e acasala abraçado à sua parceira, com quem parece trocar beijos de amor, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (12). Este polvo listrado do Pacífico, de grande tamanho e descoberto pela primeira vez na América Central na década de 1970, também tem preferência pelo "sexo selvagem" e pela vida em grupo, revelou uma pesquisa divulgada pela publicação especializada PLOS ONE. Os cientistas descobriram que os moluscos não só têm uma forma furtiva de capturar camarões, estendendo um braço para tocá-los e aproveitar sua tentativa de escapar para agarrá-los com seus outros braços, além de andar muito mais em grupo do que as outras 300 espécies conhecidas de polvo, que costumam ser solitários. Este polvo listrado foi visto em grupos de até 40 espécies nas costas do Pacífico da Nicarágua e do Panamá, segundo o estudo liderado pelo biólogo marinho Roy Caldwell, da Universidade da Califórnia. Diferente de outros polvos, que "depositam o esperma nas fêmeas com a extremidade de seus braços" por temor de que esta fique agressiva - geralmente as fêmeas matam o macho no momento da reprodução - esta espécie convive com sua parceira durante dias, divide os alimentos com ela e os dois "praticam sexo selvagem", segundo o comunicado da universidade. "O casal se abraça, ventosas contra ventosas e emparelham boca contra boca, como se estivessem se beijando", afirmaram os cientistas. A maioria das fêmeas da espécie morre depois de depositar uma série de ovos, mas a espécie listrada do Pacífico copula mais de uma vez e põe ovos durante vários meses. "Nunca vi algo como isso", afirmou Caldwell. A espécie - que ainda não foi batizada formalmente e é simplesmente conhecida como grande polvo listrado do Pacífico - deve ser inscrita oficialmente na literatura científica. Eles vivem em uma profundidade de 40 a 50 metros em águas barrentas na foz de rios, abrigando-se provavelmente em cavidades rochosas ou conchas vazias. As fêmeas podem superar os sete centímetros de diâmetro, contra 4,5 centímetros no caso dos machos. Têm cores muito contrastadas, do branco até o preto, com listras e manchas, e textura lisa ou rugosa. Os pesquisadores trabalharam com 24 espécimes vivas que observaram em seus laboratórios da Academia da Califórnia e da Universidade da Califórnia, em Berkeley.