quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Mais de 2 mil jacarés são encontrados em criadouro desativado em Barra Mansa





Mais de 2 mil jacarés foram encontrados na manhã desta quarta-feira (18) em um criadouro desativado na zona rural de Barra Mansa, RJ. Policiais civis, agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, biólogos e veterinários estiveram no local. Peritos coletaram amostras da água dos tanques e da carne utilizada para alimentar os bichos. Os animais estavam em 24 tanques. Segundo a polícia, as investigações começaram há um mês, após uma denúncia de um grupo de defesa dos animais. De acordo com o proprietário do criadouro, a carne dos animais seria destinada ao consumo e o fechamento de um abatedouro resultou na superpopulação dos jacarés. Nos próximos dias, os responsáveis pela manutenção do local deverão prestar depoimento e apresentar licenças ambientais. Como medida emergencial, os jacarés serão remanejados para outro local.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Japão chora a morte de seu pinguim apaixonado



Um velho pinguim famoso no Japão por ter se apaixonado por uma representação de papelão de uma personagem de desenhos animados morreu aos 21 anos, idade avançada para o animal, anunciou o zoológico de Tobu, na cidade de Saitama, ao norte do Japão. Esse pinguim de Humboldt, batizado de Pequena Uva, se tornou famoso ao se apaixonar por uma imagem de papelão de Hululu, uma heroína de desenhos animados, depois que sua parceira o abandonou no início de 2017. Passava horas admirando, encantado, a imagem de Hululu, e as redes sociais fizeram eco de sua história. Uma enorme fila de visitantes era vista neste sábado em frente ao recinto dos pinguins do zoológico; muitos deixavam flores. Pequena Uva, cuja idade equivale aos 80 anos dos humanos, morreu junto a seu novo amor, explicou à imprensa local o cuidador Eri Nemoto. "Colocamos a imagem de papelão ao seu lado para que o acompanhasse até o final", declarou.

'Excesso' de gelo causa morte de milhares de pinguins na Antártica


A temporada de reprodução de pinguins na Antártica deixou apenas dois sobreviventes - entre milhares de filhotes. As aves típicas da região, chamadas pinguim-de-adélia, tiveram mais dificuldades para encontrar alimento, segundo especialistas, e acabaram morrendo. A ONG World Wildlife Fund de conservação ambiental justificou as mortes pelas "camadas muito extensas de gelo" nas águas da região, que fizeram com que os pinguins adultos precisassem "viajar mais longe" para conseguir comida. Os grupos de preservação ambiental fizeram um alerta nesta sexta-feira após divulgarem a morte dos filhotes para que medidas urgentes sejam tomadas em uma nova área de proteção marinha no Leste da Antártica - de forma a proteger a colônia que tem cerca de 36 mil pinguins adultos. A Worl Wildlife Fund (WWF) explica que uma simples proibição da pesca de camarões e outros crustáceos na área eliminaria a concorrência e ajudaria a garantir a sobrevivência das espécies antárticas, incluindo os pinguins. A ONG tem apoiado pesquisas na região juntamente com cientistas franceses que monitoram os números de pinguins por ali desde 2010. A ideia sobre uma nova área de proteção será discutida em um encontro na próxima segunda-feira com a Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos da Antártica Marinha (CCAMLR na sigla em inglês). Essa comissão é formada por 25 membros e tem a participação da União Europeia. "Esse acontecimento horrível contrasta com a imagem alegre que as pessoas têm dos pinguins", afirmou Rod Downie, chefe de programas polares na WWF. "O risco de abrir essa área para pescas exploratórias de camarões - algo que representaria uma competição por alimentos com os pinguins da região - seria impensável, principalmente depois de duas temporadas catastróficas de reprodução nos últimos quatro anos", afirmou. A última temporada de reprodução que terminou de maneira trágica com a morte de todos os filhotes foi em 2015. "A CCAMLR precisa agir agora adotando uma nova área de proteção marinha para as águas do Leste da Antártica para proteger a casa desses pinguins", finalizou.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Canoístas resgatam tartaruga presa em rede de pesca em Praia Grande


Um grupo de canoístas resgatou uma tartaruga que estava presa a uma rede de pesca na costa de Praia Grande, no litoral de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (11). O animal, que não apresentava ferimentos, foi devolvido ao mar em área próxima aos rochedos. "Nós estávamos remando, quando vimos uma rede de pesca grande. Sempre tem por ali. Quando a gente se aproximou, nós vimos essa tartaruga ali, se debatendo, presa à rede", conta o servidor público Thiago Ferraresi, 34 anos. Eles pararam a remada para resgatar o animal. "A gente sabe que se a deixássemos lá ela poderia morrer afogada. Nós arrebentamos a rede com a própria mão e, em seguida, a colocamos na canoa", conta Thiago. Como o animal não parecia estar debilitado, eles resolveram devolver ao mar longe daquele local. A tartaruga foi colocada no mar nas proximidades do rochedo do bairro Canto do Forte. Consultada, a Policia Militar Ambiental (PMA) ainda não informou sobre a eventual irregularidade da existência de redes de pesca naquela área da cidade.