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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

As primeiras imagens das recém-descobertas formações de corais na foz do Amazonas

 

As primeiras imagens de um grande recife de corais descoberto na região amazônica no ano passado forram divulgadas por ativistas de preservação ambiental. O Recife de Corais da Amazônia é um sistema de 9,5 mil quilômetros quadrados formado por corais, esponjas e algas calcárias, segundo a ONG Greenpeace. A barreira de corais tem quase 1 mil km de extensão e fica na região onde o rio Amazonas encontra o oceano Atlântico. Mas os ativistas alertam que algumas empresas podem começar a prospectar petróleo na região se obtiverem permissão do governo brasileiro. "Esse sistema de recifes é importante por muitas razões, incluindo o fato de que ele tem características únicas em relação à disponibilidade de luz e condições físicas e químicas da água", segundo afirmou em um comunicado o pesquisador Nils Asp, da Universidade Federal do Pará. "Ele tem um grande potencial para novas espécies e também é importante para o bem-estar econômico de comunidades de pescadores ao longo da zona costeira amazônica." Os cientistas ficaram surpresos com a descoberta, ocorrida em abril de 2016. Isso porque eles pensavam ser improvável a descoberta de recifes na área devido a condições desfavoráveis, segundo um estudo publicado no jornal científico Science Advances. O sistema de recifes fica em profundidades que variam entre 25 e 120 metros de profundidade. Asp afirma que sua equipe quer mapear o sistema gradualmente. Até agora, somente 5% dele foi mapeado. "Nossa equipe quer ter um melhor entendimento de como esse ecossistema funciona, incluindo questões importantes como seus mecanismos de fotossíntese com condições limitadas de luz." Para o Greenpeace, a atividade de prospecção na área significa "um risco constante de derramamento de petróleo". Segundo o ativista Thiago Almeida, o processo de licenciamento ambiental para a exploração de petróleo já está ocorrendo. "O Parque Nacional do Cabo Orange, o ponto mais ao norte do Estado do Amapá, abriga o maior ecossistema contínuo de mangues do mundo, e não há tecnologia capaz de limpar petróleo de um lugar com essas características", afirmou. "Além disso, os riscos nessa área se elevam por causa de fortes correntes e sedimentos que são carregados pelo rio Amazonas." A organização afirma ainda que um eventual acidente com petróleo na região poderia em tese colocar em risco não só os corais, mas também espécies como o peixe-boi-marinho, o tracajá e a ariranha, ameaçadas de extinção segundo a lista da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) de 2014. O Greenpeace enviou seu navio Esperanza à região para retratar os corais e fazer campanha pela não prospecção de petróleo no local. O grupo afirmou que até agora 95 poços foram cavados na região. Deles, 27 foram abandonados devido a problemas mecânicos e o restante não foi adiante por não serem técnica ou economicamente viáveis.

sábado, 26 de março de 2016

Filhote de peixe-boi de 2 meses é resgatado em comunidade no AM



Um filhote de peixe-boi foi resgatou na manhã desta terça-feira (22) por equipes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). O animal foi encontrado na comunidade Pesqueiro, no município de Manacapuru, distante em 1.793 km de Manaus. De acordo com o Ipaam, um pescador teria oferecido o animal para um comerciante, que de imediato informou que se tratava de crime ambiental. O pescador fugiu e deixou o peixe-boi. Em seguida, o comerciante acionou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Manacapuru que entrou em contato com o Ipaam. O animal é uma fêmea de aproximadamente 2 meses. A equipe do Ipaam encaminhou o filhote para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde receberá todos os cuidados necessários.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Pequeno molusco ameaça biodiversidade do Rio Amazonas



O Rio Amazonas está sendo ameaçado por um inimigo minúsculo: um pequeno mexilhão invasor originário da China. Desde que chegou à América do Sul, no princípio da década de 1990, o mexilhão-dourado conquistou novos territórios em uma velocidade alarmante abrindo caminho entre a flora e a fauna nativa e se espalhado por cinco países. O Rio Amazonas está sendo ameaçado por um inimigo minúsculo: um pequeno mexilhão invasor originário da China. Desde que chegou à América do Sul, no princípio da década de 1990, o mexilhão-dourado conquistou novos territórios em uma velocidade alarmante abrindo caminho entre a flora e a fauna nativa e se espalhado por cinco países.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Cinco peixes-boi serão devolvidos à natureza em Maraã, no Amazonas


 
No dia 11 de agosto, cinco peixes-boi amazônicos serão devolvidos à natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, na região do município de Maraã, noroeste do Amazonas. Os animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária. Outros dois animais ainda permanecerão sob os cuidados do Centro. Os peixes-boi chegaram ao Centro de Reabilitação com apenas alguns dias de vida. Dentre os que serão soltos, o mais velho tem quatro anos e o mais novo, dois. Dos cinco peixes-boi que serão soltos, três ficaram presos acidentalmente em redes de pesca e foram entregues à equipe do Centro de Reabilitação pelos próprios pescadores; os outros dois foram apreendidos por agentes ambientais e entregues aos cuidados do Centro. Segundo Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos Amazônicos, peixes-boi criados em cativeiro deixam de aprender informações necessárias à vida selvagem. Por isso, os peixes-boi liberados serão monitorados em vida livre, por meio de sinais de rádio emitidos por um aparelho que será adaptado às caudas dos animais. "Temos que acompanhá-los após a soltura para saber se o nosso trabalho de reabilitação foi bem sucedido. Esses animais certamente são mais vulneráveis à caça do que os que nasceram e foram criados pela mãe, na natureza, pois ela repassa ao filhote informações como rotas de migração, lugares onde se alimentar e como fugir de um pescador. Existe um risco, mas esses animais terão que enfrentá-lo", disse a pesquisadora. No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. As fêmeas adultas, maiores que os machos, são o principal alvo dos caçadores. Sem os cuidados maternos, os filhotes de peixe-boi dificilmente sobrevivem na natureza. Um dos fatores de ameaça aos filhotes órfãos de peixes-boi são as redes de pesca. Ao ficar preso a uma rede, o filhote pode morrer afogado – como são mamíferos, os peixes-boi precisam vir à superfície para respirar, em intervalos de aproximadamente dois minutos. De acordo com Miriam Marmontel, o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) requer atenção especial da comunidade científica, o que se explica pelo histórico de exploração da espécie. Há registros de caça comercial de peixe-boi desde o século XVII. O auge da procura comercial da espécie ocorreu entre o século XIX e meados do XX, período em que milhares de animais foram mortos por causa da utilização de seu couro para a fabricação de correias e de sua banha para iluminação pública. Hoje a espécie é considerada vulnerável à extinção. Mais de 100 peixes-boi amazônicos são mantidos em cativeiro, em centros de reabilitação nas regiões metropolitanas de Manaus e Belém, na Reserva Amanã. O trabalho nos centros de reabilitação de peixe-boi amazônico pode evitar o que já aconteceu a outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 2007, o baiji (Lipotes vexillifer), golfinho que habitava o rio Yang-tsé, na China, foi declarado extinto. Devido à caça predatória, em 1768 a vaca marinha (Hydrodamalis gigas) foi declarada extinta, 27 anos após ter sido descoberta.

Filhotes de peixe-boi são resgatados em Tefé, no interior do Amazonas


 
Dois peixes-bois foram resgastados por pesquisadores do Centro de Reabilitação do Peixe-Boi Amazônico, do Instituto Mamirauá, em Tefé, município situado a 575km de Manaus. De acordo com o instituto, um dos animais estava em poder de um pescador no município de Tonantins, a 863km da capital, que estava tentando vender o filhote. "O pessoal tentou vendê-lo na cidade, o que é ilegal. As pessoas foram alertadas sobre isso e optaram então por entregá-lo para os órgãos ambientais, que nos comunicaram sobre a presença do filhote", contou a veterinária Carolina Oliveira, que é a responsável técnica pelos animais do Centro de Reabilitação. A fêmea mede 1,08 metro e pesa 19,5kg e foi transportada de avião para Tefé, em viagem que durou uma hora e meia. Um colchão e toalhas molhadas foram usados para manter a temperatura do animal durante a viagem. Já no município de Tefé, o peixe-boi foi encaminhado a um flutuante base da Reserva Mamirauá. O outro peixe-boi, também fêmea, com 1,23m e 27Kg, teria sido separado da mãe por pescadores. O bicho era criado por moradores de uma comunidade ribeirinha, no município de Maraã, em um pequeno lago. Os próprios moradores da Comunidade Monte Sinai avisaram a equipe do Centro de Reabilitação Mamirauá sobre o animal. "Agora os dois vão passar por um período de quarentena, no qual eles ficam separados dos demais animais que a gente tem, passando por cuidados médicos, para quando eles estiverem em condições, seguirem para a Reserva Amanã, onde a gente tem o Centro de Reabilitação do Peixe-boi Amazônico", explicou Carolina Oliveira.

domingo, 9 de junho de 2013

Perereca-de-vidro

A perereca-de-vidro é um dos anfíbios encontrados na Cachoeira da Onça, próximo a Manáus - Amazonas Segundo especialistas, essa espécie de perereca é muito sensível às modificações ambientais e qualquer alteração em seu habitat pode comprometer sua sobrevivência. (Foto: Divulgação/Marcelo Lima/Inpa)