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terça-feira, 2 de maio de 2017

Câmera flagra tubarão comendo carcaça de baleia-jubarte na Califórnia


Uma ma câmera flagrou um tubarão comendo uma carcaça de uma baleia durante 12 horas. A carcaça estava sendo rebocada para evitar que chegasse à costa. A baleia-jubarte morreu por causa de ferimentos desconhecidos perto de uma praia na Califórnia. Apelidada de Scarlet por causa da cor avermelhada, ela era conhecida na região.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Câmera grudada no dorso revela olhar de 'baleia cinegrafista' na Antártida


Você provavelmente nunca viu a Antártida desta forma: pelos olhos de uma baleia. Câmeras foram presas ao dorso de animais das espécies minke e jubarte como parte de um novo estudo da ONG World Wildlife Fund (WWF) em parceria com a Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos. Por meio de ventosas, os equipamentos ficaram grudados de 24 a 48 horas e registraram como elas se alimentam, socializam e se comportam em meio às mudanças climáticas. Segundo o Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve, instituto de pesquisa ligado à Universidade do Colorado, em março deste ano, foi registrada a menor extensão de área congelada da Antártida ao longo dos 38 anos em que esses dados são coletados. A pesquisa com as baleias ajudará a reunir dados sobre os animais e seu habitat e contribuirá para esforços de preservação, em meio aos impactos dessas alterações ambientais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Baleia jubarte é encontrada morta em Vila Velha, ES


Uma baleia jubarte morta encalhou próximo ao Morro do Moreno, em Vila Velha, na última segunda-feira, 12/09. O diretor do Instituto Orca, Lupércio Araújo, disse que a baleia está em estado de decomposição e em um local de difícil acesso para a máquina usada na remoção do animal. O militar da reserva Carlos Salles fez imagens da baleia na tarde de domingo (11), em Vitória. Nesta segunda-feira (12), ela foi levada pela maré até uma região próxima ao mangue, em Vila Velha. Moradores da região reclamam do mau cheiro, mas, segundo Lupércio, ainda não é possível fazer a retirada do animal. “No local onde ela está agora a máquina não chega. Vamos ter que esperar pra ver se a maré leva ela para outro lugar para que possa ser removida. Caso contrário, vai dar trabalho, vamos precisar da ajuda do Porto se ela encalhar mesmo aqui onde está agora”, disse. Lupércio disse ainda que a baleia é um semi adulto, tem cerca de oito metros e 10 toneladas. A Prefeitura de Vila Velha informou que comunicou aos órgãos competentes sobre a presença da baleia na orla do município. Caso a baleia, com a ajuda da maré, chegue à areia da praia a prefeitura providenciará a sua retirada.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Grupo de 30 baleias jubarte é observado no litoral do ES


Mais de 30 baleias jubarte foram flagradas de uma só vez no litoral do Espírito Santo, a 30km de Vitória, na sexta-feira (19). O grupo foi vistos por ambientalistas que estudam o animal. O ativista Thiago Ferrari contou que a cena do grupo impressionou os observadores. O Espírito Santo faz parte da rota de migração das jubarte. “Os capixabas são agraciados todos os anos entre o mês de junho e novembro, mais de 17 mil baleias vem para cá. Elas escolheram o Espírito Santo para fazer a migração, para ter seus filhotes, para se acasalarem”, disse Ferrari. O ativista também explicou que o trabalho deles consiste em mapear a rota de observação. Ele ressalta que além de ações ligadas à conservação da espécie, o turismo de observação natural movimenta bilhões de dólares anualmente. “A gente quer desenvolver esse turismo de observação natural na costa do Espírito Santo, como já existe no litoral Norte e Sul da Bahia. A gente faz esse mapeamento dos ‘hotspots’, áreas de riqueza natural que carecem de conservação, há dois anos e cruza essas informações para criar o diagnóstico e fornecer a indústria do turismo”, conta o ativista. Nos dois anos de observação, o grupo percebeu aumentou no número de baleias que vem ao estado. O Instituto Baleia Jubarte (IBJ) desenvolve o estudo desde a década de 80, quando o grupo original era de menos de mil baleias. “Graças aos esforços de conservação, esse número atualmente é de 17 mil baleias. O grupo original vem das Ilhas Sandwich, passa pela Patagônia Argentina e vem para o Espírito Santo. O grupo original é de 30 mil baleias, quem sabe um dia a gente consiga chegar a ver essas 30 mil baleias”, conta Thiago. O ponto em que as Jubartes mais se concentram no estado é a Curva da Baleia, que fica em frente a Regência, na Foz do Rio Doce, onde nasce a plataforma dos Abrolhos e termina na Bahia. Thiago Ferrari disse que por ser recente o desastre do Rio Doce, é a primeira vez que elas estão chegando depois da tragédia e será necessário fazer acompanhamento científico. “A baleia não se alimenta aqui no Espírito Santo, elas vem se reproduzir, acasalar e treinar os seus filhotes. Então isso é o motivo para a gente se preocupar um pouco menos, porém, elas tem seus filhotes e parte do seu corpo exposto a uma possível poluição, isso pode gerar impacto nelas e precisa ser estudado”, explica. Por ser um estado porto e a migração das baleias estar nas rotas dos navios, nos momentos em que eles se cruzam, podem acontecer atropelamentos. Para evitar que esse tipo de acidente aconteça, Ferrari explica que as operadoras devem seguir normas internacionais. “As operadoras que oferecem esse serviço precisam estar adequadas a algumas normas. Existem normas internacionais de observações. Você não pode se aproximar a menos de 100 metros de uma baleia, ou a menos de 200 metros se ela estiver com o filhote, para evitar que aconteçam os acidentes”. Para que evitar que as baleias sofram esse tipo de violência no fluxo migratório, Ferrari disse que existem iniciativas que partem do terceiro setor e das Organizações Não Governamentais (ONG) para a manutenção da espécie. “Por exemplo, a criação do Santuário no Atlântico Sul, que é a criação de uma unidade de conservação com a cooperação de vários países que ajudam que a baleia Jubarte não sofra esse tipo de violência e outros impactos ambientais que podem prejudicar o ciclo migratório delas”.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Biólogos localizam nova baleia morta em praia de SP; litoral já teve 11 casos



A cidade de Ilha Comprida, na região do Vale do Ribeira, no litoral de São Paulo, registrou o quarto encalhe de uma baleia jubarte na tarde desta quarta-feira (3). Este já é o 11º animal da espécie que aparece na região desde o mês de maio deste ano. As outras baleias foram encontradas mortas em praias de Guarujá (3), Peruíbe (2), Mongaguá (1) e Santos (1) ao longo dos meses de junho e julho. Já o aparecimento mais recente em Ilha Comprida aconteceu por volta das 14h, no Balneário Viaregio, a 18 km do Centro da cidade. "Acredito que essa baleia já estava morta há cerca de quatro dias e a maré só tenha trazido ela para perto da praia hoje. Pela breve análise que fizemos é uma baleia da espécie jubarte com cerca de 13 metros de comprimento", explica o biólogo Cristian Negrão. Apesar dos especialistas ainda não saberem ao certo o sexo do animal, Negrão explica que um estudo mais profundo sobre as causas da morte e características da baleia serão feitos nos próximos dias. "Já comunicamos uma equipe do Istituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), que faz esse monitoramento das praias e animais na região e também a Ong Amigos do Mar. A retirada da baleia e o enterro devem ser feitos nesta quinta-feira. Antes disso vamos colher amostras para saber o que ocorreu, já que essa baleia não tinha nenhum ferimento aparente", acrescenta o biólogo. Extinção A baleia-jubarte é uma espécie ameaçada de extinção e não é típica da região sudeste do Brasil. Segundo especialistas, elas costumam ficar na região norte do país, no entanto, o litoral paulista está na área de passagem para esses mamímeros durante o período de reprodução. A grande incidência desses mamíferos mortos na costa do litoral paulista, no entanto, ainda estão sendo estudadas.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Baleia jubarte e tartaruga aparecem mortas em praia de Ilha Comprida, SP



Uma baleia e uma tartaruga apareceram mortas na manhã deste domingo (24), na praia Boqueirão Centro, em Ilha Comprida, na região do Vale do Ribeira, ainda no litoral de São Paulo. Apesar dos animais terem sido encontrados em avançado estado de decomposição, o biólogo Cristian Negrão acredita que a baleia de cerca de 9 metros de comprimento seja uma fêmea da espécie jubarte e, a tartaruga, da espécie verde. A baleia-jubarte é uma espécie ameaçada de extinção e não é típica da região Sudeste do Brasil. Segundo especialistas, elas costumam ficar na região Norte do país, no entanto, o litoral paulista está na área de passagem para esses mamímeros, por conta da grande biodiversidade marinha e muitos cardumes. Este é o terceiro encalhe de baleia em Ilha Comprida este ano. No mês de maio, duas baleias-jubarte também apareceram mortas em praias da cidade. Uma delas tinha 15 metros de comprimento.

domingo, 20 de setembro de 2015

Vídeo mostra baleia saltando fora da água e atingindo caiaque nos EUA


Um vídeo incrível mostra uma baleia-jubarte saltando fora da água e atingindo um caiaque na costa da Califórnia (EUA). A cena foi filmada por turistas que estavam em um barco de observação de baleias. Assista ao vídeo.
Nas imagens, é possível ver um grupo de canoistas próximo ao local onde estavam as baleias, quando uma salta e atinge um dos caiaques. Apesar do susto, segundo o capitão do barco turístico, Michael Sack, os canoístas não ficaram feridos. Desde o dia 13 de setembro, a gravação superou os 3 milhões de visualizações na internet. O vídeo sensacional foi compartilhado pela empresa Sanctuary Cruises em sua página no YouTube. Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2015/09/video-mostra-baleia-saltando-fora-da-agua-e-atingindo-caiaque-nos-eua.html

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Baleia jubarte de 15 metros é encontrada morta em praia da Bahia





Uma baleia jubarte de cerca de 15 metros foi encontrada morta na praia do Rio do Peixe, no distrito de Cumuruxatiba, cidade de Prado, no extremo sul da Bahia. A informação foi confirmada pelo Instituto Baleia Jubarte, que registrou a ocorrência. De acordo com a assessoria do órgão, o corpo foi descoberto por volta das 7h30 do último sábado (29), já em estado de decomposição. Ainda não se sabe o motivo da morte do animal. Ainda segundo a assessoria do Instituto Baleia Jubarte, no período de julho a novembro, as baleias vêm até a costa brasileira para acasalar e reproduzir. Elas passam o resto do ano na Antártida, se alimentando. De acordo com o órgão, é comum o encalhe de jubartes nesta época do ano. O Instituto Baleia Jubarte informa que já foram registrados 28 encalhes de baleias na costa brasileira em 2015. Deste total, 11 foram na Bahia, três no Rio Grande do Sul, seis em Santa Catarina, um no Paraná, dois no Rio de Janeiro, três no Espírito Santo, um em Sergipe e um em Pernambuco. De todos os encalhes, apenas em Sergipe o animal ainda estava vivo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Baleia aparece na costa da Austrália e atrai centenas de espectadores


Centenas de espectadores se reuniram nesta segunda-feira (10) para observar uma baleia-jubarte que apareceu na costa da Austrália, perto da cidade de Gold Coast, que fica no sudeste do país. Muitos embarcaram a bordo de barcos fretados para observar melhor o animal transitando nas águas da região. Autoridades acreditam que pode ser uma baleia chamada "Migaloo", uma das que vivem nas águas do estado de Queensland, mas isso ainda não está confirmado. Todo ano, até 5 mil baleias-jubarte partem das águas da Antártica e migram para o norte, na região da costa leste da Austrália, entre abril e agosto, para se alimentarem e se reproduzirem em águas mornas.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Baleia que apareceu em Puerto Madero é encaminhada para oceano


Uma baleia que surpreendeu moradores e turistas de Buenos Aires ao aparecer nadando entre os barcos em Puerto Madero nesta segunda-feira, foi encaminhada de volta para o oceano nesta terça-feira (4), segundo a Reuters. O animal, medindo 6 metros, apareceu perto do Yacht Club Argentino na manhã desta segunda, em um desvio inesperado da migração de sua espécie, que parte do sudeste do país para se reproduzir nas águas mais quentes do nordeste brasileiro entre junho e novembro. Um grupo de embarcações da prefeitura de Buenos Aires conseguiram guiar a baleia pelo Rio da Prata, de onde se esperava que ela se encaminhasse para as águas do Oceano Atlântico. Nas águas do rio, o animal estava correndo risco e mostrava sinais de malnutrição e ferimentos. "O governo da cidade está fazendo tudo o que pode para colaborar para que o animal nade até águas abertas e, esperamos, para o oceano", disse Miguel Iniguez, presidente da Cethus Foundation, ONG focada nos cetáceos, entre os quais se inclui a baleia. A visitante de Puerto Madero é da espécie Megaptera novaengliae. Sua aparição rara na capital argentina atraiu muito curiosos ao bairro, que é um impotante centro turístico e gastronômico.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Brasil retira baleia-jubarte da lista de espécies ameaçadas de extinção



O Brasil tirou a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) da lista de espécies ameaçadas de extinção graças ao aumento da população desses animais no litoral do país, onde cruzam e geram novos filhotes. A espécie foi reclassificada para "quase ameaçada", status que demanda a continuidade de trabalhos de conservação. A informação será divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Ministério do Meio Ambiente. Segundo o MMA e o Instituto Baleia Jubarte, há quase três décadas existiam entre 500 e 800 animais vivendo apenas na região de Abrolhos, no sul da Bahia – principal concentração dessas baleias. Em 2011, quando foi realizada a última contagem aérea, foram avistados 14 mil animais. Até o próximo censo, previsto para este ano, o número pode saltar para 20 mil. No país, elas são encontradas na costa do Espírito Santo e Bahia entre julho e novembro, onde permanecem para procriação. De dezembro até junho, seguem para a Antártica, onde se alimentam de krill (invertebrados parecidos com o camarão). Com exemplares que podem medir até 16 metros de comprimento e pesar mais de 40 toneladas, as jubartes foram, por muito tempo, alvo da pesca predatória no Brasil. Sérgio Cipolotti, biólogo e coordenador ambiental do Instituto Baleia Jubarte, explica que o declínio de espécimes começou em meados do século 17, quando eles eram caçados para extração de óleo, usado para abastecer candeeiros, responsáveis pela iluminação nas cidades, e consumo da carne. Com a queda populacional das jubartes e de outras baleias em todo o planeta, criou-se a Comissão Internacional Baleeira (CIB), que teve entre seus principais resultados a imposição de uma moratória de caça a partir de 1986. Ugo Versillo, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), explica que no ano seguinte, em 1987, o Brasil proibiu a caça. A partir deste momento, foram iniciados trabalhos de conscientização para aumentar o número de exemplares, como a identificação das rotas migratórias, quais eram os perigos que esses animais enfrentavam e outros detalhes importantes para a conservação. No entanto, segundo Versillo, ainda não há o que comemorar. A reclassificação para o status “quase ameaçada” significa, na visão do técnico do ICMBio, que ainda há perigo. “Uma das grandes preocupações é a questão da colisão com navios. Como aumentou o número de baleias, pode crescer esse tipo de acidente. Temos que definir estratégias para evitá-los, incluindo o uso de tecnologias”, explica. Alexandre Zerbini, brasileiro que trabalha no Laboratório Nacional de Mamíferos Marinhos da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), órgão dos Estados Unidos responsável pelos mares e atmosfera, explica que há várias tecnologias que ajudariam a prevenir a mortalidade desses animais. Um dos exemplos é a telemetria satelital, que permite investigar habitats críticos e protegê-los de atividades humanas. "Mas há métodos acústicos em desenvolvimento, que poderão transmitir dados em tempo real e evitar áreas onde as baleias se encontram, além de métodos novos de observação, para minimizar colisão com barcos”, explica Alexandre, que também trabalha junto a ONG Instituto Aqualie, que monitora baleias no Brasil via satélite. Nos EUA, por exemplo, pesquisadores desenvolveram um aplicativo gratuito para iPad e iPhone que alerta marinheiros quando eles se aproximam de uma área onde baleias estão reunidas. O app envia os últimos dados sobre as direções tomadas por espécimes da baleia, coletados pela NOAA. O sistema espera limitar o número de colisões mortais entre baleias e embarcações, especialmente navios de grande porte, como cruzeiros e cargueiros. Quando as baleias são detectadas na área, navios podem mudar levemente o curso ou diminuir a velocidade.

domingo, 19 de outubro de 2014

Baleia dá salto espetacular e quase atinge gaivota em baía nos EUA

 
Um baleia-jubarte deu um salto espetacular na baía de Monterey, no estado da Califórnia (EUA), e quase atingiu um pássaro que voava baixo. O fotógrafo alemão Mario Nonaka passeava de barco na costa californiana quando registrou a cena incrível. O mamífero marinho gigante ficou quase totalmente fora d'água e uma de suas barbatanas por pouco não acertou a gaivota. Normalmente, as gaivotas sobrevoam os locais de alimentação das baleias na esperança de encontrar algo para comer.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Grupo tenta salvar filhote de baleia encalhado em praia da Austrália


 
Autoridades da Austrália trabalharam até o anoitecer desta quarta-feira (9) para resgatar um filhote de baleia-jubarte que encalhou em Palm Beach, em Nova Gales do Sul. Enquanto havia luz solar, várias pessoas tentaram remover o animal, que teria cerca de dois anos de vida. Mas os trabalhos foram interrompidos e devem recomeçar nesta quinta (10). As equipes de resgate foram capazes de desencalhar a baleia por alguns instantes, mas o mamífero aquático ficou preso novamente em outro banco de areia. De acordo com o diretor do Sea World Australia, Trevor Long, o exemplar está em boas condições de saúde, apesar de sua situação atual. A causa do encalhe ainda é desconhecida. As jubartes estão atualmente migrando do Sul da Antártica para águas mais quentes da Austrália.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Estudo relaciona encalhe de baleias na Austrália com desnutrição

 
A desnutrição pode explicar o forte aumento do número de baleias-jubartes que encalham na costa ocidental da Austrália, indicaram nesta quarta-feira (28) cientistas em uma conferência em Perth. A necropsia dos cetáceos, em sua maioria espécimes jovens, mostrou que as baleias encalhadas sofriam de desnutrição. De acordo com Carly Holyoake, da Universidade Murdoch, "a maioria [dos exemplares] tinha um nível de gordura muito baixo, indispensável para a energia, a regulação térmica e a capacidade de flutuar", acrescentou. Segundo a agência France Presse, entre 1989 e 2007, até três baleias-jubartes encalhavam todos os anos na costa ocidental da Austrália, sobretudo na parte sul. O número aumentou para 13 em 2008 e para 46 em 2009. Em 2010 e 2011, encalharam, respectivamente, 16 e 17 baleias. Entre as causas da desnutrição desses mamíferos aquáticos figuram a intensificação da pesca comercial de krill (para as explorações piscícolas) e a influência, ainda pouco conhecida, do aquecimento global nas quantidades de krill nas águas. O krill é um elemento chave na dieta das baleias. Na última semana, o governo brasileiro tirou a jubarte da lista de espécies ameaçadas de extinção graças ao aumento da população desses animais no litoral do país, onde cruzam e geram novos filhotes. A espécie foi reclassificada para "quase ameaçada", status que demanda a continuidade de trabalhos de conservação. Segundo o MMA e o Instituto Baleia Jubarte, há quase três décadas existiam entre 500 e 800 animais vivendo apenas na região de Abrolhos, no sul da Bahia – principal concentração dessas baleias. Em 2011, quando foi realizada a última contagem aérea, foram avistados 14 mil animais. Até o próximo censo, previsto para este ano, o número pode saltar para 20 mil. No país, elas são encontradas na costa do Espírito Santo e Bahia entre julho e novembro, onde permanecem para procriação. De dezembro até junho, seguem para a Antártica, onde se alimentam de krill (invertebrados parecidos com o camarão).

sábado, 26 de abril de 2014

Baleias-jubarte não serão mais protegidas por lei no Canadá

 
Ambientalistas e a oposição no Canadá denunciaram o governo pela decisão de diminuir a proteção das baleias-jubarte e o acusam de facilitar um controverso projeto de oleoduto. Alegando basear-se em dados científicos, o governo canadense anunciou no sábado (19), no jornal oficial, que o mamífero, o maior do planeta depois da baleia azul, será considerado a partir de agora "uma espécie preocupante" e não mais uma "espécie ameaçada". Por causa desta distinção, o hábitat do mamífero deixará de ser protegido por lei. A decisão foi tomada de forma "incrivelmente rápida", declarou Jay Ritchlin, da Fundação David Suzuki, uma das organizações ecologistas mais influentes do país. Ele considerou "inquietante" que esta modificação tenha ocorrido "no mesmo momento em que se estuda um grande projeto de desenvolvimento", em alusão ao projeto de oleodutos Northern Gateway. O principal partido da oposição no Parlamento canadense, o Novo Partido Democrático (NPD, esquerda), acusou o governo conservador de querer "satisfazer seus amigos da indústria petroleira e abrir a porta ao projeto de oleodutos Northern Gateway". Empreendido pelo grupo canadense Embridge, o projeto Northern Gateway, de 1.200 km, pretende transportar 525.000 barris de petróleo por dia ao longo do litoral pacífico canadense da província de Alberta (oeste) através das Montanhas Rochosas. O duplo oleoduto projetado concluiria sua trajetória ao norte da província da Columbia Britânica, no porto de Kitimat, em uma região desabitada próxima à fronteira com o Alasca. No jornal oficial, o governo destacou ter agido após a apresentação, em 2011, de um informe realizado por um comitê independente de cientistas, que destacou a existência de 'grande abundância da espécie' ao longo da costa do Pacífico canadense. A baleia-jubarte foi oficialmente declarada espécie ameaçada em 2005 por recomendação de um painel de especialistas. Em 2003, um informe independente registrava "umas centenas" de exemplares do cetáceo. O governo estima que atualmente, a população da espécie seja de 18.000 exemplares.