sábado, 26 de abril de 2014

Baleias-jubarte não serão mais protegidas por lei no Canadá

 
Ambientalistas e a oposição no Canadá denunciaram o governo pela decisão de diminuir a proteção das baleias-jubarte e o acusam de facilitar um controverso projeto de oleoduto. Alegando basear-se em dados científicos, o governo canadense anunciou no sábado (19), no jornal oficial, que o mamífero, o maior do planeta depois da baleia azul, será considerado a partir de agora "uma espécie preocupante" e não mais uma "espécie ameaçada". Por causa desta distinção, o hábitat do mamífero deixará de ser protegido por lei. A decisão foi tomada de forma "incrivelmente rápida", declarou Jay Ritchlin, da Fundação David Suzuki, uma das organizações ecologistas mais influentes do país. Ele considerou "inquietante" que esta modificação tenha ocorrido "no mesmo momento em que se estuda um grande projeto de desenvolvimento", em alusão ao projeto de oleodutos Northern Gateway. O principal partido da oposição no Parlamento canadense, o Novo Partido Democrático (NPD, esquerda), acusou o governo conservador de querer "satisfazer seus amigos da indústria petroleira e abrir a porta ao projeto de oleodutos Northern Gateway". Empreendido pelo grupo canadense Embridge, o projeto Northern Gateway, de 1.200 km, pretende transportar 525.000 barris de petróleo por dia ao longo do litoral pacífico canadense da província de Alberta (oeste) através das Montanhas Rochosas. O duplo oleoduto projetado concluiria sua trajetória ao norte da província da Columbia Britânica, no porto de Kitimat, em uma região desabitada próxima à fronteira com o Alasca. No jornal oficial, o governo destacou ter agido após a apresentação, em 2011, de um informe realizado por um comitê independente de cientistas, que destacou a existência de 'grande abundância da espécie' ao longo da costa do Pacífico canadense. A baleia-jubarte foi oficialmente declarada espécie ameaçada em 2005 por recomendação de um painel de especialistas. Em 2003, um informe independente registrava "umas centenas" de exemplares do cetáceo. O governo estima que atualmente, a população da espécie seja de 18.000 exemplares.

Encontro raro: homem e baleia!

 
Mergulhador alemão Reinhard Mink conseguiu um momento raro ao nadar a poucos centímetros de uma baleia. (Foto: Caters News / The Grosby Group)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Pesquisadores identificam novas espécies de sapo na Amazônia

 
Pesquisadores identificaram três novas espécies de sapo na amazônia brasileira. Um deles, descoberto no Pará, ganhou um nome que homenageia os nativos do estado: batizado de Chiasmocleis papachibe, o sapo faz referência aos paraenses, que também são chamados de "papa chibé" em alusão a um prato típico feito com farinha. O animal tem entre 24 e 32 milímetros, com as fêmeas pouco maiores que os machos, e é considerado de tamanho médio pelos biólogos. Além do sapo paraense, os autores relatam no mesmo estudo, publicado em março, a descoberta de outras duas espécies. Uma delas, chamada de haddadi, é encontrada no Amapá e na Guiana Francesa, enquanto a outra, royi, é localizada no leste amazônico, entre Acre e Rondônia. "O povo paraense nos acolhou de braços abertos em Belém desde o primeiro dia em que pisamos aqui", explica o pesquisador Pedro Peloso, pesquisador do Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque. "Achamos legal dar este presente para o povo do estado", justifica o cientista. Segundo a equipe que estuda o animal, ainda se conhece pouco sobre o novo sapo. "A espécie é conhecida por somente três exemplares adultos, proveninetes de duas localidades, e não conhecemos nada sobre a biologia deste animal", pontua Marcelo Sturaro, do Museu Paraense Emílio Goeldi. "É importante que novos estudos sejam conduzidos para buscar essa espécie em outras localidades, e também para entender sobre a sua capacidade de sobrevivência em ambientes alterados, visto que ela parece estar restrita ao leste do Pará, uma área onde existe uma forte fragmentação dos ambientes naturais", avalia Peloso.

sábado, 12 de abril de 2014

Tartaruga amputada ganha nadadeira artificial e volta a nadar



 
Uma nadadeira artificial desenvolvidas por um estudante de design industrial possibilitaram que uma tartaruga-verde com as patas esquerdas amputadas voltasse a nadar livremente. A tartaruga Hofesh - nome que significa "liberdade" em hebraico - foi resgatada com ferimentos no Mar Mediterrâneo pela equipe da organização israelense "Sea Turtle Rescue Center". As patas esquerdas tiveram de ser amputadas, o que a tornou incapaz de nadar. Ela foi levada a um centro de reabilitação animal em Israel, onde o estudante Shlomi Gez, que tinha lido sobre o caso de Hofesh pela internet, resolveu criar um aparato para ajudar a tartaruga. Ele criou uma nadadeira de poliprolipeno. "A nadadeira permite que o peixe mantenha o equilíbrio; então eu decidi adaptar a ideia para a tartaruga", diz o estudante. Agora, Hofesh consegue nadar novamente e até arranjou uma parceira. Os pesquisadores querem que o macho se reproduza com outra tartaruga do centro de reabilitação, uma fêmea que ficou cega em um acidente com um barco.