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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Jacaré é encontrado em tanque de sítio em Estrela D'Oeste


Um jacaré apareceu no tanque de armazenamento de água pluvial de um sítio em Estrela D’Oeste (SP), na manhã deste domingo (5). O dono se surpreendeu com o animal e chamou os bombeiros. De acordo com os bombeiros de Fernandópolis (SP), o dono viu o jacaré ao verificar uma lona que cobria o tanque. Os bombeiros foram acionados e tiveram trabalho para capturar o jacaré. O animal foi encaminhado para a Polícia Ambiental, que deve devolver o réptil para a natureza.

Adolescentes são flagrados pescando tartarugas para vender em MT; 60 animais são resgatados





Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram flagrados pescando tartarugas no Rio Araguaia, no Parque Estadual do Araguaia, na região de Novo Santo Antônio, a 1.064 km de Cuiabá. Foram apreendidas 60 tartarugas-da-amazônia com os adolescentes. Os meninos foram levados para o Conselho Tutelar. A situação ocorreu no final de semana e foi divulgada pela Sema nessa segunda-feira (6). De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), os adolescentes planejavam comercializar os animais por quilo ou inteiros na cidade de São Félix do Araguaia, a 1.156 km da capital, onde moram. A prática da pesca de tartaruga, considerada ilegal, é comum na região, e as fiscalizações foram intensificadas. Segundo a gerente do parque, Lucilene Pereira, os adolescentes pescavam no Rio Araguaia e estavam em uma canoa. Os animais foram colocados dentro de sacos. Ao verem a fiscalização, que contou com policias militares, os adolescentes tentaram fugir e jogaram os sacos com as tartarugas em um barranco. Uma tartaruga, por ser muito grande e não caber no saco, também foi arremessada pelos adolescentes. Os adolescentes são vizinhos. Também foram apreendidos anzóis, uma canoa, um motor e 30 boias usadas para capturar as tartarugas. Alguns dos animais estavam desidratados e machucados. Mesmo assim foi possível fazer a soltura delas na praia do Rio Araguaia para que retornassem à natureza. O Parque do Araguaia tem, aproximadamente 223 mil hectares e atrai turistas para pesca. A pesca depredatória e outros crimes ambientais podem ser denunciadas por meio da Ouvidoria da Sema: 0800-65-3838.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Mais de 2 mil jacarés são encontrados em criadouro desativado em Barra Mansa





Mais de 2 mil jacarés foram encontrados na manhã desta quarta-feira (18) em um criadouro desativado na zona rural de Barra Mansa, RJ. Policiais civis, agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, biólogos e veterinários estiveram no local. Peritos coletaram amostras da água dos tanques e da carne utilizada para alimentar os bichos. Os animais estavam em 24 tanques. Segundo a polícia, as investigações começaram há um mês, após uma denúncia de um grupo de defesa dos animais. De acordo com o proprietário do criadouro, a carne dos animais seria destinada ao consumo e o fechamento de um abatedouro resultou na superpopulação dos jacarés. Nos próximos dias, os responsáveis pela manutenção do local deverão prestar depoimento e apresentar licenças ambientais. Como medida emergencial, os jacarés serão remanejados para outro local.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Praias brasileiras têm encalhe recorde de 97 baleias só em 2017


Binóculo pendurado no pescoço, óculos de sol e muito protetor solar. Todos os anos, centenas de turistas visitam o litoral brasileiro para observar baleias-jubarte, que se reproduzem principalmente em Abrolhos, na costa da Bahia. Mas neste ano, além dos saltos e jatos d'água em alto mar, os turistas também puderam notar uma atividade bem mais passiva nas areias locais. Desde o início de 2017, 97 baleias encalharam no litoral brasileiro e apenas duas sobreviveram, segundo balanço do Projeto Baleia Jubarte. Esse é o maior número de casos desde o início dos registros, em 2002. Veterinários especialistas em baleias ouvidos pela BBC Brasil alertam que esse número deve subir ainda mais até o fim do ano. Isso porque o pico de encalhes ocorre em agosto e setembro.

Cientistas brasileiros usam canto e DNA para identificar nova perereca no Cerrado


Cientistas brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova espécie de anfíbio no Cerrado, o que evidencia, segundo eles, o potencial ainda inexplorado (e ameaçado) desse bioma no Centro-Oeste do Brasil. A perereca Pithecopus araguaius foi primeiro avistada pelos pesquisadores - ligados às universidades Unicamp, em São Paulo, e Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais - em estudos de campo em 2010. Desde então, foi possível confirmar que se tratava de uma nova espécie graças a extensos estudos de DNA e análises morfológicas (da aparência do animal), além de dados acústicos dos sons emitidos pelo anfíbio, distintos dos emitidos até mesmo por pererecas da mesma família Pithecopus. "O canto serve para que a fêmea reconheça o macho da mesma espécie. Isso nos ajudou a diagnosticar que era (uma espécie) diferente das espécies irmãs", explica à BBC Brasil o taxonomista Felipe Andrade, um dos autores da pesquisa - recém-publicada no periódico científico Plos One - ao lado de Isabelle Aquemi Haga, Daniel Pacheco Bruschi, Shirlei Recco-Pimentel e Ariovaldo Giaretta. Além disso, os pesquisadores notaram que a araguaius tem a cabeça e o corpo de tamanho um pouco menor que suas irmãs do grupo Pithecopus e um padrão diferente (que os cientistas chamam de não reticulado) de manchas no corpo. Há, agora, 11 tipos de Pithecopus documentados, sendo o araguaius o mais novo deles. Algumas pererecas dessa família preferem altitudes mais elevadas, o que também as diferencia da araguaius, que habita terras baixas. "O reconhecimento da Pithecopus araguaius é importante para o conhecimento da riqueza de anfíbios e diversificação de padrões nessa região", diz trecho do artigo publicado no site da "Plos One." A araguaius foi descoberta na cidade de Pontal do Araguaia, no Mato Grosso, à beira do rio Araguaia - daí seu nome. Posteriormente, os cientistas documentaram a existência da nova espécie também na Chapada dos Guimarães e na cidade mato-grossense de Santa Terezinha. "A descoberta mostra que em 2017 ainda temos espécies a serem descritas no Cerrado, uma região com alto índice de biodiversidade e sob forte impacto da ação humana", afirma Andrade. Seu orientador, Ariovaldo Giaretta, acrescenta à BBC Brasil que o fato de essa região do Brasil estar sob pressão - sobretudo pela expansão do agronegócio - pode colocar em risco eventuais descobertas de outras espécies. "Por acaso achamos essa nova espécie. Quantas outras podem existir? E não temos ideia de o que está sendo perdido nas áreas (de Cerrado) que estão sumindo", diz Giaretta. "Se novos vertebrados ainda estão aparecendo (nas pesquisas), pode haver outras criaturas vivas - invertebrados, plantas. (...) É estarrecedor que (muitas áreas) estejam virando pasto para boi." No estudo, os pesquisadores citam o Cerrado como "um dos mais ameaçados hotspots da Terra, sobretudo pela perda de hábitats por conta do desenvolvimento urbano e agrícola". E a própria araguaius pode estar sob perigo de extinção, por ser uma perereca que habita áreas baixas e, portanto, de interesse do agronegócio. "Ainda precisamos de muitos esforços para conhecer nossa biodiversidade do Cerrado e mais ainda da Amazônia", opina Andrade.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Jaú (Zungaro zungaro)







O jaú (Zungaro zungaro), também conhecido como jundiá-da-lagoa, é um peixe teleósteo que habita as bacias do rio Amazonas e do rio Paraná. É um dos maiores peixes brasileiros. O jaú é um peixe de grande porte, podendo alcançar até 1,5 metros de comprimento total e 120 quilogramas. O corpo é grosso e curto; a cabeça grande e achatada. A coloração varia do pardo-esverdeado-claro a pardo-esverdeado-escuro, com manchas, no dorso, mas o ventre é branco. O indivíduo jovem, chamado jaupoca, apresenta pintas violáceas espalhadas pelo dorso amarelado. É uma espécie piscívora. Vive no canal do rio, principalmente nos poços das cachoeiras, para onde vai no período de água baixa acompanhando os cardumes de Characidae (especialmente curimbatá) que migram rio acima. Na Amazônia, não é importante comercialmente (a carne é considerada "reimosa"), mas é apreciado no Sudeste do Brasil. A pressão de pesca pelos frigoríficos que exportam filé de jaú é muito grande e tem sido responsável pela queda da captura da espécie na Amazônia.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Jovem é autuada por crime ambiental após anunciar venda de jabuti na internet


Uma jovem foi autuada por crime ambiental após ser flagrada anunciando a venda de um filhote de jabuti nas redes sociais em Bauru (SP). Segundo informações da Polícia Ambiental, foi feito contato com a jovem fingindo interesse na compra do animal e quando o endereço foi passado, os policiais foram até o local. A proprietária, de 21 anos, não tinha autorização ambiental para manter o jabuti em cativeiro e ela foi multada em R$ 2,2 mil e pode responder por crime ambiental, já que o caso será encaminhado para a Polícia Civil. O filhote foi apreendido pela Polícia Ambiental, que estuda ainda o local para destinação do jabuti.

Estudos identificam ocorrência de 43 novas espécies de anfíbios e répteis no Amapá


Em 10 anos de pesquisas em campo, 43 novas espécies de anfíbios e répteis foram encontradas por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa). Ao todo, foram catalogadas 285 espécies em 39 pontos estudados no estado. As descobertas identificaram que o Amapá possui quase 50% da fauna desses animais que vivem na região amazônica. O Amapá é o quarto estado com maior diversidade de anfíbios e o terceiro em répteis da Amazônia, informou o Iepa. “Apesar desses pontos estarem espalhados pelo estado inteiro, há algumas áreas que ficaram sem amostragens. Mesmo assim um número muito grande da diversidade de anfíbios e répteis foi registrado no estado. Foram 285 espécies nesse período, tirando o Amapá dessa falta de conhecimento sobre essa herpetofauna”, disse o coordenador da pesquisa, Jucivaldo Lima. Das espécies catalogadas desde 2007, 170 foram encontradas no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, na região Centro-Oeste do Amapá. No local foram achadas novas espécies, como a perereca Hypsiboas diabolicus, e o lagarto Bachia remota, descritas cientificamente em 2016. “Duas delas já foram publicadas no ano passado, uma espécie nova de perereca que ocorre na Floresta Estadual do Amapá e no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, e um lagarto que também é endêmico do Tumucumaque, que ocorre na região da tríplice fronteira de Brasil, Suriname e Guiana Francesa”, contou Lima. O Iepa pretende criar uma lista específica com os animais encontrados no estado, para elencar principalmente as espécies de anfíbios e répteis em extinção. “Algumas espécies de quelônios, por exemplo, têm uso histórico na Amazônia. As populações ribeirinhas utilizam, tem a comercialização ilegal, consumo de carnes e ovos e mesmo assim elas não aparecem nas listas ameaçadas de extinção por falta de informação”, concluiu o pesquisador.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Filhote de baleia que ficou encalhado por quase um dia é devolvido ao mar no RJ



O filhote da baleia-jubarte, que estava encalhado desde quarta-feira (23/08), retornou ao mar na tarde desta quinta-feira (24/08) na Praia da Rasa, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio. Segundo a Defesa Civil, o animal foi devolvido ao mar por volta das 16h com a mobilização de um grupo de pessoas que ajudou na retirada do mamífero da areia. Três retroescavadeiras foram utilizadas durante a ação. Equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Corpo de Bombeiros, da Secretaria de Meio Ambiente e da Defesa Civil colaboraram no resgate. Segundo a Defesa Civil, cerca de 300 pessoas estavam no local acompanhando a retirada. Durante toda a manhã, duas retroescavadeiras atuaram no salvamento. Dezenas de pessoas também utilizaram pás e enxadas para afastar a areia, além de baldes para hidratar o animal. O filhote encalhou na tarde desta quarta-feira (23/08) e, segundo especialistas que estão no local, pode ter se perdido do grupo quando fazia a travessia, passando pelo litoral do Rio com destino a Antártida. A migração acontece nesta época. O filhote apresentava dificuldades para respirar, segundo a avaliação de especialistas que estiveram no local, como o biólogo Marcelo Tardelli Rodrigues. "O animal não está com nenhuma cicatriz, nenhuma marca que indique colisão com navio ou embarcações. Pode ser um animal que estava viajando com a mãe e se perdeu durante a forte ressaca das últimas duas semanas", afirmou o biólogo.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Baleias jubarte dão show para pesquisadores no mar do ES


Todos os anos, as baleias jubarte saem das águas geladas da Antártida, onde se alimentam, e nadam milhares de quilômetros em busca das águas quentes de Abrolhos, no Sul da Bahia, para se reproduzirem. O Espírito Santo está na rota dessas gigantes, por isso pesquisadores têm feito expedições no litoral capixaba para monitorar e estudar a passagem desses animais. A última expedição saiu da Praia de Camburi, em Vitória, no dia 8 de agosto, e não é preciso se afastar muito para avisar os primeiros sinais desses animais. O período que elas são vistas em águas capixabas costuma ser de julho a novembro, mas neste ano elas até se anteciparam um pouco, começando a aparecer ainda em junho. As baleias podem medir até 16 metros e pesar 40 toneladas. Essas gigantes são monitoradas pelo projeto Amigos da Jubarte, que ficam de olho em cada salto, cada movimento. "A gente faz o mapeamento das baleias. Vemos onde elas estão, qual o comportamento, a que distância estão da costa, tempo de avistamento e várias características biológicas delas, como a digital que tem na caudal dela. A gente identifica cada indivíduo, cada grupo e também o que eles estão fazendo aqui", explicou o oceanógrafo Paulo Rodrigues. As fotos são fundamentais na identificação das baleias. Os desenhos nas caudas são como digitais: cada animal tem marcas diferentes. Por isso as imagens vão para um banco de dados, para serem analisadas detalhadamente. Mas registrar a passagem desses animais não é uma tarefa fácil. "Você tem que tentar prestar atenção no comportamento da baleia, ver se os comportamentos se repetem. Por exemplo, você começa a tentar identificar quando vai ser o salto, quando ela vai botar a nadadeira pra fora da água. Começa a ficar mais fácil com a experiência", explicou o fotógrafo Leonardo Merçon. Um drone também é usado para captar imagens das baleias. Além das imagens, o som que os pesquisadores conseguem captar explica muito sobre o comportamento desses mamíferos em águas capixabas. "O macho que é quem 'canta', que faz o som. Ele se comunica tentando interagir coma as fêmeas. Cada população tem um som, um tipo de canto e para cada comportamento: se está atraindo uma fêmea, se está se comunicando, tentando achar um grupo", explicou o oceanógrafo.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Cientistas descobrem duas novas espécies de sapinhos-da-montanha, os minúsculos anfíbios do sul do Brasil



Eles são diferentes da maioria dos sapos. A começar pelo tamanho: medem de 10 a 12 milímetros, menos do que a cabeça de um lápis. Não nadam e, se caírem na água, podem até se afogar. Quase não pulam. Cantam (coaxam) de dia. E nunca passam pela fase de girino. São os Brachycephalus, apelidados pelos cientistas de sapinhos-da-montanha, nativos da região montanhosa da Serra do Mar, no Paraná e em Santa Catarina, a cerca de 1.200 metros de altitude. Estão entre os menores anfíbios do mundo. Agora, duas novas espécies acabam de ser catalogadas por biólogos brasileiros: a Brachycephalus coloratus, de cor laranja, e a Brachycephalus curupira, que é marrom. Ambas vivem em áreas de Mata Atlântica na região metropolitana de Curitiba (PR). Diferem de outras espécies identificadas anteriormente pelas cores e formato do corpo. A descoberta foi publicada em julho no periódico científico PeerJ. "Não está totalmente esclarecido por que os sapinhos-da-montanha são tão pequenos. Eles passaram por um fenômeno evolutivo chamado de miniaturização. Acredita-se que, ao se adaptarem ao ambiente montanhoso, tiveram que diminuir de tamanho, para evitar ressecar e morrer", explica o pesquisador Luiz Fernando Ribeiro, integrante da equipe que fez a descoberta, da ONG Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais. Apesar de serem úmidas, as áreas de montanhas onde os minissapos vivem não têm corpos de água, como rios, lagoas, poças. Cada espécie ocupa uma região pouco extensa, com poucos hectares - às vezes uma única montanha. O coloratus, por exemplo, foi localizado em uma floresta da cidade de Piraquara. Já o curupira, em São José dos Pinhais. "São regiões muito próximas da cidade. Apesar disso, ainda se consegue encontrar espécies novas. Isso mostra que a Mata Atlântica, apesar de ter diminuído muito, ainda abriga uma diversidade muito grande, desconhecida", diz Ribeiro. Para descobrir as duas novas espécies de minianfíbios, os cientistas subiram montanhas da Serra do Mar paranaense e ficaram atentos aos sons. Os sapinhos-da-montanha coacham de dia, ao contrário da maioria dos sapos, que têm hábitos noturnos. Só os machos cantam, para marcar território. A partir daí, é seguir o coachar. Mas, à medida que os pesquisadores se aproximam, os sapinhos-da-montanha se escondem entre as folhagens no chão e ficam em silêncio. "É trabalhoso localizá-los. Eles pulam pouco, mais caminham muito no meio da floresta, são andarilhos. Como são muito pequenos, é muito difícil vê-los. Para achar alguns, é na sorte mesmo", conta Ribeiro. Para facilitar as buscas, a equipe de cientistas usou gravador e microfone direcional para captar até os mínimos sons dos sapos. E depois, ficou tateando as folhagens. As novas espécies são resistentes ao frio. Os pesquisadores chegaram a registrar 4º C negativos na montanha onde vive a Brachycephalus coloratus. É outra diferença em relação à maioria dos sapos, que gosta de ambientes quentes. Muito pequenos, eles se alimentam de bichos menores ainda: invertebrados que vivem no chão, ácaros, formigas, aranhas. O nome sapinhos-das-montanhas é uma alusão aos gorilas-das-montanhas africanos. Começaram a ser encontrados a partir do ano 2000. Desde então, o número de espécies conhecidas está aumentando. Só em 2015, foram catalogadas pelo menos 8 delas. E mais descobertas ainda podem ocorrer.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Baleia jubarte viva encalha em praia de Linhares, no Norte do ES


Uma baleia jubarte viva encalhou na Praia de Urussuquara, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, nesta sexta-feira (4). O animal é considerado quase adulto el tem aproximadamente nove metros. Um equipe já foi ao local para realizar os primeiros procedimentos. Um trecho da praia foi interditado. Nesta época do ano, é comum que esses animais passem pelo litoral do Espírito Santo, para o período de reprodução. Nos últimos dias, outros animais apareceram encalhados em praias do Estado. Um filhote de baleia jubarte, recém-nascido, foi encontrado no sábado (29), dentro da área do Parque Paulo Cesar Vinha, em Guarapari, em um local de difícil acesso. O animal media quase quatro metros de comprimento e estava com algumas lesões no corpo. Uma baleia de 11 metros apareceu morta na tarde de sábado (29), em Marataízes, no litoral Sul do Espírito Santo. O animal foi enterrado na terça-feira (1), após uma operação que durou mais de cinco horas.

Filhote de baleia jubarte é encontrado morto no Litoral Norte de Alagoas


Um filhote de baleia jubarte foi achado morto nesta quarta-feira (9) nas areias da praia de Japaratinga, no Litoral Norte de Alagoas. Segundo a veterinária do Instituto Biota de Conservação, Luciana Medeiros, o corpo do mamífero já está em estado avançado de decomposição. A veterinária afirma que esta não é a primeira ocorrência de encalhe de baleias este ano em Alagoas. Em julho, uma outra encalhou viva em Jequiá da Praia, Litoral Sul de Alagoas, mas conseguiu voltar para o mar. Em junho, outra baleia encalhou no município de Porto de Pedras, mas não resistiu. "Os mamíferos marinhos podem encalhar por doenças e dependência materna, já que muitos filhotes se perdem e não sobrevivem. Eles sofrem as consequências da poluição marinha, por interações com artefatos de pescas em alto-mar e também devido às atividades sísmicas da exploração de petróleo", disse. O Biota explica ainda que a prefeitura da cidade é que está providenciando a retirada da baleia e conta que ela foi encontrada por populares, que avisaram da ocorrência ao Instituto por volta de 8h.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Tartarugas marinhas serão monitoradas na costa do ES atingida pela lama da Samarco


As tartatugas marinhas que costumam visitar o litoral Norte do Espírito Santo serão monitoradas durante cinco anos, pelo projeto Tamar e pela Fundação Renova. O estudo será realizado em 156 km de praia, de Aracruz a Conceição da Barra. Possíveis danos aos animais provocados pela lama da barragem da Samarco serão avaliados. A ideia é avaliar aspectos como reprodução, alimentação e desova, por exemplo, para identificar se houve mudanças na dinâmica das tartarugas do litoral capixaba. Por serem espécies ameaçadas de extinção, podem ser mais sensíveis a mudanças no ambiente. Por isso, o resultado desse monitoramento é um indicador fundamental para avaliar as ações de reparação ambiental executadas pela Renova, após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, que levou lama com sedimentos de minério do Rio Doce até o mar. Os trabalhos começam nos próximos dias e os primeiros resultados serão compartilhados com os órgãos ambientais seis meses após o início do estudo. O levantamento será realizado durante todo o ano e reforçado no período de desova das tartarugas, de setembro a março, quando o monitoramento ocorrerá durante o dia e também no período da noite. Entre os locais monitorados estão áreas como Reserva Biológica de Comboios, a Terra Indígena de Comboios, Povoação, Monsarás, Cacimbas, Ipiranga, Ipiranguinha, Pontal do Ipiranga, Barra Seca/Urussuquara, Campo Grande, Barra Nova e Guriri. A execução das atividades irá mobilizar mão de obra local – pescadores e moradores tradicionais da costa – para detecção e monitoramento das fêmeas, ninhos e filhotes, levando em conta também o conhecimento tradicional da população. Todo o trabalho será supervisionado por técnicos e estagiários para possibilitar os estudos de distribuição espacial e temporal dos ninhos, proteção, identificação das espécies e avaliação do sucesso reprodutivo. As equipes serão alocadas nas bases do Tamar ao longo da área a ser estudada e serão geridas pelos técnicos do Centro Tamar/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Ministério do Meio Ambiente do Brasil adia proibição da captura e venda de guaiamum para 2018


O Ministério do Meio Ambiente adiou para 2018 a proibição da captura e comercialização de uma série de animais marinhos em risco de extinção no Brasil. A lista de animais ameaçados inclui os guaiamuns (espécie de nome científico Cardisoma Guanhumi), prato típico do litoral nordestino, que está classificado em situação crítica. A portaria que torna o manuseio desses animais crime de caça a animal silvestre foi publicada no Diário Oficial da União e vem sendo adiada desde 2014. Segundo a portaria, a captura dos guaiamuns, assim como os outros animais, vai ser permitida até o dia 30 de abril de 2018. O comércio, no entanto, é legal até 30 de junho, contanto que os estabelecimentos tenham estoques declarados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), até 5 de maio do mesmo ano. Quem desobedecer a medida vai se enquadrar no crime de caça a animal silvestre, com multa no valor de R$ 5 mil por pessoa e se a venda ficar comprovada o valor passa para R$ 10 mil. Entre os animais que terão a captura e comércio proibidos em 2018 estão, por exemplo, seis espécies dos peixes conhecidos como 'acaris'. No Nordeste, os guaiamuns fazem muito sucesso na culinária, mas estão ameaçados de extinção. Com a destruição dos manguezais e a captura sem controle, eles quase desapareceram da natureza. Para complicar, a reprodução é muito lenta. Só acontece a partir dos quatro anos de vida e nunca em cativeiro. Quando a medida passar a vigorar, apenas o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem a permissão para captura, transportar e armazenar os guaiamuns para fins de pesquisa e conservação do crustáceo. Os guaiamuns são parentes dos caranguejos e chamam a atenção pela cor azulada. Em 2014 já havia sido proibido o comércio por meio da portaria 445/2014, mas o limite da data para a venda tinha sido prorrogada. Segundo o Ibama, conforme outra portaria, a 395 de 2016, o estoque declarado até o dia 6 de março de 2017 podia ser comercializado até o dia 30 de abril. Agora, os prazos seguem, respectivamente, até 30 de abril e 30 de junho de 2018. A primeira lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente dividia os animais em categorias, de acordo com o risco de extinção. O novo prazo para a proibição vale apenas para as espécies ameaçadas classificadas na categoria Criticamente em Perigo (CR) e Em Perigo (EN) de interesse econômico. As medidas para outros animais, classificados como Vulnerável (VU), por exemplo, compreende fiscalização e uso sustentável, desde que regulamentado e autorizado pelos órgãos federais competentes. Nessa categoria está classificado o sirigado, peixe também bastante presente na culinária nordestina. 

Confira abaixo a lista de animais marinhos que terão a captura e comercialização proibidas em 2018: Cardisoma guanhumi (guaiamum). Lutjanus purpureus (pargo). Sciades parkeri (gurijuba). Genidens barbus (bagre-branco). Scarus zelindae (peixe-papagaio-banana). Sparisoma axillare (peixe-papagaio-cinza). Sparisoma frondosum (peixe-papagaio-cinza). Scarus trispinosus (budião-azul). Leporacanthicus joselimai (acari, cascudo, onça). Parancistrus nudiventris (acari, cascudo, bola azul). Scobinancistrus aureatus (acari-da-pedra). Scobinancistrus pariolispos (acari-da-pedra). Peckoltia compta (acari, cascudo, picota ouro). Peckoltia snethlageae (acari, cascudo, aba branca). Teleocichla prionogenys (joaninha-da-pedra).

sábado, 22 de abril de 2017

Espécie de anfíbio ameaçada em SC é registrada pela 1ª vez em reserva


A perereca-de-vidro, espécie ameaçada em Santa Catarina, foi registrada pela primeira vez na Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual do Complexo Serra da Farofa, localizada na Serra, afirmou a empresa Klabin, que administra o local. O anfíbio mede entre 19 mm e 25 mm e é típico da Mata Atlântica. O animal, Vitreorana uranoscopa, alimenta-se principalmente de insetos e se reproduz em riachos com boa qualidade ambiental, explicou o professor do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Selvino Neckel de Oliveira. "A espécie não está em extinção porque sua distribuição geográfica vai desde o estado de Minas Gerais até a Argentina. Porém, as populações que ocorrem em Santa Catarina estão ameaçadas devido principalmente ao desmatamento e à poluição dos riachos", afirmou. Para que a população do anfíbio não diminua, o professor defende a preservação do habitat do animal. "Essa medida só será efetiva com estudos que envolvam principalmente o sucesso reprodutivo e tamanho populacional. O registro de um individuo em uma área não significa que o local tem qualidade ambiental. Da mesma forma, essa espécie, como outras, precisam de estudos mais detalhados e com maior rigor cientifico". De acordo com a empresa que administra a reserva, o som emitido pelo anfíbio se assemelha a uma colher que bate em um copo de cristal. Seguindo essa vocalização do animal foi possível encontrá-lo. O local da reserva abrange os municípios de Painel, Urupema, Rio Rufino, Urubici e Bocaina do Sul, segundo a Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural de Santa Catarina.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Tubarão-lixa que era mantido em aquário de casa em Ribeirão Preto é resgatado


Uma equipe de biólogos fez o transporte de um tubarão-lixa que estava morando no aquário de uma residência em Ribeirão Preto (SP). O animal, que está na lista de espécies ameaçadas de extinção, foi parar na casa após o dono ter adquirido o mesmo achando que ele não iria aumentar de tamanho. Ao notar que se tratava de um tubarão maior e que iria continuar crescendo, ele decidiu fazer uma entrega voluntária. O oceanógrafo Hugo Gallo Neto explica que essa não é a primeira vez que se depara com uma situação similar e conta que já realizou resgates em outras cidades sob condições similares no passado. O tubarão resgatado apresenta boas condições de saúde e agora será observado por veterinários até poder ser encaminhado a um ambiente próprio para ele. “Ele estava em um aquário há três anos e meio, cresceu e o proprietário, já preocupado com o animal, decidiu fazer uma entrega voluntária. Ele comunicou um órgão ambiental, o qual nos encaminhou e fomos buscar o animal em Ribeirão Preto”, explica Hugo. Inicialmente, o tubarão-lixa chegou às mãos do dono quando media aproximadamente 60 centímetros de comprimento. Segundo o oceanógrafo, o dono acreditou que ele não deveria ficar muito maior do que já estava e decidiu mantê-lo no aquário em sua casa. Com o passar dos anos, entretanto, o ‘pet’ acabou chegando a 1,70 m. “Ele foi deixando e acho que a pessoa, às vezes, quando vê que o animal entra na lista de ameaçados de extinção acaba sentindo medo de estar cometendo uma ilegalidade. Nesse caso, uma conhecida do dono ajudou a convencê-lo a fazer isso e quando finalmente conversamos ele ficou mais tranquilo ao saber que não ia sofrer nenhuma sanção”, diz. O resgate do tubarão foi realizado nesta quarta-feira (22) e o oceanógrafo explica que os donos de animais selvagens devem saber que é possível realizar uma entrega voluntária dos mesmos sem que o proprietário sofra qualquer tipo de penalidade. “Ao fazer uma entrega voluntária, os órgãos entendem que não existe uma aplicação de penalidade. A pessoa fica legalizada e o animal é encaminhado para um lugar melhor onde haverá cuidado constante, com mais espaço. É importante que exista um esclarecimento para que essas pessoas saibam como agir”, finaliza. O tubarão-lixa deverá seguir recebendo atendimento das equipes do Aquário de Ubatuba até que esteja apto para ser encaminhado para seu próprio tanque.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Pesquisadores brasileiros e argentinos descobrem fluorescência em rã



Pesquisadores de Brasil e Argentina identificaram fluorescência em uma rã arborícola encontrada na América do Sul, informou na quinta-feira (16) à AFP um dos autores do estudo. "Este caso é o primeiro registro científico de uma rã fluorescente. Não há relatos precedentes sobre isto, e também sobre estas moléculas que podem ser fluorescentes", declarou Carlos Taboada, um dos pesquisadores. Em um laboratório do Museu Argentino de Ciências Naturais de Comodoro Rivadavia (MACN), em Buenos Aires, Taboada explicou à AFP o alcance do trabalho do qual participou. Taboada trabalha na equipe liderada pelo argentino Julián Faivovich, principal pesquisador do MACN e do Conselho Nacional de Ciência e Técnica (Conicet), cuja descoberta foi recentemente publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Além dos argentinos, participaram da pesquisa os brasileiros Andrés Brunetti e Fausto Carnevale, ambos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Segundo Faivovich, a descoberta "modifica radicalmente o que se conhece sobre a fluorescência em ambientes terrestres, permitiu encontrar novos compostos fluorescentes que podem ter aplicações científicas ou tecnológicas, e gera novas perguntas sobre a comunicação visual entre anfíbios". Integrante do departamento de Biodiversidade e Biologia Experimental da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires, o pesquisador explica que a origem da fluorescência se deve a "uma combinação da emissão (de compostos) das glândulas da pele e da linfa, que é filtrada pelas células pigmentares também da pele, que nesta espécie é translúcida". Há seis anos, a equipe tentava explicar a origem metabólica dos pigmentos em rãs quando encontraram a fluorescência, revelou Taboada em entrevista no laboratório biológico.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Mulher encontra jacaré de 2 metros na frente de casa em João Pessoa


Uma moradora do bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, levou um susto ao acordar na manhã desta quinta-feira (2). A dona de casa Irene Soares encontrou um jacaré de aproximadamente 2 metros de comprimento em frente à casa onde mora. Para evitar que alguém se machucasse, ela deixou o animal entrar no terraço da casa. Ninguém ficou ferido. O réptil foi capturado pela Polícia Militar e levado para o Centro de Triagem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Segundo a polícia, o jacaré é do tipo papo amarelo e tem cerca de 2 metros de comprimento. Ele foi achado por volta das 6h, no portão da casa. "Meu filho ia saindo para trabalhar e me chamou: 'Mamãe, tem um jacaré aqui no portão!'. Aí encheu de gente e começou a mexer com ele [o jacaré]", conta a dona da casa. Em seguida, com medo de que alguém levasse uma mordida do animal, ela abriu o portão e deixou o jacaré entrar no terraço. "Eu coloquei aqui dentro, por que seria melhor, né? Eu ia sair com as crianças para a escola, desisti porque não deu. E chamei a polícia", lembra. A polícia chegou ao local por volta das 9h e fez o resgate do animal. "É uma captura que exige bastante cautela, uma vez que esse animal é muito perigoso. [Em] Uma mordida, você pode facilmente perder um membro. Então, precisamos ter a presença de duas viaturas. E, mesmo assim, levamos cerca de 30 minutos para poder efetuar a captura", relata o cabo Joel, do Batalhão de Polícia Ambiental.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Dois golfinhos e uma tartaruga são achados mortos em praias de Maceió



Dois golfinhos e uma tartaruga foram encontrados mortos em menos de 24 horas em Maceió. Um deles foi na manhã desta quarta-feira (8), na Praia de Ipioca. Ainda não se sabe as causas da morte e a espécie do animal. Na tarde de terça (7), os biólogos acharam na Jatiúca um outro golfinho em avançado estado de decomposição e uma tartaruga-verde. De acordo com Bruno Stefanis, do Instituto Biota de Conservação, os animais foram encontrados durante o monitoramento do projeto Biota Mar, um aplicativo para smartphones pelo qual é possível fazer a foto do animal e ter as coordenadas geográficas do local. "O animal foi encontrado durante o monitoramento que fazemos três vezes por semana, de Maceió até a Barra de Santo Antônio", afirma. De acordo com Stefanis, o Biota costuma encontrar durante o ano cerca de 12 animais mortos, entre golfinhos e baleias, em Maceió, mas ele diz que o número vem crescendo. "Percebemos que esse número está aumentando, assim como nossos esforços para catalogar os animais no litoral", afirma.