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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Baleias jubarte dão show para pesquisadores no mar do ES


Todos os anos, as baleias jubarte saem das águas geladas da Antártida, onde se alimentam, e nadam milhares de quilômetros em busca das águas quentes de Abrolhos, no Sul da Bahia, para se reproduzirem. O Espírito Santo está na rota dessas gigantes, por isso pesquisadores têm feito expedições no litoral capixaba para monitorar e estudar a passagem desses animais. A última expedição saiu da Praia de Camburi, em Vitória, no dia 8 de agosto, e não é preciso se afastar muito para avisar os primeiros sinais desses animais. O período que elas são vistas em águas capixabas costuma ser de julho a novembro, mas neste ano elas até se anteciparam um pouco, começando a aparecer ainda em junho. As baleias podem medir até 16 metros e pesar 40 toneladas. Essas gigantes são monitoradas pelo projeto Amigos da Jubarte, que ficam de olho em cada salto, cada movimento. "A gente faz o mapeamento das baleias. Vemos onde elas estão, qual o comportamento, a que distância estão da costa, tempo de avistamento e várias características biológicas delas, como a digital que tem na caudal dela. A gente identifica cada indivíduo, cada grupo e também o que eles estão fazendo aqui", explicou o oceanógrafo Paulo Rodrigues. As fotos são fundamentais na identificação das baleias. Os desenhos nas caudas são como digitais: cada animal tem marcas diferentes. Por isso as imagens vão para um banco de dados, para serem analisadas detalhadamente. Mas registrar a passagem desses animais não é uma tarefa fácil. "Você tem que tentar prestar atenção no comportamento da baleia, ver se os comportamentos se repetem. Por exemplo, você começa a tentar identificar quando vai ser o salto, quando ela vai botar a nadadeira pra fora da água. Começa a ficar mais fácil com a experiência", explicou o fotógrafo Leonardo Merçon. Um drone também é usado para captar imagens das baleias. Além das imagens, o som que os pesquisadores conseguem captar explica muito sobre o comportamento desses mamíferos em águas capixabas. "O macho que é quem 'canta', que faz o som. Ele se comunica tentando interagir coma as fêmeas. Cada população tem um som, um tipo de canto e para cada comportamento: se está atraindo uma fêmea, se está se comunicando, tentando achar um grupo", explicou o oceanógrafo.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Cientistas descobrem duas novas espécies de sapinhos-da-montanha, os minúsculos anfíbios do sul do Brasil



Eles são diferentes da maioria dos sapos. A começar pelo tamanho: medem de 10 a 12 milímetros, menos do que a cabeça de um lápis. Não nadam e, se caírem na água, podem até se afogar. Quase não pulam. Cantam (coaxam) de dia. E nunca passam pela fase de girino. São os Brachycephalus, apelidados pelos cientistas de sapinhos-da-montanha, nativos da região montanhosa da Serra do Mar, no Paraná e em Santa Catarina, a cerca de 1.200 metros de altitude. Estão entre os menores anfíbios do mundo. Agora, duas novas espécies acabam de ser catalogadas por biólogos brasileiros: a Brachycephalus coloratus, de cor laranja, e a Brachycephalus curupira, que é marrom. Ambas vivem em áreas de Mata Atlântica na região metropolitana de Curitiba (PR). Diferem de outras espécies identificadas anteriormente pelas cores e formato do corpo. A descoberta foi publicada em julho no periódico científico PeerJ. "Não está totalmente esclarecido por que os sapinhos-da-montanha são tão pequenos. Eles passaram por um fenômeno evolutivo chamado de miniaturização. Acredita-se que, ao se adaptarem ao ambiente montanhoso, tiveram que diminuir de tamanho, para evitar ressecar e morrer", explica o pesquisador Luiz Fernando Ribeiro, integrante da equipe que fez a descoberta, da ONG Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais. Apesar de serem úmidas, as áreas de montanhas onde os minissapos vivem não têm corpos de água, como rios, lagoas, poças. Cada espécie ocupa uma região pouco extensa, com poucos hectares - às vezes uma única montanha. O coloratus, por exemplo, foi localizado em uma floresta da cidade de Piraquara. Já o curupira, em São José dos Pinhais. "São regiões muito próximas da cidade. Apesar disso, ainda se consegue encontrar espécies novas. Isso mostra que a Mata Atlântica, apesar de ter diminuído muito, ainda abriga uma diversidade muito grande, desconhecida", diz Ribeiro. Para descobrir as duas novas espécies de minianfíbios, os cientistas subiram montanhas da Serra do Mar paranaense e ficaram atentos aos sons. Os sapinhos-da-montanha coacham de dia, ao contrário da maioria dos sapos, que têm hábitos noturnos. Só os machos cantam, para marcar território. A partir daí, é seguir o coachar. Mas, à medida que os pesquisadores se aproximam, os sapinhos-da-montanha se escondem entre as folhagens no chão e ficam em silêncio. "É trabalhoso localizá-los. Eles pulam pouco, mais caminham muito no meio da floresta, são andarilhos. Como são muito pequenos, é muito difícil vê-los. Para achar alguns, é na sorte mesmo", conta Ribeiro. Para facilitar as buscas, a equipe de cientistas usou gravador e microfone direcional para captar até os mínimos sons dos sapos. E depois, ficou tateando as folhagens. As novas espécies são resistentes ao frio. Os pesquisadores chegaram a registrar 4º C negativos na montanha onde vive a Brachycephalus coloratus. É outra diferença em relação à maioria dos sapos, que gosta de ambientes quentes. Muito pequenos, eles se alimentam de bichos menores ainda: invertebrados que vivem no chão, ácaros, formigas, aranhas. O nome sapinhos-das-montanhas é uma alusão aos gorilas-das-montanhas africanos. Começaram a ser encontrados a partir do ano 2000. Desde então, o número de espécies conhecidas está aumentando. Só em 2015, foram catalogadas pelo menos 8 delas. E mais descobertas ainda podem ocorrer.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Baleia jubarte viva encalha em praia de Linhares, no Norte do ES


Uma baleia jubarte viva encalhou na Praia de Urussuquara, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, nesta sexta-feira (4). O animal é considerado quase adulto el tem aproximadamente nove metros. Um equipe já foi ao local para realizar os primeiros procedimentos. Um trecho da praia foi interditado. Nesta época do ano, é comum que esses animais passem pelo litoral do Espírito Santo, para o período de reprodução. Nos últimos dias, outros animais apareceram encalhados em praias do Estado. Um filhote de baleia jubarte, recém-nascido, foi encontrado no sábado (29), dentro da área do Parque Paulo Cesar Vinha, em Guarapari, em um local de difícil acesso. O animal media quase quatro metros de comprimento e estava com algumas lesões no corpo. Uma baleia de 11 metros apareceu morta na tarde de sábado (29), em Marataízes, no litoral Sul do Espírito Santo. O animal foi enterrado na terça-feira (1), após uma operação que durou mais de cinco horas.

Filhote de baleia jubarte é encontrado morto no Litoral Norte de Alagoas


Um filhote de baleia jubarte foi achado morto nesta quarta-feira (9) nas areias da praia de Japaratinga, no Litoral Norte de Alagoas. Segundo a veterinária do Instituto Biota de Conservação, Luciana Medeiros, o corpo do mamífero já está em estado avançado de decomposição. A veterinária afirma que esta não é a primeira ocorrência de encalhe de baleias este ano em Alagoas. Em julho, uma outra encalhou viva em Jequiá da Praia, Litoral Sul de Alagoas, mas conseguiu voltar para o mar. Em junho, outra baleia encalhou no município de Porto de Pedras, mas não resistiu. "Os mamíferos marinhos podem encalhar por doenças e dependência materna, já que muitos filhotes se perdem e não sobrevivem. Eles sofrem as consequências da poluição marinha, por interações com artefatos de pescas em alto-mar e também devido às atividades sísmicas da exploração de petróleo", disse. O Biota explica ainda que a prefeitura da cidade é que está providenciando a retirada da baleia e conta que ela foi encontrada por populares, que avisaram da ocorrência ao Instituto por volta de 8h.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Tartarugas marinhas serão monitoradas na costa do ES atingida pela lama da Samarco


As tartatugas marinhas que costumam visitar o litoral Norte do Espírito Santo serão monitoradas durante cinco anos, pelo projeto Tamar e pela Fundação Renova. O estudo será realizado em 156 km de praia, de Aracruz a Conceição da Barra. Possíveis danos aos animais provocados pela lama da barragem da Samarco serão avaliados. A ideia é avaliar aspectos como reprodução, alimentação e desova, por exemplo, para identificar se houve mudanças na dinâmica das tartarugas do litoral capixaba. Por serem espécies ameaçadas de extinção, podem ser mais sensíveis a mudanças no ambiente. Por isso, o resultado desse monitoramento é um indicador fundamental para avaliar as ações de reparação ambiental executadas pela Renova, após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, que levou lama com sedimentos de minério do Rio Doce até o mar. Os trabalhos começam nos próximos dias e os primeiros resultados serão compartilhados com os órgãos ambientais seis meses após o início do estudo. O levantamento será realizado durante todo o ano e reforçado no período de desova das tartarugas, de setembro a março, quando o monitoramento ocorrerá durante o dia e também no período da noite. Entre os locais monitorados estão áreas como Reserva Biológica de Comboios, a Terra Indígena de Comboios, Povoação, Monsarás, Cacimbas, Ipiranga, Ipiranguinha, Pontal do Ipiranga, Barra Seca/Urussuquara, Campo Grande, Barra Nova e Guriri. A execução das atividades irá mobilizar mão de obra local – pescadores e moradores tradicionais da costa – para detecção e monitoramento das fêmeas, ninhos e filhotes, levando em conta também o conhecimento tradicional da população. Todo o trabalho será supervisionado por técnicos e estagiários para possibilitar os estudos de distribuição espacial e temporal dos ninhos, proteção, identificação das espécies e avaliação do sucesso reprodutivo. As equipes serão alocadas nas bases do Tamar ao longo da área a ser estudada e serão geridas pelos técnicos do Centro Tamar/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Ministério do Meio Ambiente do Brasil adia proibição da captura e venda de guaiamum para 2018


O Ministério do Meio Ambiente adiou para 2018 a proibição da captura e comercialização de uma série de animais marinhos em risco de extinção no Brasil. A lista de animais ameaçados inclui os guaiamuns (espécie de nome científico Cardisoma Guanhumi), prato típico do litoral nordestino, que está classificado em situação crítica. A portaria que torna o manuseio desses animais crime de caça a animal silvestre foi publicada no Diário Oficial da União e vem sendo adiada desde 2014. Segundo a portaria, a captura dos guaiamuns, assim como os outros animais, vai ser permitida até o dia 30 de abril de 2018. O comércio, no entanto, é legal até 30 de junho, contanto que os estabelecimentos tenham estoques declarados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), até 5 de maio do mesmo ano. Quem desobedecer a medida vai se enquadrar no crime de caça a animal silvestre, com multa no valor de R$ 5 mil por pessoa e se a venda ficar comprovada o valor passa para R$ 10 mil. Entre os animais que terão a captura e comércio proibidos em 2018 estão, por exemplo, seis espécies dos peixes conhecidos como 'acaris'. No Nordeste, os guaiamuns fazem muito sucesso na culinária, mas estão ameaçados de extinção. Com a destruição dos manguezais e a captura sem controle, eles quase desapareceram da natureza. Para complicar, a reprodução é muito lenta. Só acontece a partir dos quatro anos de vida e nunca em cativeiro. Quando a medida passar a vigorar, apenas o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem a permissão para captura, transportar e armazenar os guaiamuns para fins de pesquisa e conservação do crustáceo. Os guaiamuns são parentes dos caranguejos e chamam a atenção pela cor azulada. Em 2014 já havia sido proibido o comércio por meio da portaria 445/2014, mas o limite da data para a venda tinha sido prorrogada. Segundo o Ibama, conforme outra portaria, a 395 de 2016, o estoque declarado até o dia 6 de março de 2017 podia ser comercializado até o dia 30 de abril. Agora, os prazos seguem, respectivamente, até 30 de abril e 30 de junho de 2018. A primeira lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente dividia os animais em categorias, de acordo com o risco de extinção. O novo prazo para a proibição vale apenas para as espécies ameaçadas classificadas na categoria Criticamente em Perigo (CR) e Em Perigo (EN) de interesse econômico. As medidas para outros animais, classificados como Vulnerável (VU), por exemplo, compreende fiscalização e uso sustentável, desde que regulamentado e autorizado pelos órgãos federais competentes. Nessa categoria está classificado o sirigado, peixe também bastante presente na culinária nordestina. 

Confira abaixo a lista de animais marinhos que terão a captura e comercialização proibidas em 2018: Cardisoma guanhumi (guaiamum). Lutjanus purpureus (pargo). Sciades parkeri (gurijuba). Genidens barbus (bagre-branco). Scarus zelindae (peixe-papagaio-banana). Sparisoma axillare (peixe-papagaio-cinza). Sparisoma frondosum (peixe-papagaio-cinza). Scarus trispinosus (budião-azul). Leporacanthicus joselimai (acari, cascudo, onça). Parancistrus nudiventris (acari, cascudo, bola azul). Scobinancistrus aureatus (acari-da-pedra). Scobinancistrus pariolispos (acari-da-pedra). Peckoltia compta (acari, cascudo, picota ouro). Peckoltia snethlageae (acari, cascudo, aba branca). Teleocichla prionogenys (joaninha-da-pedra).

sábado, 22 de abril de 2017

Espécie de anfíbio ameaçada em SC é registrada pela 1ª vez em reserva


A perereca-de-vidro, espécie ameaçada em Santa Catarina, foi registrada pela primeira vez na Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual do Complexo Serra da Farofa, localizada na Serra, afirmou a empresa Klabin, que administra o local. O anfíbio mede entre 19 mm e 25 mm e é típico da Mata Atlântica. O animal, Vitreorana uranoscopa, alimenta-se principalmente de insetos e se reproduz em riachos com boa qualidade ambiental, explicou o professor do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Selvino Neckel de Oliveira. "A espécie não está em extinção porque sua distribuição geográfica vai desde o estado de Minas Gerais até a Argentina. Porém, as populações que ocorrem em Santa Catarina estão ameaçadas devido principalmente ao desmatamento e à poluição dos riachos", afirmou. Para que a população do anfíbio não diminua, o professor defende a preservação do habitat do animal. "Essa medida só será efetiva com estudos que envolvam principalmente o sucesso reprodutivo e tamanho populacional. O registro de um individuo em uma área não significa que o local tem qualidade ambiental. Da mesma forma, essa espécie, como outras, precisam de estudos mais detalhados e com maior rigor cientifico". De acordo com a empresa que administra a reserva, o som emitido pelo anfíbio se assemelha a uma colher que bate em um copo de cristal. Seguindo essa vocalização do animal foi possível encontrá-lo. O local da reserva abrange os municípios de Painel, Urupema, Rio Rufino, Urubici e Bocaina do Sul, segundo a Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural de Santa Catarina.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Tubarão-lixa que era mantido em aquário de casa em Ribeirão Preto é resgatado


Uma equipe de biólogos fez o transporte de um tubarão-lixa que estava morando no aquário de uma residência em Ribeirão Preto (SP). O animal, que está na lista de espécies ameaçadas de extinção, foi parar na casa após o dono ter adquirido o mesmo achando que ele não iria aumentar de tamanho. Ao notar que se tratava de um tubarão maior e que iria continuar crescendo, ele decidiu fazer uma entrega voluntária. O oceanógrafo Hugo Gallo Neto explica que essa não é a primeira vez que se depara com uma situação similar e conta que já realizou resgates em outras cidades sob condições similares no passado. O tubarão resgatado apresenta boas condições de saúde e agora será observado por veterinários até poder ser encaminhado a um ambiente próprio para ele. “Ele estava em um aquário há três anos e meio, cresceu e o proprietário, já preocupado com o animal, decidiu fazer uma entrega voluntária. Ele comunicou um órgão ambiental, o qual nos encaminhou e fomos buscar o animal em Ribeirão Preto”, explica Hugo. Inicialmente, o tubarão-lixa chegou às mãos do dono quando media aproximadamente 60 centímetros de comprimento. Segundo o oceanógrafo, o dono acreditou que ele não deveria ficar muito maior do que já estava e decidiu mantê-lo no aquário em sua casa. Com o passar dos anos, entretanto, o ‘pet’ acabou chegando a 1,70 m. “Ele foi deixando e acho que a pessoa, às vezes, quando vê que o animal entra na lista de ameaçados de extinção acaba sentindo medo de estar cometendo uma ilegalidade. Nesse caso, uma conhecida do dono ajudou a convencê-lo a fazer isso e quando finalmente conversamos ele ficou mais tranquilo ao saber que não ia sofrer nenhuma sanção”, diz. O resgate do tubarão foi realizado nesta quarta-feira (22) e o oceanógrafo explica que os donos de animais selvagens devem saber que é possível realizar uma entrega voluntária dos mesmos sem que o proprietário sofra qualquer tipo de penalidade. “Ao fazer uma entrega voluntária, os órgãos entendem que não existe uma aplicação de penalidade. A pessoa fica legalizada e o animal é encaminhado para um lugar melhor onde haverá cuidado constante, com mais espaço. É importante que exista um esclarecimento para que essas pessoas saibam como agir”, finaliza. O tubarão-lixa deverá seguir recebendo atendimento das equipes do Aquário de Ubatuba até que esteja apto para ser encaminhado para seu próprio tanque.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Pesquisadores brasileiros e argentinos descobrem fluorescência em rã



Pesquisadores de Brasil e Argentina identificaram fluorescência em uma rã arborícola encontrada na América do Sul, informou na quinta-feira (16) à AFP um dos autores do estudo. "Este caso é o primeiro registro científico de uma rã fluorescente. Não há relatos precedentes sobre isto, e também sobre estas moléculas que podem ser fluorescentes", declarou Carlos Taboada, um dos pesquisadores. Em um laboratório do Museu Argentino de Ciências Naturais de Comodoro Rivadavia (MACN), em Buenos Aires, Taboada explicou à AFP o alcance do trabalho do qual participou. Taboada trabalha na equipe liderada pelo argentino Julián Faivovich, principal pesquisador do MACN e do Conselho Nacional de Ciência e Técnica (Conicet), cuja descoberta foi recentemente publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Além dos argentinos, participaram da pesquisa os brasileiros Andrés Brunetti e Fausto Carnevale, ambos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Segundo Faivovich, a descoberta "modifica radicalmente o que se conhece sobre a fluorescência em ambientes terrestres, permitiu encontrar novos compostos fluorescentes que podem ter aplicações científicas ou tecnológicas, e gera novas perguntas sobre a comunicação visual entre anfíbios". Integrante do departamento de Biodiversidade e Biologia Experimental da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires, o pesquisador explica que a origem da fluorescência se deve a "uma combinação da emissão (de compostos) das glândulas da pele e da linfa, que é filtrada pelas células pigmentares também da pele, que nesta espécie é translúcida". Há seis anos, a equipe tentava explicar a origem metabólica dos pigmentos em rãs quando encontraram a fluorescência, revelou Taboada em entrevista no laboratório biológico.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Mulher encontra jacaré de 2 metros na frente de casa em João Pessoa


Uma moradora do bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, levou um susto ao acordar na manhã desta quinta-feira (2). A dona de casa Irene Soares encontrou um jacaré de aproximadamente 2 metros de comprimento em frente à casa onde mora. Para evitar que alguém se machucasse, ela deixou o animal entrar no terraço da casa. Ninguém ficou ferido. O réptil foi capturado pela Polícia Militar e levado para o Centro de Triagem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Segundo a polícia, o jacaré é do tipo papo amarelo e tem cerca de 2 metros de comprimento. Ele foi achado por volta das 6h, no portão da casa. "Meu filho ia saindo para trabalhar e me chamou: 'Mamãe, tem um jacaré aqui no portão!'. Aí encheu de gente e começou a mexer com ele [o jacaré]", conta a dona da casa. Em seguida, com medo de que alguém levasse uma mordida do animal, ela abriu o portão e deixou o jacaré entrar no terraço. "Eu coloquei aqui dentro, por que seria melhor, né? Eu ia sair com as crianças para a escola, desisti porque não deu. E chamei a polícia", lembra. A polícia chegou ao local por volta das 9h e fez o resgate do animal. "É uma captura que exige bastante cautela, uma vez que esse animal é muito perigoso. [Em] Uma mordida, você pode facilmente perder um membro. Então, precisamos ter a presença de duas viaturas. E, mesmo assim, levamos cerca de 30 minutos para poder efetuar a captura", relata o cabo Joel, do Batalhão de Polícia Ambiental.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Dois golfinhos e uma tartaruga são achados mortos em praias de Maceió



Dois golfinhos e uma tartaruga foram encontrados mortos em menos de 24 horas em Maceió. Um deles foi na manhã desta quarta-feira (8), na Praia de Ipioca. Ainda não se sabe as causas da morte e a espécie do animal. Na tarde de terça (7), os biólogos acharam na Jatiúca um outro golfinho em avançado estado de decomposição e uma tartaruga-verde. De acordo com Bruno Stefanis, do Instituto Biota de Conservação, os animais foram encontrados durante o monitoramento do projeto Biota Mar, um aplicativo para smartphones pelo qual é possível fazer a foto do animal e ter as coordenadas geográficas do local. "O animal foi encontrado durante o monitoramento que fazemos três vezes por semana, de Maceió até a Barra de Santo Antônio", afirma. De acordo com Stefanis, o Biota costuma encontrar durante o ano cerca de 12 animais mortos, entre golfinhos e baleias, em Maceió, mas ele diz que o número vem crescendo. "Percebemos que esse número está aumentando, assim como nossos esforços para catalogar os animais no litoral", afirma.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Andada do caranguejo-uça começa e captura fica proibida no ES


O primeiro período de 'andada' do caranguejo-ucá começa no dia 28 de janeiro e termina no dia 4 de fevereiro em todo o Espírito Santo - exceto no município de Anchieta, onde teve início no dia 13 e termina nesta quinta-feira (19). Nesse intervalo, é proibido capturar, transportar, armazenar e comercializar os animais. O objetivo é a preservação da espécie e a reprodução. O Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) vai intensificar a fiscalização e as ações educativas, já que a pesca predatória ameaça a sustentabilidade dos recursos pesqueiros. Quem desobedecer às determinações vai ser responsabilizado por crime ambiental. A pena prevista é a detenção de um a três anos e multa. A 'andada' é o nome dado ao período reprodutivo do caranguejo-uçá, no qual os machos e fêmeas saem das tocas para o acasalamento e andam pelo manguezal para a liberação de ovos, tornando-se vulneráveis à pesca predatória. Durante os períodos da 'andada', não é permitido o estoque, mesmo que o crustáceo tenha vindo de outro estado ou país. As denúncias devem ser feitas através dos telefones 190, 181 ou 3636-1650. 

Andadas em 2017 (exceto o município de Anchieta): 
1º Período: de 28/01 a 04/02; 2º Período: de 27/02 a 05/03; 3º Período: de 28/03 a 03/04; 

No município de Anchieta: 1º Período: de 13/01 a 19/01 e 28/01 a 04/02; 2º Período: de 11/02 a 18/02 e 27/02 a 05/03; 3º Período: de 13/03 a 20/03 e 28/03 a 03/04.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Debilitado no ES, elefante-marinho 'Fred' precisa de tratamento


O elefante-marinho Fred, que reapareceu no estado no domingo (22), permanece na praia de Campo Grande, em São Mateus, Norte do Espírito Santo. Desde que chegou à praia, o animal começou a ser monitorado por pesquisadores do Instituto Baleia Jubarte, do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos, e de uma empresa privada. A veterinária Adriana Colosio disse que Fred perdeu muito peso nos últimos 15 dias, desde sua última aparição no litoral capixaba, e isso preocupa os pesquisadores. “Ele está bem magro, debilitado, sinal que está com alguma doença. Ele está precisando de medicamento, de intervenção, mas vamos entrar em um consenso para ver a melhor forma de fazer isso. Estamos cuidando pra ele não voltar pra água. Ele vai permanecer aqui até decidirmos como tratá-lo”, explicou a veterinária. Para garantir que Fred não volte para o mar antes de ser tratado, tapumes foram colocados ao redor do animal. Médicos veterinários do Instituto de Mamíferos Aquáticos, da Bahia, estão a caminho do Espírito Santo para se juntarem aos outros pesquisadores e iniciarem um tratamento no elefante-marinho . Fred visita o Estado desde a Copa do Mundo de 2014. Por se movimentar devagar, foi apelidado de Fred, jogador da Seleção Brasileira da época.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Baleia jubarte é encontrada morta em Vila Velha, ES


Uma baleia jubarte morta encalhou próximo ao Morro do Moreno, em Vila Velha, na última segunda-feira, 12/09. O diretor do Instituto Orca, Lupércio Araújo, disse que a baleia está em estado de decomposição e em um local de difícil acesso para a máquina usada na remoção do animal. O militar da reserva Carlos Salles fez imagens da baleia na tarde de domingo (11), em Vitória. Nesta segunda-feira (12), ela foi levada pela maré até uma região próxima ao mangue, em Vila Velha. Moradores da região reclamam do mau cheiro, mas, segundo Lupércio, ainda não é possível fazer a retirada do animal. “No local onde ela está agora a máquina não chega. Vamos ter que esperar pra ver se a maré leva ela para outro lugar para que possa ser removida. Caso contrário, vai dar trabalho, vamos precisar da ajuda do Porto se ela encalhar mesmo aqui onde está agora”, disse. Lupércio disse ainda que a baleia é um semi adulto, tem cerca de oito metros e 10 toneladas. A Prefeitura de Vila Velha informou que comunicou aos órgãos competentes sobre a presença da baleia na orla do município. Caso a baleia, com a ajuda da maré, chegue à areia da praia a prefeitura providenciará a sua retirada.

Com seca, pescadores flagram boto rosa às margens de rio


Um vídeo gravado na quarta-feira (14) em Marechal Thaumaturgo, interior do Acre, mostra a movimentação de pescadores tentando ajudar um boto rosa, animal ameaçado de extinção, que foi flagrado às margens do Rio Juruá. Os pescadores alegam que, devido ao baixo nível do rio, o animal ficou preso em um "poço" no manancial. O Rio Juruá encontra-se com o menor nível já registrado em cinco anos, com 2,31 metros. Na imagem, é possível ver que o animal estava em uma área próxima à superfície e se debatia. O pescador Antônio Nascimento, de 35 anos, conta que eram dois botos que ficaram presos em um "poço" dentro do rio. Porém, o vídeo mostra apenas um animal. “Estava tentando passar com o barco, quando vi os moradores tirando foto. Quando cheguei lá, vi o boto, eram dois, e foi um pouco complicado levar eles até o ponto fundo”, contou. Nascimento disse ainda que um dos animais estava ferido, mas que a ferida já estava em fase de cicatrização e que nunca tinha chegado tão perto de um boto. “Eu nunca tinha chegado tão próximo assim. Para mim, foi uma boa experiência saber que salvei esses botos. É a natureza e temos que preservar ”, destacou. Uma das grandes ameaças à espécie são as redes dos pescadores armadas em rios e lagoas e a poluição das águas. Por isso, o pescador que ajudou no resgate acredita que desempenhou um papel fundamental para o meio ambiente. “Eles acabam com tudo, rasgam tarrafa, comem os peixes. Mas, fazem parte da nossa história. Me senti muito bem salvando a vida de um ser vivo”, finalizou. Após conseguir retirar o boto do "poço", Nascimento garante que os dois animais foram liberados em um local mais fundo do rio. O major do Corpo de Bombeiros Cláudio Falcão explica que durante a estiagem o rio fica bastante seco, porém, formam partes mais fundas, que podem ser chamadas de poços. Ele ressalta ainda que a orientação ao ver um animal encalhado ou com dificuldades para nadar, é chamar os Bombeiros ou um órgão ambiental. "O mais correto é chamar o Corpo de Bombeiros por termos uma técnica mais especializada para fazer esse resgate. Porque, às vezes, podem não machucar fisicamente, mas podem causar um estresse no animal. E, mesmo de volta ao seu habitat natural, o animal pode morrer devido ao estresse causado", orientou. O boto-cor-de-rosa ou boto-vermelho, como chamam os ribeirinhos, pode chegar a 2,5 metros de comprimento e pesar 160 kg. Todos nascem de cor cinza, a coloração rosa começa a sobrepor, da barriga para as costas, com o amadurecimento sexual, a partir de 6 a 7 anos. Como os demais cetáceos, os botos evoluíram de animais terrestres que se adaptaram à vida aquática há cerca de 50 milhões de anos, no Período Cenozóico. Espécie endêmica da América do Sul, o boto-cor-de-rosa ocorre numa área de aproximadamente 7 milhões de km². A bióloga Joseline Guimarães explica que esta é a espécie Inia geoffrensis. "Tem ampla distribuição na América latina, possui hábitos em grupos e por vezes solitários, principalmente na hora da alimentação. Sua alimentação é bastante diversificada, já foram registrados 50 espécies de peixes, o que torna o boto como uma espécie importante na manutenção do ecossistema", explica. A biológa diz ainda que atualmente os dados sobre a conservação da espécie são insuficientes e precisam de mais pesquisas científicas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Espécies marinhas são declaradas patrimônio natural pelo governo do PI - Brasil


O governador Wellington Dias (PT) sancionou na terça-feira (29) uma lei que institui o Dia Estadual de Conservação da Biodiversidade Marinha e Costeira no Piauí. No documento, também foram declarados como patrimônio natural do estado as espécies peixe-boi, tartaruga-marinha e o cavalo-marinho. Conforme a lei publicada no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (31), o dia estadual será comemorado anualmente em 28 de agosto. O governo justifica a medida destacando a importância de promover ações e atividades que divulguem o potencial socioeconômico e ambiental do estado resultantes da proteção do ambiente natural, da história das comunidades e de suas relações com a biodiversidade marinha. De acordo com o documento, o governo terá que promover agendas ambientais comuns que integrem poder público, centros de pesquisas, organizações não governamentais e outras representações da sociedade civil. O Executivo estadual também destaca a necessidade de coibir práticas que causem danos às espécies contempladas na nova lei. O governo promete divulgar por meio de ações promocionais de turismo o status de patrimônio natural conferido aos animais. O Dia Estadual de Conservação da Biodiversidade Marinha e Costeira passará a constar no calendário oficial de eventos do estado. A proposta sancionada pelo governador Wellington Dias foi de autoria do deputado estadual Antônio Félix (PSD). Segundo Werlanne Magalhães, bióloga e vice-presidente do Projeto Biodiversidade Marinha do Delta (Biomade), a sanção da nova lei é um reconhecimento das espécies e também contribui para o engrandecimento do setor do turismo na região. Ele destaca que zelar o meio ambiente significa cuidar da qualidade de vida tanto dos animais como das pessoas. "Nós ficamos muito felizes com a sanção da lei. Participamos das discussões juntamente com o ICMBio para que essa reivindicação fosse atendida. O reconhecimento desses animais, que estão em extinção, valoriza o turismo e traz visibilidade para a nossa região. O setor de turismo e a comunidade ganham com essa lei", falou. A bióloga destacou ainda que a tartaruga marinha já havia sido contemplada com uma data alusiva à espécie em duas cidades do litoral piauiense.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Lobo-marinho é flagrado por pescador 'passeando' em praia de Guarujá, SP


Um lobo-marinho foi flagrado passeando à vontade, na última quinta-feira (18), próximo à uma praia de Guarujá, no litoral de São Paulo. O momento curioso chamou a atenção de pescadores que estavam próximos à praia do Góes e resolveram gravar o animal. "Estou todos os dias no mar e a natureza sempre nos dá um presente. A imagem é perfeita", conta o guia de pesca Carlinhos Skinão, que arriscou até um selfie com o animal. Segundo biólogos ouvidos pelo G1, o lobo-marinho não possui nenhum sinal aparente de machucado e parece bem de saúde. É possível também que ele tenha visitado o litoral paulista em busca dos cardumes que existem na região. Os especialistas recomendam ainda manter distância e não tocar o animal. "É comum agora no inverno eles virem pra cá em busca de alimento e passam este tempo todo na água, mas às vezes até podem ir até a areia descansar. Eles costumam se deslocar por longas distâncias em busca de colônias para reprodução, que ficam no Peru, Argentina e Uruguai", explica Rosane Farah, bióloga do Instituto Gremar, que atua no monitoramento das praias da região e no resgate e reabilitação de animais marinhos.

Grupo de 30 baleias jubarte é observado no litoral do ES


Mais de 30 baleias jubarte foram flagradas de uma só vez no litoral do Espírito Santo, a 30km de Vitória, na sexta-feira (19). O grupo foi vistos por ambientalistas que estudam o animal. O ativista Thiago Ferrari contou que a cena do grupo impressionou os observadores. O Espírito Santo faz parte da rota de migração das jubarte. “Os capixabas são agraciados todos os anos entre o mês de junho e novembro, mais de 17 mil baleias vem para cá. Elas escolheram o Espírito Santo para fazer a migração, para ter seus filhotes, para se acasalarem”, disse Ferrari. O ativista também explicou que o trabalho deles consiste em mapear a rota de observação. Ele ressalta que além de ações ligadas à conservação da espécie, o turismo de observação natural movimenta bilhões de dólares anualmente. “A gente quer desenvolver esse turismo de observação natural na costa do Espírito Santo, como já existe no litoral Norte e Sul da Bahia. A gente faz esse mapeamento dos ‘hotspots’, áreas de riqueza natural que carecem de conservação, há dois anos e cruza essas informações para criar o diagnóstico e fornecer a indústria do turismo”, conta o ativista. Nos dois anos de observação, o grupo percebeu aumentou no número de baleias que vem ao estado. O Instituto Baleia Jubarte (IBJ) desenvolve o estudo desde a década de 80, quando o grupo original era de menos de mil baleias. “Graças aos esforços de conservação, esse número atualmente é de 17 mil baleias. O grupo original vem das Ilhas Sandwich, passa pela Patagônia Argentina e vem para o Espírito Santo. O grupo original é de 30 mil baleias, quem sabe um dia a gente consiga chegar a ver essas 30 mil baleias”, conta Thiago. O ponto em que as Jubartes mais se concentram no estado é a Curva da Baleia, que fica em frente a Regência, na Foz do Rio Doce, onde nasce a plataforma dos Abrolhos e termina na Bahia. Thiago Ferrari disse que por ser recente o desastre do Rio Doce, é a primeira vez que elas estão chegando depois da tragédia e será necessário fazer acompanhamento científico. “A baleia não se alimenta aqui no Espírito Santo, elas vem se reproduzir, acasalar e treinar os seus filhotes. Então isso é o motivo para a gente se preocupar um pouco menos, porém, elas tem seus filhotes e parte do seu corpo exposto a uma possível poluição, isso pode gerar impacto nelas e precisa ser estudado”, explica. Por ser um estado porto e a migração das baleias estar nas rotas dos navios, nos momentos em que eles se cruzam, podem acontecer atropelamentos. Para evitar que esse tipo de acidente aconteça, Ferrari explica que as operadoras devem seguir normas internacionais. “As operadoras que oferecem esse serviço precisam estar adequadas a algumas normas. Existem normas internacionais de observações. Você não pode se aproximar a menos de 100 metros de uma baleia, ou a menos de 200 metros se ela estiver com o filhote, para evitar que aconteçam os acidentes”. Para que evitar que as baleias sofram esse tipo de violência no fluxo migratório, Ferrari disse que existem iniciativas que partem do terceiro setor e das Organizações Não Governamentais (ONG) para a manutenção da espécie. “Por exemplo, a criação do Santuário no Atlântico Sul, que é a criação de uma unidade de conservação com a cooperação de vários países que ajudam que a baleia Jubarte não sofra esse tipo de violência e outros impactos ambientais que podem prejudicar o ciclo migratório delas”.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Tartarugas são soltas no mar em Guarujá após período de reabilitação



Três jovens tartarugas-verde resgatas em praias da Baixada Santista nos últimos dois meses, foram devolvidas ao mar nesta quarta-feira (10), em Guarujá, no litoral de São Paulo. Elas passaram por tratamento no Instituto Gremar, responsável pela reabilitação e resgate de animais marinhos na região. Dos três animais soltos pela manhã, dois foram encontrados na praia da Enseada, em Guarujá, durante o mês de junho. O terceiro animal foi achado em julho, na praia de Guaratuba, em Bertioga. Segundo os biólogos do instituto, quando resgatados, os animais apresentavam sinais de cansaço e alguns também tinham marcas de escoriações pelo corpo. As tartarugas ficaram, em média, 50 dias internadas até receber alta. Já totalmente reabilitatos, elas foram soltas na manhã desta quarta-feira na praia das Conchas, em Iporanga, no Guarujá.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Biólogos localizam nova baleia morta em praia de SP; litoral já teve 11 casos



A cidade de Ilha Comprida, na região do Vale do Ribeira, no litoral de São Paulo, registrou o quarto encalhe de uma baleia jubarte na tarde desta quarta-feira (3). Este já é o 11º animal da espécie que aparece na região desde o mês de maio deste ano. As outras baleias foram encontradas mortas em praias de Guarujá (3), Peruíbe (2), Mongaguá (1) e Santos (1) ao longo dos meses de junho e julho. Já o aparecimento mais recente em Ilha Comprida aconteceu por volta das 14h, no Balneário Viaregio, a 18 km do Centro da cidade. "Acredito que essa baleia já estava morta há cerca de quatro dias e a maré só tenha trazido ela para perto da praia hoje. Pela breve análise que fizemos é uma baleia da espécie jubarte com cerca de 13 metros de comprimento", explica o biólogo Cristian Negrão. Apesar dos especialistas ainda não saberem ao certo o sexo do animal, Negrão explica que um estudo mais profundo sobre as causas da morte e características da baleia serão feitos nos próximos dias. "Já comunicamos uma equipe do Istituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), que faz esse monitoramento das praias e animais na região e também a Ong Amigos do Mar. A retirada da baleia e o enterro devem ser feitos nesta quinta-feira. Antes disso vamos colher amostras para saber o que ocorreu, já que essa baleia não tinha nenhum ferimento aparente", acrescenta o biólogo. Extinção A baleia-jubarte é uma espécie ameaçada de extinção e não é típica da região sudeste do Brasil. Segundo especialistas, elas costumam ficar na região norte do país, no entanto, o litoral paulista está na área de passagem para esses mamímeros durante o período de reprodução. A grande incidência desses mamíferos mortos na costa do litoral paulista, no entanto, ainda estão sendo estudadas.