PESQUISE NA WEB

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pescador fisga peixe anormalmente grande de 16kg em lago de Nova York


O pescador Jason Bair capturou um peixe da espécie Aplodinotus grunniens de mais de 16 kg no lago Oneida, no estado americano de Nova York. O Departamento de Conservação Ambiental de NY informou que o peixe, natural da região, está crescendo muito mais do que o costume, provavelmente porque estão comendo mexilhões de espécies invasoras. Eles usam os seus molares nas gargantas para quebrar as conchas dos mexilhões. Espécies invasoras são espécies que chegam a um habitat natural, geralmente pela ação humana, e acabam criando desequilíbrios no ecossistema local.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Baleias jubarte dão show para pesquisadores no mar do ES


Todos os anos, as baleias jubarte saem das águas geladas da Antártida, onde se alimentam, e nadam milhares de quilômetros em busca das águas quentes de Abrolhos, no Sul da Bahia, para se reproduzirem. O Espírito Santo está na rota dessas gigantes, por isso pesquisadores têm feito expedições no litoral capixaba para monitorar e estudar a passagem desses animais. A última expedição saiu da Praia de Camburi, em Vitória, no dia 8 de agosto, e não é preciso se afastar muito para avisar os primeiros sinais desses animais. O período que elas são vistas em águas capixabas costuma ser de julho a novembro, mas neste ano elas até se anteciparam um pouco, começando a aparecer ainda em junho. As baleias podem medir até 16 metros e pesar 40 toneladas. Essas gigantes são monitoradas pelo projeto Amigos da Jubarte, que ficam de olho em cada salto, cada movimento. "A gente faz o mapeamento das baleias. Vemos onde elas estão, qual o comportamento, a que distância estão da costa, tempo de avistamento e várias características biológicas delas, como a digital que tem na caudal dela. A gente identifica cada indivíduo, cada grupo e também o que eles estão fazendo aqui", explicou o oceanógrafo Paulo Rodrigues. As fotos são fundamentais na identificação das baleias. Os desenhos nas caudas são como digitais: cada animal tem marcas diferentes. Por isso as imagens vão para um banco de dados, para serem analisadas detalhadamente. Mas registrar a passagem desses animais não é uma tarefa fácil. "Você tem que tentar prestar atenção no comportamento da baleia, ver se os comportamentos se repetem. Por exemplo, você começa a tentar identificar quando vai ser o salto, quando ela vai botar a nadadeira pra fora da água. Começa a ficar mais fácil com a experiência", explicou o fotógrafo Leonardo Merçon. Um drone também é usado para captar imagens das baleias. Além das imagens, o som que os pesquisadores conseguem captar explica muito sobre o comportamento desses mamíferos em águas capixabas. "O macho que é quem 'canta', que faz o som. Ele se comunica tentando interagir coma as fêmeas. Cada população tem um som, um tipo de canto e para cada comportamento: se está atraindo uma fêmea, se está se comunicando, tentando achar um grupo", explicou o oceanógrafo.

Canadá ordena que barcos reduzam velocidade para proteger baleias



O Canadá ordenou nesta sexta-feira (11) que os barcos de grande porte, sejam eles navios de carga ou cruzeiros, devem reduzir a sua velocidade quando passarem pelo golfo de São Lourenço, situado no leste do país, visando a proteção das baleias. "Para impedir a morte das baleias", o governo decidiu impor de forma imediata "um limite temporário de 10 nós para a velocidade dos barcos de mais de 20 metros quando atravessarem o oeste do golfo de São Lourenço". Assim, os barcos deverão reduzir quase à metade a velocidade até então permitida. A orca é uma das espécies mais ameaçadas de cetáceos no mundo. Existem somente cerca de 500 exemplares atualmente nos oceanos. Uma dúzia de baleias apareceram mortas, foram rebocadas ou ficaram encalhadas desde o início da primavera no Hemisfério Norte, nesse golfo ou na costa noroeste dos Estados Unidos. A maioria delas ficou presa em redes de pesca, ou apresentava sinais de colisão com navios. Essa situação levou as autoridades a proibirem a pesca em várias zonas do golfo, em julho. "É dever de todos nós velar pela proteção de nossos recursos marítimos para as futuras gerações e fazer tudo que está ao nosso alcance para impedir a morte das baleias", ressaltou o ministro dos Transportes, Marc Garneau. As autoridades controlarão se a norma está sendo respeitada por meio de vigilância aérea e do uso de guardas-costas. Caso contrário, irão impor multas de até 25 mil dólares canadenses a quem descumpri-la. A redução da velocidade é "uma medida preventiva até que as baleias saiam das zonas de risco", disse o ministro. O ministro da Pesca, Dominic LeBlanc, estimou no início de agosto que existam cerca de "80 a 100" orcas no golfo de São Lourenço, "um número duas ou três vezes maior" que o registrado nos anos anteriores. Quando uma baleia aparece morta, o procedimento usual é rebocá-la para a terra para realizar autópsia, que definirá a causa da sua morte.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Cientistas descobrem duas novas espécies de sapinhos-da-montanha, os minúsculos anfíbios do sul do Brasil



Eles são diferentes da maioria dos sapos. A começar pelo tamanho: medem de 10 a 12 milímetros, menos do que a cabeça de um lápis. Não nadam e, se caírem na água, podem até se afogar. Quase não pulam. Cantam (coaxam) de dia. E nunca passam pela fase de girino. São os Brachycephalus, apelidados pelos cientistas de sapinhos-da-montanha, nativos da região montanhosa da Serra do Mar, no Paraná e em Santa Catarina, a cerca de 1.200 metros de altitude. Estão entre os menores anfíbios do mundo. Agora, duas novas espécies acabam de ser catalogadas por biólogos brasileiros: a Brachycephalus coloratus, de cor laranja, e a Brachycephalus curupira, que é marrom. Ambas vivem em áreas de Mata Atlântica na região metropolitana de Curitiba (PR). Diferem de outras espécies identificadas anteriormente pelas cores e formato do corpo. A descoberta foi publicada em julho no periódico científico PeerJ. "Não está totalmente esclarecido por que os sapinhos-da-montanha são tão pequenos. Eles passaram por um fenômeno evolutivo chamado de miniaturização. Acredita-se que, ao se adaptarem ao ambiente montanhoso, tiveram que diminuir de tamanho, para evitar ressecar e morrer", explica o pesquisador Luiz Fernando Ribeiro, integrante da equipe que fez a descoberta, da ONG Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais. Apesar de serem úmidas, as áreas de montanhas onde os minissapos vivem não têm corpos de água, como rios, lagoas, poças. Cada espécie ocupa uma região pouco extensa, com poucos hectares - às vezes uma única montanha. O coloratus, por exemplo, foi localizado em uma floresta da cidade de Piraquara. Já o curupira, em São José dos Pinhais. "São regiões muito próximas da cidade. Apesar disso, ainda se consegue encontrar espécies novas. Isso mostra que a Mata Atlântica, apesar de ter diminuído muito, ainda abriga uma diversidade muito grande, desconhecida", diz Ribeiro. Para descobrir as duas novas espécies de minianfíbios, os cientistas subiram montanhas da Serra do Mar paranaense e ficaram atentos aos sons. Os sapinhos-da-montanha coacham de dia, ao contrário da maioria dos sapos, que têm hábitos noturnos. Só os machos cantam, para marcar território. A partir daí, é seguir o coachar. Mas, à medida que os pesquisadores se aproximam, os sapinhos-da-montanha se escondem entre as folhagens no chão e ficam em silêncio. "É trabalhoso localizá-los. Eles pulam pouco, mais caminham muito no meio da floresta, são andarilhos. Como são muito pequenos, é muito difícil vê-los. Para achar alguns, é na sorte mesmo", conta Ribeiro. Para facilitar as buscas, a equipe de cientistas usou gravador e microfone direcional para captar até os mínimos sons dos sapos. E depois, ficou tateando as folhagens. As novas espécies são resistentes ao frio. Os pesquisadores chegaram a registrar 4º C negativos na montanha onde vive a Brachycephalus coloratus. É outra diferença em relação à maioria dos sapos, que gosta de ambientes quentes. Muito pequenos, eles se alimentam de bichos menores ainda: invertebrados que vivem no chão, ácaros, formigas, aranhas. O nome sapinhos-das-montanhas é uma alusão aos gorilas-das-montanhas africanos. Começaram a ser encontrados a partir do ano 2000. Desde então, o número de espécies conhecidas está aumentando. Só em 2015, foram catalogadas pelo menos 8 delas. E mais descobertas ainda podem ocorrer.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Baleia jubarte viva encalha em praia de Linhares, no Norte do ES


Uma baleia jubarte viva encalhou na Praia de Urussuquara, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, nesta sexta-feira (4). O animal é considerado quase adulto el tem aproximadamente nove metros. Um equipe já foi ao local para realizar os primeiros procedimentos. Um trecho da praia foi interditado. Nesta época do ano, é comum que esses animais passem pelo litoral do Espírito Santo, para o período de reprodução. Nos últimos dias, outros animais apareceram encalhados em praias do Estado. Um filhote de baleia jubarte, recém-nascido, foi encontrado no sábado (29), dentro da área do Parque Paulo Cesar Vinha, em Guarapari, em um local de difícil acesso. O animal media quase quatro metros de comprimento e estava com algumas lesões no corpo. Uma baleia de 11 metros apareceu morta na tarde de sábado (29), em Marataízes, no litoral Sul do Espírito Santo. O animal foi enterrado na terça-feira (1), após uma operação que durou mais de cinco horas.

Filhote de baleia jubarte é encontrado morto no Litoral Norte de Alagoas


Um filhote de baleia jubarte foi achado morto nesta quarta-feira (9) nas areias da praia de Japaratinga, no Litoral Norte de Alagoas. Segundo a veterinária do Instituto Biota de Conservação, Luciana Medeiros, o corpo do mamífero já está em estado avançado de decomposição. A veterinária afirma que esta não é a primeira ocorrência de encalhe de baleias este ano em Alagoas. Em julho, uma outra encalhou viva em Jequiá da Praia, Litoral Sul de Alagoas, mas conseguiu voltar para o mar. Em junho, outra baleia encalhou no município de Porto de Pedras, mas não resistiu. "Os mamíferos marinhos podem encalhar por doenças e dependência materna, já que muitos filhotes se perdem e não sobrevivem. Eles sofrem as consequências da poluição marinha, por interações com artefatos de pescas em alto-mar e também devido às atividades sísmicas da exploração de petróleo", disse. O Biota explica ainda que a prefeitura da cidade é que está providenciando a retirada da baleia e conta que ela foi encontrada por populares, que avisaram da ocorrência ao Instituto por volta de 8h.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Tartarugas marinhas serão monitoradas na costa do ES atingida pela lama da Samarco


As tartatugas marinhas que costumam visitar o litoral Norte do Espírito Santo serão monitoradas durante cinco anos, pelo projeto Tamar e pela Fundação Renova. O estudo será realizado em 156 km de praia, de Aracruz a Conceição da Barra. Possíveis danos aos animais provocados pela lama da barragem da Samarco serão avaliados. A ideia é avaliar aspectos como reprodução, alimentação e desova, por exemplo, para identificar se houve mudanças na dinâmica das tartarugas do litoral capixaba. Por serem espécies ameaçadas de extinção, podem ser mais sensíveis a mudanças no ambiente. Por isso, o resultado desse monitoramento é um indicador fundamental para avaliar as ações de reparação ambiental executadas pela Renova, após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, que levou lama com sedimentos de minério do Rio Doce até o mar. Os trabalhos começam nos próximos dias e os primeiros resultados serão compartilhados com os órgãos ambientais seis meses após o início do estudo. O levantamento será realizado durante todo o ano e reforçado no período de desova das tartarugas, de setembro a março, quando o monitoramento ocorrerá durante o dia e também no período da noite. Entre os locais monitorados estão áreas como Reserva Biológica de Comboios, a Terra Indígena de Comboios, Povoação, Monsarás, Cacimbas, Ipiranga, Ipiranguinha, Pontal do Ipiranga, Barra Seca/Urussuquara, Campo Grande, Barra Nova e Guriri. A execução das atividades irá mobilizar mão de obra local – pescadores e moradores tradicionais da costa – para detecção e monitoramento das fêmeas, ninhos e filhotes, levando em conta também o conhecimento tradicional da população. Todo o trabalho será supervisionado por técnicos e estagiários para possibilitar os estudos de distribuição espacial e temporal dos ninhos, proteção, identificação das espécies e avaliação do sucesso reprodutivo. As equipes serão alocadas nas bases do Tamar ao longo da área a ser estudada e serão geridas pelos técnicos do Centro Tamar/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Rara lagosta azul é pescada na costa leste dos EUA


Um pescador do estado americano de New Hampshire capturou uma rara lagosta azul. Greg Ward inicialmente achou que tinha pescado uma lagosta albina na última segunda-feira (17), quando pescava na costa leste dos EUA, próximo à divisa com o Maine. Mas ele se surpreendeu ao ver que se tratava de um exemplar considerado mais raro. Fala-se que a chance de pescar um do tipo são de 1 em 2 milhões, mas isso não tem comprovação científica. Ele doou o crustáceo ao Seacoast Science Center, um centro de estudos em Rye, onde ele será estudado e colocado em exposição. O aquarista Rob Royer disse que a lagosta será exposta logo que se aclimatar à água do tanque de lagostas exóticas.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Drone flagra baleia 'brincando' com grupo de golfinhos


Um vídeo gravado no oeste da Austrália mostra uma cena encantadora do mundo animal. Nas imagens, uma baleia brinca com golfinhos - todos parecem se divertir surfando as ondas. O registro foi feito com um drone na costa do Estado da Austrália Ocidental.

Iceberg gigante se desprende de plataforma de gelo na Antártica


Um iceberg de um trilhão de toneladas, um dos maiores já registrados, se desprendeu de uma plataforma de gelo gigantesca na Antártica, anunciaram nesta quarta-feira (12) os cientistas da Universidade de Swansea, no Reino Unido. Em um comunicado, os especialistas em estudos antárticos da universidade indicaram que o desprendimento ocorreu entre 10 e 12 de julho, quando o iceberg -- de 5.800 quilômetros quadradados -- se separou da plataforma Larsen C do continente branco. "Ele pode permanecer inteiro, mas é mais provável que se quebre em fragmentos. Parte do gelo pode permanecer na área por décadas, enquanto outras partes podem seguir para o norte, para águas mais quentes", disse Adrian Luckman, professor da Universidade de Swansea e principal pesquisador do projeto MIDAS, que vem monitorando a plataforma de gelo há vários anos. Os blocos de gelo que partirem rumo ao oceano podem derreter, o que contribuiria para elevar o nível do mar. A presença do gelo solto no oceano também aumenta risco para navios. Apesar de a região estar longe de grandes rotas comerciais, ela faz parte do roteiro de cruzeiros que visitam a região a partir da América do Sul.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Fóssil de tubarão de 400 milhões de anos é descoberto no Peru


Um grupo de pesquisadores descobriu na margem do lago Titicaca, no sudeste do Peru, restos fossilizados de um tubarão Pucapampella de 400 milhões de anos de antiguidade, informou nesta sexta-feira (7) o Ministério da Cultura. A descoberta foi feita por estudantes da Universidade de Puno nos sítios paleontológicos de Imarrucos, distrito de Taraco, perto do lago que delimita a fronteira com a Bolívia, a 3,8 mil metros de altitude sobre o nível do mar. "Após uma análise e estudos que realizamos, concluímos que os restos fossilizados pertencem a um tubarão de 400 milhões de anos", disse à AFP o paleontólogo Leonardo Zevallos, do Ministério da Cultura. "É o vertebrado mais antigo de que se tem registro no Peru", acrescentou. Os restos encontrados, que pertencem ao período Devoniano, são dois arcos mandibulares e uma barbatana, informou o pesquisador. As autoridades peruanas indicaram em um comunicado que após realizar comparações com "restos similares encontrados na Bolívia e nas Ilhas Malvinas, se determinou que os restos descobertos em Puno correspondem à associação Pucapampella-Zamponioteron". O Devoniano é conhecido como "a idade dos peixes", já que nesse período apareceram os primeiros vertebrados e a partir deles evoluíram outros grupos como os anfíbios e répteis, que foram antepassados dos mamíferos, apontou o Ministério de Cultura.

México vai usar golfinhos treinados pela Marinha dos EUA para salvar botos em extinção



O governo do México planeja usar golfinhos treinados pela Marinha americana para tentar salvar populações de botos-do-pacífico, o mamífero marinho mais raro do mundo e que está à beira da extinção. Rafael Pacchiano, ministro de Meio Ambiente do México, explicou que os golfinhos serão usados para localizar grupos de botos em pontos escondidos no oceano. Esses grupos serão então capturados e transportados a um santuário que o governo mexicano promete criar no mar de Cortés, no oeste do país, para que os animais se reproduzam sem a ameaça de predadores. Cientistas estimam que haja menos de 40 desses mamíferos ainda vivos em seu habitat natural, no Golfo da Califórnia. Pacchiano diz que o projeto com golfinhos deve começar em setembro. "Passamos o último ano trabalhando junto à Marinha americana com um grupo de golfinhos treinados para encontrar áreas inexploradas", afirmou o ministro à rádio Fórmula, do México. "Vamos capturar o maior número de botos possível para ter a oportunidade de salvá-los." Esses golfinhos já estão capacitados para encontrar mergulhadores perdidos no mar e agora praticarão a busca de seus "primos" botos. Na semana passada, o governo mexicano também anunciou o veto permanente ao uso de redes de pesca em uma área de mil quilômetros do Golfo da Califórnia. As redes -- usadas sobretudo na pesca de camarões e do peixe totoaba -- são a principal causa de morte dos botos-do-pacífico, conhecidos localmente como vaquitas. O ator americano Leonardo Dicaprio, que criou uma campanha para salvar os botos, elogiou o veto pelo Ttwitter e agradeceu o presidente do México, Enrique Peña Nieto. Uma proibição temporária, que vigorava desde 2015, foi considerada ineficaz, o que levou a organização ambiental WWF a pedir que ela fosse estendida e devidamente aplicada.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O que é a estranha criatura em forma de pepino invadindo as praias dos EUA e do Canadá



A costa oeste da América do Norte foi invadida nos últimos meses por estranhas criaturas marinhas. Milhões delas apareceram desde o norte da Califórnia até o sul do Alasca, provocando danos às redes de pescadores e intrigando os cientistas. Ainda que pareça um único animal, os Pyrosoma são colônias de forma tubular e consistência gelatinosa, formadas por centenas de milhares de pequenos organismos que se reproduzem de forma assexuada, clonando-se a si mesmos e conectados por tecidos. Um Pyrosoma pode medir até 60 cm de comprimento, e seu corpo brilha no escuro. O mistério para os cientistas é que os Pyrosoma são normalmente encontrados em águas tropicais e longe da costa, condições bem diferentes das encontradas nos locais em que estão surgindo nos EUA e no Canadá. Ric Brodeur, biólogo da NOAA, a agência de oceanografia do governo americano, diz que a abundância de Pyrosoma está vinculada às condições climáticas ao longo da costa oeste nos últimos anos, que estão mais quentes que o normal. A primeira colônia foi vista em 2012, na Califórnia. E desde então, têm se multiplicado gradualmente e se expandido até o norte. Segundo a NOAA, sua população disparou nos últimos meses. Os Pyrosoma se parecem com medusas, mas não picam ou queimam. Mas causam grandes dores de cabeça para os pescadores, que não conseguem trabalhar em um mar repleto com as criaturas. Os cientistas não sabem se os animais permanecerão tempo suficiente nas águas para causar alterações significativas na cadeia alimentar. E ainda que se reproduzem rapidamente, uma mudança de condições climáticas pode reduzir drasticamente sua população. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a bióloga-marinha Lisa-Ann Gershwin explicou que explosões populacionais semelhantes tinham sido registradas anteriormente em outras regiões pouco imagináveis, como águas subantárticas.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Como o asteroide que extinguiu os dinossauros levou à multiplicação de espécies de sapo


A enorme diversidade de sapos que existe hoje é sobretudo uma consequência do asteroide que extinguiu os dinossauros, afirma um estudo. A pesquisa diz que populações de sapos explodiram após a extinção dos dinossauros, há 66 milhões de anos. Trata-se de uma contradição a evidências anteriores que sugeriram uma origem mais antiga de muitos grupos de sapos. O trabalho, realizado por uma equipe de pesquisadores chineses e americanos, foi divulgado na publicação científica "PNAS". Os sapos se tornaram um dos grupos mais diversos de vertebrados, com mais de 6,7 mil espécies descritas. Mas a falta de dados genéticos dificultou as tentativas de determinar sua história evolutiva. O novo estudo mostra que as três maiores linhagens de sapos modernos - que juntos correspondem a 88% das espécies de sapos - apareceram quase simultaneamente. Essa impressionante diversificação de espécies parece ter ocorrido logo após o choque do asteroide com a Terra, na região que hoje é conhecida como a costa da Península de Yucatán, no México. Ao liberar um bilhão de vezes mais energia do que uma bomba atômica, o impacto eliminou três quartos da vida na Terra. Mas também parece ter estabelecido a base para o surgimento dos sapos. Os cientistas recolheram uma amostra de 95 genes do DNA de 156 espécies de sapos. Eles então combinaram esses dados com informações genéticas de 145 outras espécies para fazer uma "árvore genealógica" de sapos com base em suas relações genéticas. Usando fósseis de sapo como "o verdadeiro embasamento" dos dados genéticos, os pesquisadores puderam criar um cronograma de sua árvore genealógica. Os três grandes grupos de sapos - Hyloidea, Microhylidae e Natatanura - têm suas origens na expansão que ocorreu há 66 milhões de anos.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Conheça algumas das maiores fazendas de crocodilo do mundo na Tailândia




A Tailândia abriga algumas das maiores fazendas de crocodilo do mundo, onde turistas podem ver répteis gigantes descansando sob o sol quente, se alimentando de frango ou nadando em piscinas verde-esmeralda. Cerca de 1,2 milhão de crocodilos são mantidos em mais de mil fazendas na Tailândia, de acordo com números do departamento de pesca tailandês. Alguns são equipados com matadouros e curtumes para produzir produtos de luxo. A Fazenda de Crocodilo Sri Ayuthaya é uma das maiores da Tailândia e funciona há 35 anos. "Somos uma fazenda multiuso, que cria empregos para pessoas e renda para o país", diz Wichian Rueangnet, dono do estabelecimento, que tem cerca de 150 mil crocodilos. A Sri Ayuthaya está registrada na Convenção do Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora em Risco (CITES), o que permite que ela exporte produtos de crocodilo legalmente para vários países, inclusive a China, principal comprador. "Fazemos de tudo, desde criar crocodilos até abatê-los, tingir as peles e exportar produtos derivados do crocodilo", diz Wichian. Produtos de couro de crocodilo, incluindo bolsas no estilo Birkin, são vendidas por até US$ 2,2 mil e casacos de couro de crocodilo chegam a custar quase US$ 6 mil. A carne de crocodilo é vendida a quase US$ 9 o quilo. A bile e o sangue do réptil também são usados para fazer pílulas, pois se acredita que tenham benefícios para a saúde. A indústria, porém, tem sofrido um revés, o que fez as exportações de couro de crocodilo caírem mais ce 60% em 2016.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Com 90 milhões de anos, raro fóssil de réptil marinho é encontrado na França


O fóssil de um grande réptil marinho de 90 milhões de anos, encontrado em uma caverna no centro da França, foi apresentado como uma "rara descoberta" nesta quinta-feira (4) no Museu de Ciências Naturais de Angers. Os ossos fossilizados desse predador pertencem à família dos plesiossauros, grandes répteis que viveram na época dos dinossauros nos mares e oceanos, e foram descobertos em 2013, conta Benoît Mellier, responsável pelo acervo do museu de Angers. Os fósseis foram extraídos e levados para o museu em fevereiro, e serão submetidos a um estudo paleontológico aprofundado antes de serem expostos ao público. Foram encontrados um fêmur de 51 cm de extensão, "peças de um punho ou de um pé", uma série de "pequenos ossos da mão", e uma mandíbula completa de um metro de comprimento. A descoberta desse exemplar, que provavelmente media de cinco a seis metros de comprimento, representa algo "excepcional, e será interessante para todos os pesquisadores que trabalham com répteis marinhos no mundo", disse Peggy Vincent, paleontóloga do Museu de História Natural de Paris. "Esse animal foi achado em níveis que datam de quase 90 milhões de anos atrás. Não sabíamos nada sobre o grupo dos plesiossauros dessa idade em território europeu, a não ser pequenos elementos isolados, mas nada tão significativo e completo", complementou. Fósseis de répteis marinhos dessa idade já tinham sido encontrados no norte da África e nos Estados Unidos. "Saber que existiam na Europa muda muitas coisas. (...) Não é certo, mas é provável que seja uma nova espécie. Se for uma espécie que já existe, significa que houve imigrações", concluiu Vincent.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Câmera flagra tubarão comendo carcaça de baleia-jubarte na Califórnia


Uma ma câmera flagrou um tubarão comendo uma carcaça de uma baleia durante 12 horas. A carcaça estava sendo rebocada para evitar que chegasse à costa. A baleia-jubarte morreu por causa de ferimentos desconhecidos perto de uma praia na Califórnia. Apelidada de Scarlet por causa da cor avermelhada, ela era conhecida na região.

Baía dos Porcos é invadida por milhões de caranguejos


A Baía dos Porcos, em Cuba, foi invadida novamente, mas dessa vez por milhões de caranguejos. Eles deixaram as florestas onde vivem em direção às praias. Todos os anos, depois das chuvas de primavera, os caranguejos saem debaixo da terra para reproduzir. O destino é a praia, onde depositam os ovos, sob as ondas. Os bebês nascem no mar e depois retornam ao convívio dos pais. Mas a jornada dos caranguejos pode causar problemas, muitos deles invadem casas e estradas. Infelizmente, nem todos os caranguejos sobrevivem. Muitos são atropelados ao cruzar estradas - e muitos carros acabam tendo pneus furados. Mas eles fazem a alegria dos turistas. A Baía dos Porcos é mais conhecida por dar nome a um dos mais famosos episódios da Guerra Fria. A Invasão da Baía dos Porcos foi uma tentativa frustrada de invadir o sul de Cuba em abril de 1961 por um grupo paramilitar de exilados cubanos anticastristas, que haviam sido treinados pela CIA, a agência secreta dos Estados Unidos. O objetivo da operação era derrubar o governo socialista de Fidel Castro.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Aceleração de degelo do Ártico pode custar trilhões de dólares, diz estudo


A aceleração do degelo do Ártico está derretendo o subsolo congelado sob edifícios e estradas da Sibéria ao Alasca, elevando os níveis dos mares globais e alterando os padrões de temperatura mais ao sul, revelou um estudo internacional nesta terça-feira (25). O fato de a região gelada estar se tornando mais quente e úmida, o que resulta no derretimento do gelo ao seu redor, pode custar trilhões de dólares à economia mundial neste século, estimou o relatório. O estudo de 90 cientistas, incluindo especialistas dos Estados Unidos, exortou governos com interesse no Ártico a cortar as emissões de gases de efeito estufa. "O Ártico está esquentando mais rápido do que qualquer outra região da Terra, e se tornando um meio ambiente mais quente, úmido e variável rapidamente", de acordo com o relatório, que atualiza descobertas científicas de 2011. "As emissões crescentes de gases de efeito estufa (resultantes) de atividades humanas são a principal causa subjacente", escreveram no estudo encomendado pelo Conselho do Ártico, composto por EUA, Rússia, Canadá, Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia. O degelo do Ártico pode ter custos líquidos cumulativos entre 7 trilhões e 90 trilhões dólares entre 2010 e 2100, e os danos irão exceder os benefícios, como um acesso mais fácil à exploração de petróleo e gás e ao comércio marítimo, diz o documento. O período 2011-2015 foi o mais quente desde que os registros começaram a ser feitos em 1900. O gelo marítimo no Oceano Ártico, que encolheu a seu menor índice em 2012, pode desaparecer durante os verões até a década de 2030, mais cedo do que muitas projeções anteriores indicavam, segundo o estudo. "O Ártico está continuando a derreter, e está indo mais rápido do que se esperava em 2011", disse Lars-Otto Reiersen, diretor do Programa de Monitoramento e Avaliação do Ártico (Amap, na sigla em inglês), que preparou o relatório, à Reuters. Entre os sinais de perigo, o derretimento do subsolo permanentemente congelado provocou mais deslizamentos de terra no campo de gás russo de Bovanenkovo, na Sibéria. Um calor raro e enchentes de primavera interditaram a rodovia que leva aos campos de petróleo de North Slope, no Alasca, durante três semanas em 2015. A elevação das temperaturas está ameaçando a subsistência de caçadores indígenas e afinando o gelo marítimo, vital para espécies selvagens como ursos polares e focas.

Ministério do Meio Ambiente do Brasil adia proibição da captura e venda de guaiamum para 2018


O Ministério do Meio Ambiente adiou para 2018 a proibição da captura e comercialização de uma série de animais marinhos em risco de extinção no Brasil. A lista de animais ameaçados inclui os guaiamuns (espécie de nome científico Cardisoma Guanhumi), prato típico do litoral nordestino, que está classificado em situação crítica. A portaria que torna o manuseio desses animais crime de caça a animal silvestre foi publicada no Diário Oficial da União e vem sendo adiada desde 2014. Segundo a portaria, a captura dos guaiamuns, assim como os outros animais, vai ser permitida até o dia 30 de abril de 2018. O comércio, no entanto, é legal até 30 de junho, contanto que os estabelecimentos tenham estoques declarados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), até 5 de maio do mesmo ano. Quem desobedecer a medida vai se enquadrar no crime de caça a animal silvestre, com multa no valor de R$ 5 mil por pessoa e se a venda ficar comprovada o valor passa para R$ 10 mil. Entre os animais que terão a captura e comércio proibidos em 2018 estão, por exemplo, seis espécies dos peixes conhecidos como 'acaris'. No Nordeste, os guaiamuns fazem muito sucesso na culinária, mas estão ameaçados de extinção. Com a destruição dos manguezais e a captura sem controle, eles quase desapareceram da natureza. Para complicar, a reprodução é muito lenta. Só acontece a partir dos quatro anos de vida e nunca em cativeiro. Quando a medida passar a vigorar, apenas o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem a permissão para captura, transportar e armazenar os guaiamuns para fins de pesquisa e conservação do crustáceo. Os guaiamuns são parentes dos caranguejos e chamam a atenção pela cor azulada. Em 2014 já havia sido proibido o comércio por meio da portaria 445/2014, mas o limite da data para a venda tinha sido prorrogada. Segundo o Ibama, conforme outra portaria, a 395 de 2016, o estoque declarado até o dia 6 de março de 2017 podia ser comercializado até o dia 30 de abril. Agora, os prazos seguem, respectivamente, até 30 de abril e 30 de junho de 2018. A primeira lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente dividia os animais em categorias, de acordo com o risco de extinção. O novo prazo para a proibição vale apenas para as espécies ameaçadas classificadas na categoria Criticamente em Perigo (CR) e Em Perigo (EN) de interesse econômico. As medidas para outros animais, classificados como Vulnerável (VU), por exemplo, compreende fiscalização e uso sustentável, desde que regulamentado e autorizado pelos órgãos federais competentes. Nessa categoria está classificado o sirigado, peixe também bastante presente na culinária nordestina. 

Confira abaixo a lista de animais marinhos que terão a captura e comercialização proibidas em 2018: Cardisoma guanhumi (guaiamum). Lutjanus purpureus (pargo). Sciades parkeri (gurijuba). Genidens barbus (bagre-branco). Scarus zelindae (peixe-papagaio-banana). Sparisoma axillare (peixe-papagaio-cinza). Sparisoma frondosum (peixe-papagaio-cinza). Scarus trispinosus (budião-azul). Leporacanthicus joselimai (acari, cascudo, onça). Parancistrus nudiventris (acari, cascudo, bola azul). Scobinancistrus aureatus (acari-da-pedra). Scobinancistrus pariolispos (acari-da-pedra). Peckoltia compta (acari, cascudo, picota ouro). Peckoltia snethlageae (acari, cascudo, aba branca). Teleocichla prionogenys (joaninha-da-pedra).

sábado, 22 de abril de 2017

Espécie de anfíbio ameaçada em SC é registrada pela 1ª vez em reserva


A perereca-de-vidro, espécie ameaçada em Santa Catarina, foi registrada pela primeira vez na Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual do Complexo Serra da Farofa, localizada na Serra, afirmou a empresa Klabin, que administra o local. O anfíbio mede entre 19 mm e 25 mm e é típico da Mata Atlântica. O animal, Vitreorana uranoscopa, alimenta-se principalmente de insetos e se reproduz em riachos com boa qualidade ambiental, explicou o professor do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Selvino Neckel de Oliveira. "A espécie não está em extinção porque sua distribuição geográfica vai desde o estado de Minas Gerais até a Argentina. Porém, as populações que ocorrem em Santa Catarina estão ameaçadas devido principalmente ao desmatamento e à poluição dos riachos", afirmou. Para que a população do anfíbio não diminua, o professor defende a preservação do habitat do animal. "Essa medida só será efetiva com estudos que envolvam principalmente o sucesso reprodutivo e tamanho populacional. O registro de um individuo em uma área não significa que o local tem qualidade ambiental. Da mesma forma, essa espécie, como outras, precisam de estudos mais detalhados e com maior rigor cientifico". De acordo com a empresa que administra a reserva, o som emitido pelo anfíbio se assemelha a uma colher que bate em um copo de cristal. Seguindo essa vocalização do animal foi possível encontrá-lo. O local da reserva abrange os municípios de Painel, Urupema, Rio Rufino, Urubici e Bocaina do Sul, segundo a Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural de Santa Catarina.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Peixe Robalo Flecha - 02






Alguns belos exemplares de Robalo Flecha, e seus pescadores. (Fonte: Google)

Rã indiana expele muco que pode combater vírus da gripe, segundo estudo


Uma rã no sul da Índia expele um muco da sua pele que pode um dia ajudar as pessoas a combater certos tipos de vírus da gripe, disseram pesquisadores na terça-feira (18). O nome científico dessa rã, colorida e do tamanho de uma bola de tênis, é Hydrophylax bahuvistara, segundo o artigo publicado na revista científica "Immunity". "Rãs diferentes produzem peptídeos (cadeias de aminoácidos) diferentes, dependendo de onde é seu hábitat", disse o especialista em gripe e coautor do estudo Joshy Jacob, da Universidade Emory, ressaltando que os humanos também produzem proteínas que agem como defensoras do organismo. "É um mediador imune natural inato presente em todos os organismos vivos. Acabamos de encontrar um produzido pelo sapo que por acaso é eficaz contra o tipo de gripe H1", acrescentou. Os pesquisadores deram pequenos choques elétricos nas rãs para estimular a secreção dos seus peptídeos de defesa, que parecem combater a cepa H1 do vírus da gripe, e coletaram a substância. O peptídeo antiviral foi batizado de "urumin", em referência a uma espada parecida com um chicote usada no sul da Índia há séculos, disse o estudo. O urumin não é tóxico para mamíferos, mas "parece perturbar a integridade do vírus da gripe, como visto através de microscopia eletrônica", apontou. Quando os pesquisadores espremeram um pouco de urumin nos narizes de ratos de laboratório, o peptídeo os protegeu contra o que teria sido uma dose letal do vírus da gripe H1, o tipo responsável pela pandemia de gripe suína de 2009. Mais pesquisas são necessárias para determinar se o urumin pode se tornar um tratamento preventivo contra a gripe em humanos, e para analisar se outros peptídeos derivados de rãs podem proteger contra vírus como o da dengue e o da zika.

Câmera grudada no dorso revela olhar de 'baleia cinegrafista' na Antártida


Você provavelmente nunca viu a Antártida desta forma: pelos olhos de uma baleia. Câmeras foram presas ao dorso de animais das espécies minke e jubarte como parte de um novo estudo da ONG World Wildlife Fund (WWF) em parceria com a Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos. Por meio de ventosas, os equipamentos ficaram grudados de 24 a 48 horas e registraram como elas se alimentam, socializam e se comportam em meio às mudanças climáticas. Segundo o Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve, instituto de pesquisa ligado à Universidade do Colorado, em março deste ano, foi registrada a menor extensão de área congelada da Antártida ao longo dos 38 anos em que esses dados são coletados. A pesquisa com as baleias ajudará a reunir dados sobre os animais e seu habitat e contribuirá para esforços de preservação, em meio aos impactos dessas alterações ambientais.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Nova espécie de camarão que mata com ‘ataque sônico’ é batizada em homenagem ao Pink Floyd


Uma nova espécie de camarão marinho foi batizada em homenagem à banda Pink Floyd graças a um pacto entre cientistas que o descobriram, que são fãs de rock. O Synalpheus pinkfloydi usa sua grande garra para gerar um barulho tão alto que é capaz de matar peixes pequenos. Os membros da equipe por trás da descoberta estavam em busca de uma oportunidade para celebrar os roqueiros ingleses se identificassem uma nova espécie de camarão rosa - "pink" é a palavra em inglês usada para designar essa cor. A espécie, com uma garra rosa, foi descrita no periódico Zootaxa por cientistas da Universidade Oxford, no Reino Unido, da Universidade Federal de Goiás, no Brasil, e da Universidade Seattle, nos Estados Unidos. Sammy De Grave, chefe de pesquisa do Museu de História Natural de Oxford, disse gostar de Pink Floyd desde a adolescência. "Ouço desde que (o álbum) The Wall foi lançado em 1979, quando eu tinha 14 anos", afirmou. "Fazer a descrição dessa nova espécie de camarão-pistola foi a chance perfeita para finalmente homenagear minha banda favorita." De Grave já batizou outros crustáceos com referências a lendas do rock. O nome de uma outra espécie de camarão, a Elephantis jaggerai, foi inspirada no vocalista da banda Rolling Stones, Mick Jagger. O camarão-pistola, ou camarão-de-estalo, é capaz de gerar energia sônica ao fechar sua garra rapidamente. A nova espécie desse tipo de camarão é encontrada na costa do Pacífico do Panamá. Ele produz um som de 210 decibéis, um dos mais altos de todo o oceano. Isso supera o barulho de um tiro, que varia entre 140 e 190 decibéis de acordo com a arma usada.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Dois terços de Grande Barreira de Corais sofrem danos 'sem precedentes'


Danos ambientais sem precedentes já afetam dois terços da Grande Barreira de Corais, da Austrália, um dos ecossistemas mais ricos do planeta. Essa é a conclusão de um novo levantamento aéreo, que mostrou que o branqueamento dos corais chegou à porção central da barreira. Ano passado, análises mostraram que a parte norte também sofria com o problema. Somados, os eventos afetaram um trecho de 1,5 mil km de recifes. O branqueamento ocorre quando os corais sofrem mudanças ambientais e expulsam as algas que vivem em seus tecidos. Com isso, eles perdem sua principal fonte de nutrientes e ficam mais suscetíveis à morte. O processo pode ocorrer por mudanças na temperatura da água e, por isso, é intensificado pelo aquecimento global. Trata-se de um processo reversível, mas quanto mais impactado é o ambiente, mais difícil se torna a recuperação dos corais. Por isso, o professor Terry Hughes, da Universidade James Cook, cobrou urgência de governos em lidar com as mudanças climáticas para reverter, enquanto possível, o branqueamento da Grande Barreira. "Desde 1998, vimos quatro desses eventos (de branqueamento), e o espaço entre eles variava bastante. Mas esse é o espaço mais curto já registrado", Hughes disse à BBC. "Quanto antes agirmos contra a emissão de gases do efeito estufa e contra os combustíveis fósseis em favor das energias renováveis, melhor", acrescentou. Quase 800 recifes de corais numa área de 8 mil km foram analisados pelo Conselho de Pesquisa Australiana, do Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Corais. Os resultados mostraram que apenas a parte sul está relativamente intocada. O pesquisador James Kerry acrescenta que os últimos danos registrados são "sem precedentes". "O dano na parte central este ano foi tão severo em termos de branqueamento quanto o visto na parte norte no ano passado", disse Kerry à BBC. "Para os recifes que foram afetados dois anos seguidos, é um golpe duplo. Eles ainda não tiveram chances de se recuperar dos eventos do ano passado". Os últimos registros de danos ocorreram independentemente do fenômeno El Niño, o aquecimento anormal das águas na superfície no Oceano Pacífico Tropical que influencia padrões de vento no mundo todo, que costuma intensificar o branqueamento de corais. A Grande Barreira abrange milhares de recifes de corais na costa nordeste da Austrália. Ela recebeu o título de Patrimônio da Humanidade pela ONU em 1981, por sua tamanha biodiversidade, que conta com 400 tipos de corais, 1,5 mil espécies de peixes e 4 mil de moluscos. Segundo a ONU, é o local com "maior biodiversidade" entre os Patrimônios da Humanidade e, por isso, de uma "importância científica enorme e intrínseca".

terça-feira, 4 de abril de 2017

O peixinho que droga predadores com 'mordida de heroína'


Cientistas britânicos e australianos resolveram um mistério do mundo marinho: os efeitos da mordida indolor de um peixinho venenoso ornamental. Eles constataram que o fang blenny, natural de corais do Oceano Índico, se defende de predadores ministrando opioides - um composto similar à morfina e à heroína, que causa uma queda súbita na pressão sanguínea e, aparentemente, distrai o predador por tempo suficiente para que a presa escape. A pesquisa, que reuniu especialistas da Liverpool School of Tropical Medicine, no Reino Unido, e da Universidade de Queensland, na Austrália, foi publicada na revista especializada Cuttent Biology e é um exemplo dos segredos escondidos em nossos oceanos. Bryan Fry da Universidade de Queensland, explica que peixes com algum tipo de mordida venenosa normalmente produzem dores imediatas. "Uma das maiores dores que sofri na minha vida foi quando fui picado por uma arraia. Foi algo infernal", contou ele. Por isso, o fang benny aguçou a curiosidade dos cientistas: eles queriam entender por que sua mordida era indolor. "Mordidas ou picadas dolorosas são um mecanismo de defesa útil - os predadores aprendem a evitá-las", explica Nicholas Casewell, cientista da Liverpool School of Tropical Medicine. Casewell conta que os estudos sobre o fang blenny feitos nos anos 70 observaram o comportamento de peixes maiores. "Eles colocavam os blennies na boca, mas rapidamente começavam a tremer e a abriam novamente. O fang blenny simplesmente nadava para fora." Ao analisar a composição do veneno dos peixinhos, os cientistas descobriram o opiáceo, composto conhecido como potente analgésico e usado tanto como remédio quanto droga recreativa, como no caso da heroína. Mas esse tipo de composto causa também queda na pressão sanguínea, levando a tonturas e estado de fraqueza. "Isso parece causar nos predadores uma perda de coordenação, permitindo que o blenny fuja", completa Casewell.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Jacaré enorme invade campo de golfe e assusta golfistas nos EUA


Um enorme aligátor (jacaré americano) foi flagrado caminhando tranquilamente na segunda-feira (27) em um campo de golfe em Kiawah Island, no estado da Carolina do Sul (EUA), enquanto os golfistas estavam a poucos metros de distância. A americana Carrie Moores disse que estava tirando fotos da partida de golfe quando flagrou o enorme réptil. Segundo ela, os golfistas estavam de costas e não viram o animal. Rapidamente, após tirar as fotos, Carrie avisou os jogadores sobre a aproximação do jacaré. "Eles pularam nos carrinhos e fugiram em segurança", disse ela.

Peixes-boi não são mais espécie em perigo de extinção


Os peixes-boi não são mais uma espécie "em perigo" de extinção, disseram autoridades americanas nesta quinta-feira (30), declarando sucesso após décadas de esforços para recuperar a população desses animais na Flórida e na região do Caribe. A população de peixes-boi das Índias Ocidentais na Flórida tem hoje cerca de 6.620 exemplares, "uma reviravolta dramática em relação à década de 1970, quando restavam apenas algumas centenas de indivíduos", disse uma declaração do Serviço para Peixes e Vida Selvagem dos Estados Unidos. Os peixes-boi são agora considerados "ameaçados", o que significa que eles estão protegidos pela Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção, mas já não são considerados em perigo iminente de extinção em todas as suas variedades. A decisão se aplica ao peixe-boi das Índias Ocidentais, que inclui a subespécie do peixe-boi da Flórida, encontrada no sudeste dos Estados Unidos. Também se aplica ao peixe-boi antilhano, encontrado em Porto Rico, México, América Central, norte da América do Sul e Grandes e Pequenas Antilhas. "Embora ainda haja mais trabalho a ser feito para recuperar totalmente as populações de peixes-boi, particularmente no Caribe, o número de peixes-boi está aumentando e estamos trabalhando ativamente com parceiros para enfrentar as ameaças", disse Jim Kurth, diretor do Serviço para Peixes e Vida Selvagem.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Após ciclone, tubarão é achado em rua de cidade australiana



A passagem do ciclone "Debbie", com ventos de 260 km/h, causou estragos e pânico no estado de Queensland, no nordeste da Austrália, mas também imagens inusitadas. Philip Calder, um jornalista que cobria o fenômeno natural para a emissora de TV Win News , fotografou um tubarão morto e coberto de lama em uma rua da cidade de Ayr, um dos locais afetados pelas enchentes provocadas pelo ciclone. Segundo Calder, o tubarão virou o principal tema de conversas no município, e muitas pessoas se aproximaram para tocá-lo. O "Debbie" perdeu força após tocar a terra firme, na última terça-feira (28).

sexta-feira, 24 de março de 2017

Tubarão-lixa que era mantido em aquário de casa em Ribeirão Preto é resgatado


Uma equipe de biólogos fez o transporte de um tubarão-lixa que estava morando no aquário de uma residência em Ribeirão Preto (SP). O animal, que está na lista de espécies ameaçadas de extinção, foi parar na casa após o dono ter adquirido o mesmo achando que ele não iria aumentar de tamanho. Ao notar que se tratava de um tubarão maior e que iria continuar crescendo, ele decidiu fazer uma entrega voluntária. O oceanógrafo Hugo Gallo Neto explica que essa não é a primeira vez que se depara com uma situação similar e conta que já realizou resgates em outras cidades sob condições similares no passado. O tubarão resgatado apresenta boas condições de saúde e agora será observado por veterinários até poder ser encaminhado a um ambiente próprio para ele. “Ele estava em um aquário há três anos e meio, cresceu e o proprietário, já preocupado com o animal, decidiu fazer uma entrega voluntária. Ele comunicou um órgão ambiental, o qual nos encaminhou e fomos buscar o animal em Ribeirão Preto”, explica Hugo. Inicialmente, o tubarão-lixa chegou às mãos do dono quando media aproximadamente 60 centímetros de comprimento. Segundo o oceanógrafo, o dono acreditou que ele não deveria ficar muito maior do que já estava e decidiu mantê-lo no aquário em sua casa. Com o passar dos anos, entretanto, o ‘pet’ acabou chegando a 1,70 m. “Ele foi deixando e acho que a pessoa, às vezes, quando vê que o animal entra na lista de ameaçados de extinção acaba sentindo medo de estar cometendo uma ilegalidade. Nesse caso, uma conhecida do dono ajudou a convencê-lo a fazer isso e quando finalmente conversamos ele ficou mais tranquilo ao saber que não ia sofrer nenhuma sanção”, diz. O resgate do tubarão foi realizado nesta quarta-feira (22) e o oceanógrafo explica que os donos de animais selvagens devem saber que é possível realizar uma entrega voluntária dos mesmos sem que o proprietário sofra qualquer tipo de penalidade. “Ao fazer uma entrega voluntária, os órgãos entendem que não existe uma aplicação de penalidade. A pessoa fica legalizada e o animal é encaminhado para um lugar melhor onde haverá cuidado constante, com mais espaço. É importante que exista um esclarecimento para que essas pessoas saibam como agir”, finaliza. O tubarão-lixa deverá seguir recebendo atendimento das equipes do Aquário de Ubatuba até que esteja apto para ser encaminhado para seu próprio tanque.

terça-feira, 21 de março de 2017

Ameaçada de extinção, vaquita marinha é encontrada morta em praia do México


Uma vaquita marinha, menor cetáceo do mundo, foi encontrada morta em uma praia no Golfo da Califórnia, no México. Em fevereiro, pesquisadores advertiram que há apenas 30 vaquitas restantes no mundo. Eles alertaram que a espécie pode ser extinta até 2022. Apesar das operações para interceptar redes de pesca ilegais no país, a situação dessa cetáceo é preocupante. "Com a taxa atual de perda, a vaquita seria extinta até 2022, a menos que a atual proibição a redes de pesca seja mantida e aplicada efetivamente", aponta. Uma análise realizada em novembro passado no Golfo da Califórnia, no noroeste do México, revelou que restavam apenas cerca de 30 vaquitas em seu habitat. Um censo anterior tinha encontrado, entre setembro e dezembro de 2015, o dobro de exemplares, enquanto em 2014 havia 100, e em 2012, cerca de 200. Em um esforço desesperado para salvar a vaquita, os cientistas propuseram capturar espécimes e transportá-los a um espaço cercado no Golfo da Califórnia, onde possam se reproduzir. Alguns ambientalistas se opõem a esta medida, devido ao risco de que as vaquitas morram durante o processo. Lorenzo Rojas-Bracho, membro do Cirva, disse à AFP que os cientistas tentarão capturar vaquitas em outubro. "A pesca ilegal continua, e se não as recolhemos vão morrer de todos os modos", assegurou. As autoridades e os ambientalistas estimam que as vaquitas morreram durante anos em redes destinadas a pescar ilegalmente outra espécie ameaçada, um grande peixe chamado totoaba, cuja bexiga natatória seca tem grande demanda no mercado negro da China. O Cirva recomenda colocar "urgentemente" as vaquitas em um santuário temporário nesta primavera (boreal) e mantê-las nesse lugar durante um ano, embora reconheça que pode ser difícil, ou até impossível, pôr em prática esta medida de conservação. "Ainda não está claro se as vaquitas podem ser capturadas de forma segura ou como reagiriam à manipulação, transporte e confinamento", afirma o comitê.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Cientistas divulgam boa notícia sobre pinguins


Cientistas revisaram o número de pinguins-de-adélia que habitam o leste da Antártida e descobriram que há mais exemplares do que o estimado. Cerca de 6 milhões de aves da espécie vivem nos 5 mil quilômetros da costa leste do continente gelado, mais que o dobro do número estimado anteriormente. A pesquisa realizada por uma equipe australiana, francesa e japonesa usou métodos aéreos e terrestres, como a etiquetagem, revisão de dados e análise de imagens de vídeos ao longo de várias épocas da reprodução, o que lhes permitiu chegar ao novo número. A estimativa inicial era que havia cerca de 2,4 milhões de pinguins da espécie na área analisada, porém, o estudo revelou que o número era 3,6 milhões maior do que o esperado. Os pesquisadores estimaram a população global entre 14 e 16 milhões de pinguins. Anteriormente, a estimativa só havia levado em conta os casais reprodutores, explicou a especialista em ecologia de aves marinhas Louise Emmerson, da Divisão Australiana da Antártida. "As aves que não são reprodutoras são mais difíceis de contar, porque estão longe, procurando comida no mar ao invés de fazerem ninho em colônias na terra", explicou Emmerson. "No entanto, nosso estudo no leste da Antártida mostrou que os pinguins-de-adélia não reprodutores podem ser tão abundantes, ou mais, que os reprodutores. Essas aves são uma importante reserva de futuros reprodutores e estimar o seu número permite que tenhamos um maior entendimento das necessidades alimentares de toda a população", disse Emmerson. Pesquisadores afirmam que a pesquisa tem implicações para a conservação marinha e terrestre. A contagem serve para estimar, por exemplo, a quantidade de krills e peixes necessários para alimentar a população da ave. "Estima-se que cerca de 193 mil toneladas de krill e 18,8 mil de peixes são consumidos por pinguins-de-adélia durante a época de reprodução", afirmou Emmerson. A Comissão de Conservação de Recursos Marinhos da Antártida pretende usar essa informação para limitar a pesca de kriil. Os pinguins-de-adélia foram descobertos em 1840 pelo explorador francês Jules Dumont d'Urville, que nomeou a espécie em homenagem à esposa. Embora abundantes, eles enfrentam ameaças devido às mudanças climáticas, ao recuo do gelo no mar e o declínio da população de krills, segundo a ONG WWF.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Pesquisadores brasileiros e argentinos descobrem fluorescência em rã



Pesquisadores de Brasil e Argentina identificaram fluorescência em uma rã arborícola encontrada na América do Sul, informou na quinta-feira (16) à AFP um dos autores do estudo. "Este caso é o primeiro registro científico de uma rã fluorescente. Não há relatos precedentes sobre isto, e também sobre estas moléculas que podem ser fluorescentes", declarou Carlos Taboada, um dos pesquisadores. Em um laboratório do Museu Argentino de Ciências Naturais de Comodoro Rivadavia (MACN), em Buenos Aires, Taboada explicou à AFP o alcance do trabalho do qual participou. Taboada trabalha na equipe liderada pelo argentino Julián Faivovich, principal pesquisador do MACN e do Conselho Nacional de Ciência e Técnica (Conicet), cuja descoberta foi recentemente publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Além dos argentinos, participaram da pesquisa os brasileiros Andrés Brunetti e Fausto Carnevale, ambos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Segundo Faivovich, a descoberta "modifica radicalmente o que se conhece sobre a fluorescência em ambientes terrestres, permitiu encontrar novos compostos fluorescentes que podem ter aplicações científicas ou tecnológicas, e gera novas perguntas sobre a comunicação visual entre anfíbios". Integrante do departamento de Biodiversidade e Biologia Experimental da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires, o pesquisador explica que a origem da fluorescência se deve a "uma combinação da emissão (de compostos) das glândulas da pele e da linfa, que é filtrada pelas células pigmentares também da pele, que nesta espécie é translúcida". Há seis anos, a equipe tentava explicar a origem metabólica dos pigmentos em rãs quando encontraram a fluorescência, revelou Taboada em entrevista no laboratório biológico.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Jacarés e crocodilos fogem de zoológico após fortes chuvas no Peru


Sete jacarés e dois crocodilos fugiram de um zoológico inundado pelo transbordamento de um rio no norte do Peru, informou o Serviço Nacional Florestal e de Fauna Silvestre (Serfor). "O transbordamento do rio Motupe avançou para as instalações do zoológico Las Pirkas e isso fez com que os répteis fugissem", disse à rádio RPP o engenheiro Rafael Velásquez, funcionário do Serfor. Velásquez disse que junto com a polícia estão realizando operações para capturar os répteis que fugiram na terça-feira do zoológico em Jayanca, a 800 km de Lima. "Por enquanto capturamos três jacarés e um crocodilo que estavam perto", assinalou. "Estamos informando a população para que avisem se os virem, mas para que não se aproximem", comentou. Outros animais que estavam no zoológico, como macacos, pinguins e tartarugas, foram transferidos para outros locais, mas ainda faltam papagaios e outras aves, assinalou o funcionário.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Proliferação de algas forma manchas verdes gigantes no Mar Arábico


O golfo de Omã se torna verde duas vezes por ano, quando uma proliferação de algas do tamanho do México se espalha pelo Mar Arábico até a Índia. Cientistas que estudam a alga dizem que os organismos microscópicos estão prosperando nas novas condições provocadas pela mudança climática e deslocando o zooplâncton que faz parte da cadeia alimentar da região, ameaçando todo o ecossistema marinho. Há 30 anos, as criaturas microscópicas sob a superfície do Golfo de Omã eram invisíveis. Agora, elas formam manchas gigantes que podem até ser vistas de satélites. Proliferações de algas como essas já destruíram ecossistemas em vários locais do mundo. A alga pode paralisar peixes, entupir suas brânquias e absorver oxigênio de modo a sufocá-los. Baleias, tartarugas, golfinhos e peixes-boi já morreram por causa das toxinas das algas no Atlântico e Pacífico. Essas toxinas se infiltraram na cadeia alimentar marinha e, em casos raros, provocaram até a morte de humanos. Ao longo dos últimos 15 anos, os pesquisadores Joaquim Goes, Khalid al-Hashmi e Helga do Rosario Gomes têm monitorado a proliferação desse tipo de alga no Mar Arábico usando barcos, satélites e sensores remotos. Goes afirma que as algas causaram um "curto-circuito" da cadeia alimentar, ameaçando outras formas de vida marítima. "Normalmente essas coisas acontecem lentamente, geralmente em centenas de anos. Aqui, está acontecendo do dia para a noite", diz. O excesso de algas representa uma ameaça para Omã, já que o problema pode afetar a pesca e o transporte marítimo.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Corais da Grande Barreira da Austrália voltam a apresentar branqueamento



Os arrecifes da Grande Barreira de Corais australiana voltaram a branquear pelo segundo ano consecutivo, indicaram nesta sexta-feira (10) responsáveis científicos. O ecossistema que se estende sobre 2.300 km - o maior do mundo - sofreu no ano passado o episódio mais grave de branqueamento já visto, devido à mudança das temperaturas do oceano em março e abril. Novamente os arrecifes de corais sofreram uma descoloração, observou o parque marinho da Grande Barreira de Corais. "Infelizmente, as temperaturas foram elevadas neste verão na Grande Barreira de Corais, e estamos aqui para confirmar um novo caso de branqueamento maciço pelo segundo ano consecutivo", declarou o diretor do parque, David Wachenfeld, em um vídeo publicado no Facebook. O branqueamento dos corais é um fenômeno de enfraquecimento que se traduz em uma descoloração, provocada pelo aumento da temperatura da água. Isso leva à expulsão das algas simbióticas que dão aos corais sua cor e seus nutrientes. A Grande Barreira, inscrita no Patrimônio da Humanidade desde 1981, está ameaçada pelas mudanças climáticas, por inundações agrícolas, desenvolvimento econômico e proliferação de estrelas do mar que destroem os corais.